
Resumo
Eveline Kray é uma mulher inglesa com uma vida simples e que sempre está ajudando a sua família financeiramente. Devido ao vício de seus pais em gastarem o dinheiro em jogos, Eveline se encontra em desespero ao saber que eles entraram no radar de uma organização criminosa italiana e precisará deixar a sua vida, para quitar as dívidas dos pais aos criminosos. Caso contrário, eles encontrarão a morte e Eveline está disposta a se arriscar. Gabriel Corleone não é como o seu primo e antigo Capo dos capos do clã Ndrangheta. Para um homem que age com cautela, Gabriel oferece a oportunidade para a família Kray quitar as suas dívidas de jogos, com tanto que alguém trabalhe para ele. Eveline poderia apenas pagar a dívida ao Capo Corleone, mas o desejo e os pensamentos pecaminosos não saiam de sua cabeça. Ela poderia odiá-lo. Mas o submundo a seduziria. E Gabriel Corleone? está disposto a odiá-la e a desejá-la.
#####Capítulo Um
ITÁLIA | CALÁBRIA.
Eu respirava fundo. Na medida em que as palavras eram ditas pelo meu padrinho, eu respirava e segurava. Provavelmente iriam pensar que eu estava tentando me matar para fugir do...peso? Eu não considerava ser um homem respeitado e poderoso que teria que carregar um peso em minhas costas.
Você não poderia negar, não poderia discutir os termos. Praticamente impossível fugir de algo que já seria seu, desde que foi concebido.
É. Esse era o trato da minha família. Se com o tempo você mostrasse que era favorável e tinha honra ao clã, então estava apto para o cargo supremo. Quero dizer, nem todos os Corleone poderiam exercer as funções de um capo dei capi, mas seriam do clã de qualquer forma.
Os meus olhos seguiram para a lâmina do punhal que deslizava pela palma da minha mão. Era o segundo corte que eu tinha. E depois daquilo, seria uma nova tatuagem. A dor física já era um costume. Eu gostava de brigas, gostava de ir em lugares onde as pessoas pagavam para ver pessoas se matando aos socos. Não é um esporte muito apreciado, mas fazia-me sentir em êxtase.
Era divertido e fim.
— Por favor Gabriel, repita as palavras comigo. — disse Verenzio, o meu padrinho e primo e...antigo chefe?
Segurei a foto do Santo, que queimava na ponta e repetia as palavras que eu deveria dizer. Elas saiam automáticas, como se o meu sistema soubesse que aquilo era o meu presente, o meu futuro. Não sentia o meu coração se alterar de emoção ou algo assim, estava apenas fazendo o meu papel para o clã e nada mais que isso.
Quando a imagem terminou de queimar e também as pontas dos meus dedos, olhei para todos. Sorrindo em orgulho, principalmente o meu pai. Verenzio apertou a minha mão suja de sangue e sorriu, dizendo.
— Seja bem-vindo, Capo Corleone.
TRÊS MESES DEPOIS...
Eu estava sentado no bar da boate Acadie bebendo junto com os meus soldados. As vezes eu era repreendido pelo meu braço direito simplesmente por gostar de ficar ao lado daqueles homens, mas...que se foda. Eles eram pessoas divertidas.
Um deles se chamava Cornel, já estava no seu quinto copo de vodka pura e não estava bêbado. Era inacreditável.
Cornel gostava de mexer com as mulheres que passavam perto de onde estávamos, e ríamos porque as suas cantadas não eram atrativas para as moças. — Estão vendo aquela loura peituda? Aposto que vai querer até pagar para mim, somente para dar um beijo nela! — todos nós ríamos dele, pois o cara não desistia.
— Desista, nenhuma dessas mulheres querem dar a boceta para você. — respondeu Zain, ele não tinha filtro para as suas palavras, as vezes ofensivas demais. Ele balançava a sua cabeça e apontava para a loura que dançava alguns passos à frente de onde estávamos sentados. — Você deveria voltar para a Carlota. Ela é a única que vai aceitar esse seu pau flácido dentro dela. — os outros gargalharam de sua piada com a ex esposa de Cornel.
Ele era um soldado antigo do clã, com os seus 47 anos de idade e 35 anos servindo aos Corleone. Tinha se casado com uma mulher não tão mais nova que ele e tiveram uma filha. Carmela. Os mais próximos de Cornel zombavam do exagero de C's que a família tinha. Mas parabenizavam ele e Carlota pela filha belíssima que tiveram.
Cornel nunca nos contou o motivo da separação, e nós respeitávamos o seu silêncio. Mas ele não estava livre das piadas de merda de seus amigos.
O olhar de Cornel se direcionou para Zain. — Sei muito bem que quer pegar a Carlota, seu bosta. Mas hoje não é noite para isso! Mas sim, para aquela peituda. — ele apontou. — Aposto uma nota de quinhentos euros de que vou levar aquela mulher para a minha casa. — sorriu cretinamente para nós.
