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Capítulo.06

Liara Martins

Cheguei no outro dia em casa avistando todos na piscina, então subi rapidamente para o quarto, tomei uma ducha rápida e coloquei um biquíni.

Estava saindo do meu quarto quando trombei em alguém, ou melhor em Dionísio. Ele se desequilibrou indo parar no chão e eu fui junto, caindo em cima dele, confesso que isso me deixou muito sem jeito, podia jurar que estava mais vermelha que um pimentão por essa cena embaraçosa.

— Me desculpe, querida. — Ele diz.

— Eu que não olhei por onde estava indo. — Digo tentando me levantar e ele sorrir, me tirando a concentração.

— Que palhaçada é essa aqui? — Ouço a voz da bruaca. Me levanto rapidamente com a ajuda de Dionísio.

— Não venha armar escândalos, Victória. — Dionísio diz. — Eu e Liara tombamos um no outro e acabamos caindo, só isso.

— Eu acho bom mesmo. Essa menina é uma interesseira, não conseguiu nada com o Wesley além de amizade e agora quer dar o golpe no pai. — Não pensei duas vezes e esbofeteei ela.

— Lave sua boca antes de falar comigo, a única interesseira aqui é você, que casou com um irmão querendo o outro. — Dito isso deixo ela sem palavras e com uma expressão de susto.

Desço as escadas deixando os dois lá em cima, não acredito que essa maldita teve a capacidade de me acusar de golpista. Que ódio!

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Dionísio Makaroto

— Que você nunca me amou eu já sabia, agora o meu irmão?

— Meu amor, eu...

— Cala a maldita boca Victória. Agora eu enxergo tudo que não via, quantas vezes cheguei em casa e ele estava lá com você, ele sempre disse que era por causa de Wesley.

— Dionísio...

— Cala a boca! Não fala nada.

— Para Dionísio, não seja hipócrita, você nunca me amou também.

— Mas nunca te traí. Ao invés de você que me traiu com meu próprio irmão, e o incrível é que ele só está com você por causa dessa maldita máfia, não se iluda Victória, Jorge nunca te amou, o interesse dele sempre foi a herança de nossos pais, sempre.

Deixo ela sozinha no corredor e vou para o quarto, me trancando lá. Essa maldita herança da família só me colocou em apuros, meu irmão nunca irá descansar, e eu tenho medo do que ele pode fazer para conseguir esse dinheiro.

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Liara Martins

Desci as escadas indo até a parte externa da piscina, sabia que iria ter que enfrentar a fúria de Elisa e Wesley, mas tudo era melhor do que eu matar aquela cobra caninana.

— Até que enfim a Margarida apareceu. — Wesley diz cruzando os braços.

— Bom dia para você também, amigo.

— Não pense que eu esqueci que vocês nos abandonou naquela boate pra ir para outra festa. Isso não se faz, Liara. — Agora foi a vez de Elisa reclamar.

— Desculpe-me queridos, da próxima eu levo vocês junto. — Digo me sentando ao lado de Elisa. E em segundos a vaca que estava me acusando lá em cima se junta a nós sentando um pouco afastada.

— Dona Victória não para de me olhar desde que Wesley sentou próximo a mim, e ficou revisando alguns e-mails que Denise mandou. — Elisa cochicha para mim.

— Certamente deve esta marcando território, para que o filhinho querido dela não se agrade da sua pessoa, pois a nora perfeita pra ela, a que ela deseja que fique com Wesley é a Ashley.

— Já não gostei do som do nome dessa mocreia.

— Põe mocreia nisso.

— Quem é a mocreia? – Wesley pergunta.

— A protegida da sua mãe, aquela sem sal e sem açúcar da Ashley.

— Lá vem você de implicância de novo, Liara.

— Não é implicância, aquela mocreia é do mau.

— Não é para tanto.

— Nem o seu pai gosta dela. - Liara cruza os braços.

— Okay Liara, não vou discutir com você, Denise acaba de me mandar um e-mail, em pleno sábado, deve ser algo muito importante.

— Bom dia Vick. — Ouço uma voz estridente.

— Vaca na área. — Digo.

— Credo!

— Ashley, querida. Que bom que você veio, estávamos a sua espera. — Victória diz indo até a mocreia para abraçá-la.

As duas seguem na nossa direção, com certeza ela iria vir falar com Wesley, comigo ou com Elisa que não seria.

— Bom dia Wes. — A lombriga diz com aquela voz irritante.

— Bom dia, Ashley. — Wesley diz sem olhar para a cara dela, prestando bastante atenção no computador.

— Nossa Wesley, nem pra olhar para mim. — Ela diz cruzando os braços. Emburrou? Coitada!

— Estou resolvendo coisas do trabalho.

