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Capítulo.07

Wesley Makaroto

Não tá escrito o quanto eu odeio essa proteção que minha mãe tem com essa menina, certo que ela perdeu os pais muito cedo, e que minha mãe como amiga de longa data descidiu cuidar e proteger essa menina como sua filha, mas isso não lhe dá o direito de me incomodar, ou de me empurrar ela, para que eu me case com a mesma. Quando éramos crianças ela era uma boa pessoa, mas depois que começou a escutar as maluquices de minha mãe, ela ficou igualzinha a ela, maluca.

"Toc-toc"

— Quem é? — Pergunto não escondendo o quanto eu estava bravo.

— Sou eu, Liara. — Ela diz com seu ar de deboche e posso vê-la de braços cruzados pronta para me eschulachar, só porque falei de mal jeito com ela. Vou até a porta destrancando-a.

— Antes que me escomungue, eu não sabia que era você. E eu estou fulo da vida.

— Dessa vez passa. — Ela diz entrando no quarto e se jogando na cama. — O que temos para hoje?

— Uma festa, apresentação de um livro de um de meus escritores. — Digo me deitando ao lado dela.

— Podemos ir? Eu e Elisa?

— Não precisa nem perguntar, vocês vão em todos os eventos que tiver.

— Eu te amo demais, amigo. — Ela diz me abraçando. — Elisa vai amar, ela é maluca por livros, ler demais.

— Lembre-me de apresentar para ela a minha biblioteca. — Digo me levantando e indo até o banheiro. — Vou me arrumar.

— Tinha esquecido da sua biblioteca, ela vai amar. — Ela diz antes que eu entre no banheiro. — Vou me arrumar também. — Ela grita e escuto a porta bater em seguida.

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Maria Elisa Parker

Estava deitada na cama enrolada em uma toalha, relaxando pós banho, quando a maluca da minha amiga entra no quarto aos gritos.

— Pelo amor de Deus, Liara. Qual é o motivo do escândalo?

— Vamos em um evento com o Wesley.

— Nem pensar, a última saída você me abandonou.

— Não seja dramática, Elisa.

— Não é drama, eu vim para essa viagem te acompanhar e não acompanhar o seu amigo.

— Esse evento eu garanto que você vai gostar. — Os olhos dessa maluca chega brilham quando ela fala.

— O que é?

— A festa de apresentação do livro de um escritor. — Liara diz e meu coração quase salta para fora da boca.

— Minha nossa!

— Pois é amiga. — Liara diz deitando na cama enquanto eu corro para o closet, tentando escolher algum look a altura de tal evento.

— Eu te amo, eu já falei isso?

— Já!

— E se eu te amo, eu automaticamente amo o Wesley por ele ter nos convidado.

— Por essa eu não esperava.

— E não vai contar para ele.

— Claro que não.

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Liara Martins

Lógico que eu iria fazer de tudo para que os livros da minha melhor amiga barra irmã fossem publicados, mas ela não precisava saber agora que Wesley é dono da editora fodastica daqui do México. Ela iria sacar na hora toda a minha intenção por trás dessa viagem e iria embora, eu conheço muito bem ela pra saber que ela iria embora.

Se tem uma coisa que ela odeia é favoritismo, ela não entende que a escrita dela é incrível, que qualquer editora que se preze gostaria de tê-la como integrante da equipe. Ela é estupenda!

Depois que essa garota ficou pronta eu estava pronta também, pronta para jogar no lixo todos os meus anos de hetero, e agarrar ela ali mesmo.

— Minha querida, me diga para que diabos você vai tão maravilhosa assim?

— Exagerei?

— Eu acho que não, nunca fui em um evento assim, é estilo aqueles prêmios né? Tipo um Oscar?

— Aí Liara, você me mata de rir. — Elisa diz rindo de mim.

— Deixa eu te avisar, a bruaca da Victória e a lambisgoia da Ashley estarão lá.

— Nada que eu não possa aturar.

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Maria Elisa Parker

Saímos do quarto, e ainda descendo as escadas pude avistar Wesley, os pais dele e a lambisgoia na sala nos esperando.

— Queridas, vocês estão deslumbrantes. — Dionísio diz todo galanteador.

— Muito obrigada, senhor. — Digo lhe lançando um sorriso.