— Cornel... — eu suspirei, fazendo os outros darem risadinhas irônicas. — Acho que a sua cota de vergonha para essa noite já estourou. Iremos compreender se a garota não quiser ir embora daqui com você. — zombei.
Cornel me olhou bravamente, mostrando o seu dedo do meio e fazendo-me rir.
— Aposto quinhentos euros! Seus filhos da puta.
Enrico revirou os olhos. — Tudo bem seu fodido! Tente a sorte com a garota e se...
— E se ela mandá-lo se foder... — eu aumentei a voz. — Algum de nós a levaremos para casa. — pisquei e bebi o meu uísque.
Todos concordaram com o que eu propus, rindo e bebendo. Menos o soldado Antônio, ele era casado e somente ria da situação.
Quando eu tinha dito, Cornel bebeu de uma vez a sua vodka e levantou-se do seu lugar. — Ela vai me querer seus merdinhas. Aprendam com o papai. — murmurou e andou até a garota. Eu soltei uma risada e focamos na cena.
Cornel mal tinha se aproximado da loura, quando ela tirou um pedaço de papel debaixo da sua curta saia de couro e entregou na sua mão. Ele estava paralisado enquanto ela lhe dizia algo e sorria, no fim para dar um tapinha em suas costas.
— Porra! — cuspiu Zain e gargalhando alto, assim como os outros da mesa.
Ele somente se virou, carregando o papel na sua mão e voltando a se sentar. Todos nós fingíamos seriedade, principalmente eu, era triste ver o pobre Cornel ser rejeitado mais de uma vez uma na mesma noite.
Segurei o seu ombro esquerdo e perguntei. — E então?
Cornel rosnou e jogou o pedaço de papel sobre a mesa. Ali escrito, era o número de telefone e o nome da loura. Felícia. — Ela pensou que eu era a porra de um mensageiro! Mal consegui falar e ela já estava tirando o papel da vagina e dizendo para entregar ao meu chefe! — respondeu, pegando o papel de volta e jogando-o em minha direção.
Eu não toquei naquela merda.
Assim como eu, os soldados riram da situação. Enquanto éramos xingados por Cornel.
— É uma pena, mas não curto loiras. — sorri, depois das risadas.
Antônio revirou os seus olhos. — Estou preocupado com o meu jovem Don. Você é o primeiro Corleone que não pensa em casamento! E você praticamente ignora todas as fêmeas que passam por você tanto aqui como nos outros estabelecimentos do clã. — ele resmungou. — Uma hora terá que deixar a arrogância de escolhas femininas de lado. — completou.
Eu queria rosnar com aquele assunto. Nunca me tinha sido do meu interesse. Por que me preocupar com relacionamentos? Havia coisas melhores na vida.
Então eu o respondi. — Você se preocupa mais com a minha vida amorosa, do que eu mesmo, Antônio.
— Talvez ele esteja apaixonado por você.
— Talvez você deva se foder Cornel. — disse Antônio e fazendo-nos rir. Ele me olhou. — Tem sorte do seu avô não estar mais entre nós. Pergunte a Verenzio como aquele homem era com os homens de sua família! Você estaria nesse exato momento casado com uma mulher de 45 anos e teria três filhos. Só estou dizendo que pode ter a oportunidade de ter quem quiser, mas deveria fazer isso sabiamente e também, tentar conhecer novas mulheres.
Meneei a minha cabeça. — Não se preocupe Antônio. Eu fodo muito se é isso que o preocupa. — zombei mais uma vez e pisquei para ele, fazendo os nossos amigos gargalharem.
— Eu desisto.
Zain gargalhou. — Antônio já está consumido pela vida de casado. Deixe ele. — sorriu grotescamente.
O meu amigo poderia estar certo, ou errado. Mas eu não me via preso a ninguém. Sem envolvimentos duradouros, sem paixões. Eu não era o tipo de homem que se apaixonaria por você, eu seria o tipo de homem que apareceria na porta da sua casa no meio da noite para fodê-la. Esse era eu. Mesmo que o meu estilo de vida não agradasse a minha família, eu gostava de ser assim.
Eu olhei para a garota chamada Felícia. Ela dançava sensualmente na pista de dança, me encarando. Abri um pequeno sorriso.
As vezes deveríamos domar algo mesmo que não fosse do nosso tipo.
Soltei um suspiro e me levantei, fazendo os soldados me encararem. — Acho que devo pegar algo mais interessante do que os quinhentos euros de Cornel. Aliás, pague eles.
— Vai foder a loura? — Cornel perguntou. — Nunca mais me sentarei ao seu lado.
Bati no seu ombro levemente e Zain riu.
— Foda-a por Cornel, meu chefe. — disse e eu sorrir.
Caminhei para mais longe e olhei para eles.
— Pode deixar. Essa é a quinta foda para Cornel.
