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Capítulo 4

ficou em silêncio por um momento, como se todos estivessem esperando para ver o que aquele menino perdido faria. Castiel pegou a guitarra com cuidado, ajustou o amplificador e colocou as mãos nas cordas. Seu coração batia rápido, mas algo dentro dele — uma chama, um instinto — começou a surgir.

Ele fechou os olhos e deixou seus dedos se moverem. No início, as notas saíam hesitantes, mas logo ele entrou no ritmo. Um riff pesado começou a preencher o ar, e, em segundos, Castiel estava tocando como se aquela guitarra fosse uma extensão de seu próprio corpo. O som era cru, poderoso e cheio de emoção. Era como se ele estivesse transformando sua dor, sua solidão e a perda de Evy em música. Cada acorde era uma forma de gritar ao mundo o que ele sentia.

Quando ele abriu os olhos novamente, viu que todos no bar o observavam com espanto. Frank, que antes o olhava com desdém, agora estava de boca aberta.

— Garoto… — disse Frank, ainda incrédulo. — Onde diabos você aprendeu isso?

Castiel baixou a guitarra e deu um pequeno sorriso, apesar das lágrimas que ameaçavam brotar ao lembrar-se de Evy.

— Eu só… ouço. — respondeu ele, tentando parecer confiante. — E depois toco.

Mônica, com um sorriso largo, se aproximou do palco.

— Viu, Frank? Eu disse. O garoto é especial.

Frank olhou para Mônica, depois de volta para Castiel. Ele não gostava de admitir, mas não podia negar o que havia acabado de ouvir.

— Tudo bem. — disse ele, cruzando os braços. — Ele pode ficar. Mas só se não atrapalhar. E nada de encrenca, moleque.

Castiel sorriu timidamente, sentindo que finalmente tinha encontrado um lugar onde poderia pertencer, mesmo que por pouco tempo. O Hell In Rock Roll, com toda sua atmosfera caótica e intensa, começava a parecer um lar improvável, mas exatamente o que ele precisava.

Mônica deu-lhe um aceno de aprovação antes de voltar ao bar. Castiel não sabia ainda, mas aquele seria o início de sua jornada no mundo da música. O caminho à frente seria cheio de desafios, perdas e tentações, mas naquele momento, ele sentiu que havia algo mais grandioso esperando por ele. Algo que ele ainda não podia entender, mas que o atraía como um imã.

atmosfera no Hell In Rock Roll estava elétrica. Castiel, agora mais confiante depois de sua primeira performance, pegou a guitarra novamente e, dessa vez, decidiu fazer algo diferente. Ele não apenas tocaria — ele cantaria.

Enquanto ele dedilhava as cordas, um silêncio quase reverente tomou conta do bar. O som pesado da guitarra se misturava com a expectativa que pairava no ar. Castiel fechou os olhos por um momento, buscando dentro de si algo que ele nem sabia que possuía. Quando abriu a boca, sua voz soou alta e poderosa, cortando o ar com uma profundidade que ninguém esperava de um garoto de apenas 10 anos.

A princípio, as pessoas ficaram imóveis, surpresas com o talento bruto e natural que emanava dele. Mas logo, uma euforia começou a tomar conta de todos. Castiel cantava como se o mundo dependesse de cada nota. Sua voz, carregada de emoção, fez os corações no bar baterem mais rápido, e as pessoas começaram a gritar, aplaudir, e se balançar no ritmo da música. Algo mágico estava acontecendo.

Sem perceber, enquanto a música fluía por ele, seus olhos começaram a brilhar em um vermelho intenso, um brilho sobrenatural que ninguém parecia notar naquele momento de êxtase coletivo. Cada acorde e cada verso que ele soltava fazia o público entrar em uma espécie de transe. A voz de Castiel não era apenas bela — era poderosa, quase hipnótica. Todos ali, de repente, se sentiram tomados por uma alegria selvagem, como se estivessem se entregando à música de forma visceral.

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