Biblioteca
Português
Capítulos
Configurações

#####Capítulo Cinco

— Eu realmente preciso entender por que diabos você está fazendo isso. — reclamou Caterina, de pé e lendo algo em uma folha em suas mãos. Ela se referia a Eveline Kray.—Você quis assustar os velhos e conseguiu, eles nem estão mais no Reino Unido, agora, estou achando uma idiotice manter a filha deles dois na sua casa. — murmurou.

Abri um sorriso e olhei-a de relance, eu estava ocupado no meu computador. — Vou colocá-la para trabalhar com Lucas.

Quando eu disse aquilo Caterina parou de fazer o que estivesse fazendo e me encarou, um olhar irritado. — Está brincando comigo?! — exclamou e se desencostando da mesa.

— Não, estou dizendo a verdade. — suspirei e levantei-me do meu lugar, indo pegar uma bebida.

Eu sentia os olhos de Caterina me seguindo. Ela disse.

— Vai colocar uma mulher que nem conhece no meio das drogas? Depois dará um cargo para ela no clã? — perguntou com raiva.

Eu apenas revirei os meus olhos. — O seu pai vai mata-lo! Você vai nos colocar em perigo porque quer comer a estrangeira!

Aquilo me fez ri. Por que as mulheres eram tão dramáticas e sempre acham que os homens só pensam em sexo? Eu nunca as entenderia. — Caterina. — respirei fundo e balançando a minha cabeça. — Isso me magoa, eu não estou mantendo Eveline aqui por sexo. Você sabe que eu não preciso disso.

— Então por que ela está aqui? Você não precisa do dinheiro! Apenas tire tudo o que eles possuam ou mate-os como você sempre fez! — ela exclamou.

Eu não respondi Caterina, quando existia uma mulher no meio de uma história ela agia de forma enlouquecida. Olhei para ela que mantinha uma cara emburrada e me observando sem piscar. Aquela mulher não daria o braço a torcer.

Soltei um suspiro. — Só fiquei interessado nessa família. A filha deles é uma mulher qualquer com emprego e casa, ela nem sabia da nossa existência e isso me intrigou. Mas também eu quero mostrar aos pais dela que eu não brinco. Posso estar sempre sorrindo, mas dentro de mim eu planejo como esquartejar detalhadamente o corpo.

— Você não fará isso com ela, está nos seus olhos. — ela murmurou. — Quando o seu pai...

— O meu pai não tem nada a ver com as minhas decisões. — eu a cortei rudemente e olhando-a seriamente. — Eveline Kray quis pagar a divida dos pais? Então permanecerá por aqui nem que seja por dez anos! Ela receberá apenas as minhas ordens e a de Lucas, você pode continuar com a sua função.

Caterina riu. — Eu sou a sua underboss e não quer que eu palpite quando você faz merdas? — ela perguntou com raiva.

Fechei os meus olhos e voltei a me sentar. Como eu tinha imaginado, ela não me escutaria. Então eu apenas disse.

— Não quero que palpite quando se tratar de Eveline Kray.

Ela respirou fundo e jogou o papel em cima da mesa, depois me dizendo. — Se essa mulher me irritar eu fodo a vida dela e dos pais. — Caterina saiu da sala fazendo os saltos altos baterem firmemente no chão de madeira, ela saiu batendo a porta e eu sorri.

Deveria deixar Eveline atenta quando Caterina estivesse por perto. Caso contrário eu teria que dar palmadas nas bundas delas.

— Seria divertido. — murmurei e rindo.

*****

Cheguei na fábrica sozinho, pois Caterina não queria participar absolutamente de nada que fosse relacionado a Eveline. Lá dentro estava tudo organizado, meus homens trabalhando com atenção.

Tirei o meu óculos de sol e passei pelas mesas, onde eu era cumprimentado por todos. Ao longe eu avistei Lucas, segurando uma prancheta e anotando algo. Eu sorri. — Quando é que vai confiar em um tablet ao invés de folhas?

Ele ergueu a sua cabeça, os olhos claros sorriram, menos a boca. Aquele cara não sorria nem fodendo.

Quando Lucas se aproximou, pegou a minha mão estendida e me puxou para um abraço e um tapa forte nas costas. — Gabriel Corleone dentro de um buraco do clã? — me provocou e eu ri. — Alguma coisa aconteceu e deve ser bem séria.

— Não tão séria. — respondi e caminhamos para mais longe dos outros, quando Lucas parou ao lado de uma porta enferrujada, continuei. — Amanhã uma mulher estará aqui para trabalhar ao seu lado, ela tem um grande cérebro e será útil para as vendas. Preciso saber se a aceita aqui. — disse, sem delongas.

Haviam outros lugares escondidos do clã que mexiam nas drogas, eu poderia jogar Eveline em qualquer um desses lugares, mas eu confiava cegamente em Lucas De Rosa para qualquer coisa que eu precisasse no submundo. Então eu poderia confiar nele para observar Eveline enquanto eu pudesse trabalhar tranquilamente.

Lucas assentiu com a sua cabeça e olhou para os homens que trabalhavam ali. Ele disse. — Uma mulher entre tantos homens? Vai ser complicado...

— Vim até aqui porque confio em você e sei que os seus homens respeitam as suas ordens. — respondi. — Ela também vai respeitá-lo, não trará problemas aqui...

— Quem é ela? — Lucas questionou, franzindo a sua testa. Eu suspirei. — Vou aceitá-la com certeza, se você confia então eu confio, mas... Isso me intrigou. — murmurou.

Eu sorri sem mostrar os dentes e dei um aperto em seu ombro. — Amanhã ela estará aqui logo cedo.

*****

Já tinha anoitecido quando cheguei em casa e fui direto para o meu quarto me trocar para praticar. Tirei o meu paletó e gravata pelo caminho e abria os botões da camisa e abri a porta, mas rapidamente paralisei.

Eveline estava limpando o carpete do quarto e ergueu o olhar para mim. Eu estava tão distraído que não tinha escutado o som do aparelho. Ela desligou o aspirador e soltou um suspiro exagerado.

— Estou terminando, Amo, Don, senhor Corleone? — disse com a voz serena, porém em sarcasmo.

Ela estava brava comigo pelos eventos da manhã. Era divertido assistir.

Entrei em meu quarto e joguei as minhas roupas sobre uma poltrona, depois tirei os meus sapatos e terminei de desabotoar a camisa. Todos os meus movimentos eram observados por ela, uma cara entediante.

— Só vou tomar um banho. — eu não iria, mas de repente senti vontade de um banho antes de lutar. Tirei a camisa do meu corpo, mas Eveline somente encarava os meus olhos. É. Ela não parecia interessada. — Me acompanha?

Ela balançou a sua cabeça em negativa e puxava o aspirador, estava saindo do quarto. — Amanhã eu termino...

— Hmmm, esse excesso de poeira vai prejudicar o meu sono. — murmurei quando ela parou ao meu lado.

Eveline me olhou com bravura e deu um sorriso forçado. — Simples! Durma de máscara! —soltei uma risada e virei a minha cabeça para olhar a sua bunda na calça jeans apertada.

— Obrigado pela dica! — gritei quando ela saiu do quarto e depois fechei a porta. Bem, seria divertido deixa-la trabalhando na minha casa.

Não era uma má ideia assistir Eveline dentro do meu quarto durante todas as noites.... Meneei a minha cabeça e segui para o closet.

Acho que passaria a maior parte do meu tempo agora, na fábrica de Rovito. 

Baixe o aplicativo agora para receber a recompensa
Digitalize o código QR para baixar o aplicativo Hinovel.