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Capítulo 4 - Durante o café

NA MANHÃ SEGUINTE, eu já sabia detalhes sórdidos da vida sexual bem ativa de Ingrid e aquilo serviu para aumentar ainda mais o tesão descomedido que comecei a sentir por ela. A imagem da garota de cintura fina completamente nua no espelho havia ficado impressa na minha mente de maneira incisiva e eu mal conseguia parar de ver aquele corpo delicado em projeções insistentes que me assaltavam o tempo todo desde a madrugada.

As fotos explícitas ganhavam ainda o agravante das confissões que a menina tinha me feito e as suas palavras digitadas no chat não paravam de ir e vir na memória. Através de nossa conversa por WhatsApp, Ingrid havia me contado que tinha perdido a virgindade aos quatorze anos com um amigo do seu pai, um cara de vinte e um anos, e que numa tarde ensolarada, esse mesmo cara também havia iniciado sua irmã caçula diante dela, na mesma cama.

Desde a sua estreia sexual precoce com o tal amigo, as duas irmãs haviam adquirido o costume de dividir os namorados que conquistavam e se uma transava com um cara, a outra também tinha que fazê-lo.

Eram muitas informações novas para processar e meu queixo não parou mais de cair durante aquela madrugada. Entre várias revelações de sexo a três, escapadas noturnas para visitar um vizinho bem-dotado e transas no banheiro da escola, acabei me sentindo um iniciante quando o papo terminou e uma nova imagem das minhas primas se formou em minha mente dali em diante. Elas eram muito mais assanhadas do que eu imaginava.

Quando acordei do sono breve de poucas horas que havia tido, o sol já brilhava alto do lado de fora da janela. Minhas costas doíam por não estar acostumado a descansar no sofá daquele jeito e meus olhos ardiam pela noite mal dormida. Após uma passada no banheiro para lavar o rosto inchado, me direcionei à cozinha da casa e lá encontrei Ingrid e Joyce conversando alegremente com meus pais e minhas irmãs em torno da mesa para seis lugares.

Joyce estava em pé passando geleia em uma torrada e vestia um short de dormir mínimo que permitia ver a popa da sua bunda redonda. Nos segundos em que meus olhos se perderam naqueles dois montes carnudos, consegui perceber que não havia qualquer sinal de calcinha por baixo da roupa e isso me deixou em alerta imediatamente.

A menina pequena de um metro e sessenta deu uma mordida na torrada antes de se sentar e me desejou bom dia assim que me viu chegar perto. Me perdi naqueles olhos verdes por um tempo, até focar em Ingrid, sentada na beirada da cadeira com os seios fartos a saltar da blusa de tiras finas com estampa de bichinhos fofos que usava. Eu os tinha visto nus pelas fotos que ela havia me mandado na madrugada, mas vê-los ali ao vivo, em movimento, era no mínimo psicodélico. Me senti num clipe da Nick Minaj.

— … boa noite? — Foi o que ouvi da frase de meu pai tal era minha distração. Fiz cara de quem não o havia escutado e ele repetiu:

— Eu perguntei se teve uma boa noite.

— Ah, claro. Na medida do possível… quando o Diogo parava de roncar!

Todos riram. Aline, estava sentada numa das cabeceiras com os cabelos tingidos de vermelho presos num rabo-de-cavalo e a minha irmã caçula emendou:

— O Didi parece uma britadeira-viva durante a noite!

Meus olhos se perderam mais uma vez nos seios de Ingrid e em seguida, no seu sorriso de dentes perfeitos. Após as brincadeiras com Diogo, que apenas resmungava se empanturrando com um pedaço de bolo de milho que minha mãe havia assado há poucas horas, as duas irmãs começaram a falar que meu tio Naldo também roncava e que a esposa Anabela chegava a ter que usar protetores de ouvido à noite.

— Parece um carro véio tentando dar partida — comentou Ingrid, mal contendo o próprio riso —, quando engrena, ninguém dorme naquela casa!

Bianca quase engasgou com um pedaço de torrada que mal tinha enfiado na boca. Observando a conversa da garotada em pé atrás dela, papai deu alguns tapinhas em suas costas dizendo “São Brás, São Brás” e a minha irmã de cabelos alourados chegou a ficar rosada de tanto tossir. Diogo retrucou:

— Eu nem ronco tanto assim!

Eu assumi um dos assentos vagos à mesa, ao lado de meu irmão e o provoquei:

— Não, só faz a casa toda tremer.

Ele ficou bravo, mas algum tempo depois, já tinha esquecido a brincadeira. Tinha memória de peixe e não se ressentia por nada no mundo.

As irmãs mineiras logo engataram novos assuntos durante o café, incluindo também a minha mãe, que ouvia tudo encostada na geladeira. Ela e meu pai já haviam tomado seu desjejum antes que os mais jovens acordassem e estavam ali só fazendo companhia. Àquela manhã, a dona Edna tinha caprichado na principal refeição do dia e sobre a mesa, além do pão fresquinho trazido da padaria da esquina e o bolo de milho servido numa assadeira redonda, tinha também torradas, geleia de morango com pêssego, requeijão, uma jarra de suco de manga, uma leiteira e claro, o famoso cafezinho preto que minha mãe tão bem sabia passar.

— … a gente realmente devia ter trazido o queijinho de Minas que ocês tanto adoram — disse Joyce sorrindo —, o pai trouxe um fardo dia desses da fazenda daquele amigo que comprou o bode. Ele já anda até distribuindo para os vizinhos.

O riso da menina de olhos verdes era estridente e contagiava a quem ouvia. Ri também.

— O Naldo sempre traz desse queijo quando vem visitar São Paulo. É uma delícia!

Mamãe concordava com a opinião de meu pai e sacudiu a cabeça para cima e para baixo.

— Não vão faltar oportunidades — disse Ingrid, desviando levemente o olhar sedutor para o meu —, agora que sabemos o caminho, eu e a Joy vamos vir mais vezes para São Paulo e vamos trazer o queijinho de Minas na bagagem.

Eu sentia que podia passar horas as assistindo conversar daquele jeito malemolente. Apesar de adorar o seu lado mais bem-humorado e de todo aquele lance caipira com toque de interior, a minha mente estava poluída com as cenas descritas por Ingrid via mensagem em que as duas irmãzinhas eram possuídas juntas e nuas sobre a cama por caras mais velhos. Ela tinha feito questão de ser bastante detalhista conforme me contava suas aventuras noturnas e eu tinha ficado entusiasmado. As sebosinhas que havia conhecido na infância não existiam mais MESMO e eu queria desvendar a fundo o que elas haviam se tornado agora.

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