Capítulo 3
_E aí garoto, eu me chamo Mônica Jones vocalista da banda Cherryblond.
_Muito prazer, Castiel.
_Castiel? Só isso? Não tem sobrenome garoto? Cadê seus pais?
_Sou um lobo solitário. Não tenho família só eu mesmo.
Disse Castiel tentando segurar o choro ao lembrar de sua doce Evy. Agora era somente ele. E Mônica achou muito interessante Castiel um jovem menino de 10 anos que gostava de tocar vários instrumentos. Ela deu carona pra ele chegando no bar Hell In Rock Roll onde Mônica era a vocalista . Quando Castiel chegou no bar se sentiu em casa. Um som tocava a velha voz do vocalista do Motorhead. E havia vários metaleiros e roqueiros curtindo um som. Quem não gostou de ver Castiel com Mônica foi o dono do bar um homem careca e barbudo com uma camiseta preta e uma jaqueta de couro escrito Bebo fogo com vinho.
_Quem é o pirralho. Eu não sabia que você tinha um bastardinho solto por aí Mônica.
— Ele não é nenhum bastardinho, Frank. — respondeu Mônica, cruzando os braços e lançando um olhar desafiador para o homem careca e barbudo. — É só um garoto talentoso que eu conheci na rua.
Frank bufou, dando um longo gole na garrafa de cerveja em sua mão. Ele não estava acostumado a ver adolescentes em seu bar. O Hell In Rock Roll era um lugar para adultos, um antro de rock pesado e bebida forte, onde as pessoas vinham para esquecer o mundo lá fora. E agora, uma criança tinha aparecido ali como um lobo perdido.
Castiel, ainda meio encolhido, olhava em volta, sentindo-se um pouco deslocado, mas ao mesmo tempo fascinado. Ele já tinha ouvido o som pesado do rock pelas ruas, mas estar ali, onde o som parecia vibrar nas paredes, era diferente. Era como se cada acorde de guitarra o atingisse no peito, e ele sentisse uma energia nova dentro de si.
— Relaxa, Frank. — Mônica sorriu, dando um tapinha no ombro do homem. — Ele tem mais talento nos dedos do que muitos dos caras que já tocaram aqui. O garoto é um prodígio.
Frank arqueou uma sobrancelha, analisando Castiel com desconfiança. O garoto estava sujo de poeira das ruas, com uma mala e seu violão no braço. Não parecia nada especial, pensou Frank. Mas Mônica raramente estava errada quando se tratava de música.
— Sabe o que, pirralho? — disse Frank, inclinando-se sobre o balcão e falando com uma voz rouca. — Se você quer estar aqui, vai ter que provar. Pega uma guitarra e mostra do que é feito.
Castiel engoliu em seco, sentindo a pressão aumentar. Ele tinha apenas 10 anos, mas aquele era o tipo de desafio que ele sabia que não poderia recusar. Se não mostrasse o que sabia, nunca seria levado a sério ali. Respirando fundo, ele olhou para Mônica, que lhe deu um aceno encorajador, e depois para o palco, onde uma guitarra preta descansava em um suporte.
Castiel tinha apenas 10 anos. Mas para sua idade não parecia por conta de sua altura e os cabelos negros um pouco encaracolados. Quem o visse pela primeira vez, diria que ele é um jovem adolescente de 15 anos. Mônica ficou surpresa quando ele disse sua idade e Castiel era da altura de Mônica. 1.56 mas Castiel sabia que cresceria mais pra sua idade.
E Castiel era um garoto muito bonito e atraente. Mas Frank não queria uma criança dentro do seu bar. Mas deu um voto de confiança pra Mônica .
Castiel se dirigiu para o palco andando um pouco tímido olhando para as pessoas ali presente alguns bebados. Outras mulheres elogiando ele.
Castiel pegou a guitarra indo até o microfone sentou-se na cadeira e soltou as primeiras notas na guitarra.