— Eu disse para Elisa que ela está parecendo a própria lua, que se por ventura faltar luz, ela iluminará nosso caminhos. — Liara diz sorrindo.

— Um verdadeiro exagero. — Victória diz.

— Mamãe, por favor, não seja indiscreta. — Wesley diz com uma cara nada boa para a bruaca. — Você está belíssima, Elisa. — Ele diz pegando minha mão e depositando um beijo delicado em meu dorso.

— Eu só estou dizendo verdades, meu filho. — A bruaca diz.

— A sua aprendiz de cascavel está parecendo uma piranha e ninguém aqui disse nada. — Liara diz e eu não pude conter o riso, assim como Wesley e Dionísio.

— Olha aqui, sua... — A lambisgoia tenta falar.

— Vamos? Já estamos atrasados. — Mas é interrompida por Wesley.

— Claro. — Liara diz e Wesley estica seus braços para que peguemos.

— Liara e Eliza vão comigo, pois vamos pegar Denise no caminho. — Wesley diz deixando a lambisgoia com cara de tacho.

Saímos da casa entrando no carro dele e seguindo com o mesmo dirigindo, passamos no apartamento de Denise e ela veio toda sorridente sentando com Liara no banco de trás, e a minha querida amiga como boa fofoqueira que é, já foi contando todo o ocorrido.

— Não acredito. — Denise diz com a mão na boca.

— Eu vou confessar que até mesmo eu estou perdendo a paciência. — Wesley diz sério.

— Para o senhor tranquilidade dizer que tá perdendo a paciência a coisa tá feia mesmo. — Denise diz. — Eu estou pasma.

— Chegamos! — Wesley diz. Descemos do carro e ele entrega as chaves para o manobrista.

Denise e Liara vão na frente, quando estava prestes a subir as escadas, Wesley aparece na minha frente esticando seu braço, aceito com um sorriso.

— Não pense que eu vou deixar que nenhum bastardo chegue perto de você. — Wesley sussurra em meu ouvido.

— Não compreendo qual seja o motivo para tal ato.

— Não seja ingênua, Mali. — Oh porra! Esse homem tem que me chamar desse jeito logo aqui. — Você é minha, não vou permitir que nenhum outro mexicano te tenha nos braços.

Okay! Agora preciso trocar a calcinha urgentemente. Ele mais parece com aqueles caras possessivos dos meus livros, mas sem a parte de ser um criminoso, por que Liara saberia se ele fosse, certo?

Aí meu Deus Maria Elisa, você está misturando realidade com ficção. Acorda!

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Liara Martins

Depois que chegamos no evento, olhei ao redor procurando Dionísio, precisava falar com ele antes de qualquer coisa. Não demorou muito e avistei ele perto dos sanitários, segui até lá com passos largos.

— Oi! — Digo envergonhada. — Será que eu poderia falar com o senhor?

— Pelo amor de Deus, Liara. Senhor está no céu, não me trate com essas formalidades, assim me sinto mais velho do que eu realmente sou. — Ele diz sorrindo e eu sorrio envergonhada.

— Tudo bem. — Digo.

— Mas o que você quer falar?

— Na verdade eu gostaria de pedir desculpas.

— Por?

— Por ter dito que sua mulher ama o seu irmão. — Digo de uma vez abaixando a cabeça.

— Não tem o que me pedir desculpas, ela te faltou com respeito e você revidou, entendo perfeitamente, e agradeço pela honestidade.

—Não está furioso? Eu praticamente acabei com seu casamento, mas eu juro que foi sem querer.

— Não se preocupe, Liara. O casamento já estava por um fio há muito tempo, tentei manter fazendo viagens, indo a jantares e dando presentes, mas a verdade é que ela sempre me traiu, com meu próprio irmão, e que o que é mais decepcionante, é que nunca houve amor.

— Eu sinto muito por isso. Eu sempre tive em meu pensamento que casamentos são para toda vida, até que a morte os separe, e não conseguiria imaginar ser traída, mas também não consigo imaginar casar sem amor.

— Era uma coisa normal naquela época, os casamentos eram negócios entre os pais.

— Um absurdo!

— Concordo com você, querida. — Ele rir. E eu confesso que senti um frio na barriga nunca sentido antes, e senti medo, repreendendo as coisas que passaram na minha cabeça.

{...}

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