— Em pleno sábado, Wes?

— Sim, agora se me der licença. — Ele diz e a mocreia sai batendo os pés ao lado da mocreia mais velha.

— Precisava ser tão ignorante com a menina, Wes. — Elisa diz com deboche.

— Não concordo com o que Liara diz, mas não significa que eu ature aquela voz irritante dela no meu ouvido. — Ele diz e eu dou risada.

— Diga a verdade, você já comeu ela, por isso que ela vive aos seus pés. — Elisa pergunta na lata.

— Que vocabulário feio, Eliza. — A repreendo.

— A respeito do Wesley, esse é o vocabulário que devo usar, pois ele não faz amor com ninguém Liara, você como amiga dele devia saber, só se faz amor com quem amamos.

— Não, Elisa. Nunca transei com ela, minha mãe queria que tivéssemos algo sério, mas eu nunca quis algo sério com ninguém, e se quisesse não seria com a insuportável da Ashley, nunca aconteceria nada entre nós.

— Só poderia acontecer alguma coisa se as duas fizessem uma armação. — Digo.

— As duas? — Elisa indaga.

— Minha mãe e ela. — Wes responde voltando a atenção para o notebook.

— Parece que a dona Victória quer mesmo juntar vocês dois. — Elisa diz, e no fundo senti uma pontada de ciúmes.

— É tudo que ela mais quer na vida. — Digo olhando com desprezo para a bruxa da mãe do Wesley.

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Maria Elisa Parker

Eu não sei o porque de ter ficado tão sentida com tudo que soube. Ashley é realmente muito bonita, mas sua voz de taquara rachada e sua personalidade perversa faz ela perder toda a beleza, e fiquei aliviada ao saber que Wesley não sente nada por ela e nem quer ela como namorada.

Por que caralho você ficou feliz em saber disso, Elisa? Pelo amor de Deus, não faz e nem fala bobagem. Fui interrompida de meus devaneios com uma onda de água sendo jogada em mim, que porra!

— O que diabos é isso? —Pergunto me levantando.

A bruaca da Ashley tinha pulado na piscina e jogou água para todo lado, e ela fez questão de se jogar perto de onde estávamos. Quando olhei para Wesley ele estava furioso, seu notebook havia molhado inteiro e a tela ficou preta, não funcionava mais.

— Mas que grande merda, você não sabe prestar atenção não? EU TE DISSE QUE ESTAVA TRABALHANDO! — Ele esbraveja furioso.

— Desculpa Wes. — A mocreia diz.

— Desculpa o casete. — Wesley estava mesmo muito bravo.

— Meu filho, olhe a boca. — Victória diz.

— Meu filho, deixe esse notebook aí, antes que ele resolva da um curto, explodir ou sei lá, segunda você termina de resolver o que quer que seja que estava fazendo. — Dionísio diz aparecendo do nada, e aí que Wesley faz o que ele mandou.

Pego uma toalha e levo até Wesley, ajudando ele a se enxugar.

— Obrigada, Elisa. — Ele diz olhando no fundo dos meus olhos, e quando nossas mãos se encontram sinto uma corrente elétrica percorrer todo o meu corpo, e eu sabia que ele havia sentindo no exato momento que vi suas pupilas dilatarem.

— Disponha. — Digo saindo de perto dele e sentando na espreguiçadeira ao lado de Liara, bem longe dele. Para não correr o risco de agarrar esse homem aqui mesmo na frente dos outros, e implorar que ele me foda de todas as maneiras possíveis e impossíveis, esse homem me causa arrepios em lugares inimagináveis.

— Essa Ashley sempre foi uma descarada. — Liara diz sentando ao meu lado enxugando seu rosto com uma toalha. — Ela acha que vai conquistar Wesley com esse jeito de lambisgoa dela.

— Liara! — A repreendo.

— Mas é verdade. — Ela dá uma risada. — Mas graças a Deus, o meu querido amigo nunca se interessou por ela, esse tipinho dela nunca arrancou olhares de Wesley, até porque mulheres assim como você é que fazem o tipo dele.

— Liara pelo amor de Deus, se alguém escuta isso eu tô frita.

— Relaxa, Wesley é bem grandinho para escolher quem ele quer na vida dele. E você é muito dona de si também, para deixar que a bruaca da mãe dele ou essa lambisgoia te ofendam.

— Eu vou para o meu quarto, já escutei abobrinha demais. — Digo me levantando e indo para dentro da casa. Subi as escadas mais que depressa para que ninguém me parasse no caminho, e graças ao meu bom Deus entrei no quarto sem que ninguém me atacasse.

Estou começando a achar que vir nessa viagem foi a maior roubada da minha vida, Liara me mete em cada uma.

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