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Capítulo 5

Mônica, que assistia da lateral do palco, estava impressionada. Chorava de orgulho de seu menino. Frank, o dono do bar, que antes parecia cético, agora sorria como se tivesse descoberto uma mina de ouro. O lugar estava vibrando com a energia que Castiel transmitia. Mas, no fundo do bar, em uma mesa isolada, uma figura misteriosa observava tudo com atenção. Sentado à sombra, com um copo de vinho na mão, seus olhos seguiram cada movimento do jovem cantor. Essa presença sombria sentia algo incomum. Castiel não era um garoto comum — havia um poder latente nele, algo antigo e perigoso. É só o homem misterioso sabia do que se tratava.

Por mais que as pessoas estivessem eufóricas, dançando e rindo como se estivessem em algum tipo de frenesi, a figura no canto permaneceu séria, analisando tudo.

Quando Castiel terminou sua performance, após mais de 30 minutos de pura intensidade musical, o bar explodiu em aplausos e gritos. Frank se aproximou dele, com os olhos brilhando de empolgação, enquanto as pessoas jogavam gorjetas no palco, agradecendo pela experiência transcendental que acabavam de viver.

— Garoto, você tem algo especial. — disse Frank, apertando o ombro de Castiel com firmeza. — Eu nunca vi nada assim. Olha só em volta . O bar está lotado por causa de você!

Castiel, ainda ofegante e confuso, não sabia exatamente o que estava acontecendo. Ele apenas tocava, deixava sua voz sair, como sempre fazia. Mas dessa vez, parecia que algo maior estava em jogo.

— Você deveria ficar por aqui. — continuou Frank, inclinando-se para falar mais baixo. — Eu tenho uma proposta. Você canta aqui todo fim de semana. Em troca, eu te arranjo um lugar pra ficar no bar. E as gorjetas, garoto, são todas suas. Você vai ganhar mais do que vender pães nas ruas, isso eu te garanto.

Castiel olhou para Mônica, que assentiu com um leve sorriso. Ela sabia que essa era uma oportunidade única para ele. Ele não tinha mais ninguém, e se pudesse fazer da música sua vida, aquilo poderia ser o começo de algo grandioso.

— O que acha, moleque? — Frank o cutucou novamente, ansioso por uma resposta.

Castiel sorriu, ainda tentando processar o que havia acabado de acontecer. Pela primeira vez desde que Evy morreu, ele sentiu que poderia ter um propósito, um lugar para chamar de lar, mesmo que fosse temporário. Cantar, tocar sua música, era tudo o que ele sabia fazer, e se isso o ajudasse a sobreviver, então ele aceitaria.

— Fechado. — respondeu ele, estendendo a mão para Frank, que apertou com firmeza.

No entanto, conforme as pessoas continuavam aplaudindo e rindo, a figura sombria no canto do bar manteve seus olhos fixos em Castiel. Havia algo a mais nesse garoto — um poder que nem o próprio Castiel entendia ainda. A noite estava apenas começando, e algo maior parecia estar se desenrolando nos bastidores.

E foi assim que Castiel começou sua carreira como cantor. Desde o momento em que ele subiu ao palco do Hell In Rock Roll, sua ascensão foi meteórica. O garoto solitário e tímido de 10 anos transformou-se, ao longo dos anos, em um jovem charmoso e talentoso, com uma presença irresistível. Aos 17 anos, Castiel já era uma figura conhecida no bar, e seu charme atraía multidões, especialmente as garotas, que não conseguiam tirar os olhos dele. Agora, com quase 1,80m de altura, cabelos bagunçados e um estilo único, ele era um verdadeiro ímã para a atenção.

Mônica, sua mentora e a vocalista da banda Cherryblond, tinha orgulho dele. Ela o via como um filho, uma joia rara que ela ajudara a lapidar ao longo dos anos. Castiel dedicava-se com paixão à sua música. O bar até comprou um piano especialmente para ele, e suas performances eram cada vez mais intensas. Quando Mônica cantava ao seu lado, eles criavam uma sinergia única, enchendo o lugar com vibrações que tocavam an alma dos presentes.

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