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Capítulo dois

— “Evy! Eu vendi tudo!” — gritou ele ao abrir a porta da pequena casa. A alegria em sua voz preencheu o ambiente, mas não houve resposta.

Estranhando o silêncio, ele entrou devagar. Evy sempre estava na cozinha, mexendo em algo, e ele já esperava vê-la ao lado do forno. Mas naquele dia, ela não estava lá. Castiel começou a se preocupar.

— “Evy?” — chamou novamente, andando pela casa.

Foi quando ele a encontrou, caída ao lado da mesa da cozinha, onde ela costumava sovar o pão. Seu coração parou por um instante. O corpo de Evy estava inerte, e a expressão serena em seu rosto contrastava com o choque que Castiel sentiu no peito.

Ele correu até ela, ajoelhando-se ao lado de seu corpo.

— “Evy! Evy, acorda!” — ele implorava, sacudindo-a levemente, mas sabia, no fundo, que algo estava terrivelmente errado.

O silêncio que preenchia a sala era ensurdecedor. A mulher que o criara, sua única família, estava morta. Castiel chorou, segurando sua mão fria e frágil. Aquele era o último toque que ele teria de sua mãe.

Naquela noite, Castiel sentiu pela primeira vez o peso esmagador da solidão. Evy havia sido sua única âncora em um mundo que ele pouco conhecia. Agora, ele estava sozinho.

Nos dias que se seguiram, ele arrumou a pequena casa, fez o que podia para sobreviver, mas nada seria o mesmo. Era difícil para uma criança de apenas 10 anos . Ele parava, muitas vezes, sentado ao lado do velho piano desafinado que Evy comprara num mercado de segunda mão. Foi ali que ele começou a compor suas primeiras músicas, carregadas de tristeza, dor e memórias da única pessoa que realmente o amou.

Ele tocava para Evy. Tocava para lembrar. E tocava para não esquecer que, em algum momento, ele havia sido amado.

Ele chorou tocando uma bela melodia que ela amava. Tocou até não poder mais. Um velho amigo de Evy lamentou sua morte e preparou seu enterro humilde com apenas duas pessoas para homenagear. Castiel e o amigo Jonh.

Castiel se despediu de Evy e prometeu a ela que seria um grande astro do Rock. E iria atrás do seu sonho.

Naquela noite de Domingo ele viu a lua cheia no céu e sentiu uma energia muito forte ele não entendia o porque. Mas era como se ele sentisse que a própria lua entendia sua dor. Ele não teve mais medo seguiria em frente.

Arrumou poucas roupas que tinha e pegou uma mala com seu violão . Antes ele tinha vendido o piano que deu uma boa grana pra sobreviver por um mês. Assim Castiel saiu pela noite a fora com seu violão e uma mala pelas ruas escuras de Litlletree.

Castiel andou por alguns quilômetros até que conseguiu uma carona com uma mulher misteriosa. O carro que ela dirigia era um Ford Mustang GT preto com umas listras brancas . Ele ficou impactado com a beleza do carro e da mulher loira. Estilosa de uma beleza única ficou olhando para o jovem Castiel .

_Ei garoto, está perdido?

_Ah oi não. Eu estou querendo ir para Jacksonville.

_Que sorte a sua. Eu estou indo lá, posso te dar uma carona.

Castiel ficou olhando para a beldade estranha, mas ele não ficou muito a vontade em seguir com uma estranha.

—Eu trabalho e então não me custa te levar lá.

_Serio mesmo que trabalha lá?

_Sim sou garçonete e de sábado eu canto lá. E vi que você tem um violão, você toca garoto?

_Sim, toco vários instrumentos e canto também.

_Humm bom saber, venha eu te levo. Vamos.

Castiel viu uma oportunidade e jogou a mala no Ford Mustang e se acomodou no banco do carona. E a mulher misteriosa arrancou seguindo para Jacksonville.

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