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4 Mistérios da Noite

Maria abriu os olhos e olhou para trás. Ela vê sua mãe vestida de branco e estendendo a mãos direita para ela. “Mamãe!” Ela diz suspirando e quando olha para trás vê uma sombra escura vindo em sua direção.

“Não tenha medo, filha. Só procure se manter longe dele!” “Não confie nele, não faça nada do que ele pedir, ele só quer destruir você!”

— Quem é ele, mãe? — perguntou aflita enquanto um vento tempestuoso começou a soprar, espalhando e destruindo as belas flores daquele jardim. — Não vejo nada além de sombras!

“Você o reconhecerá na hora certa e quando ela chegar, você vai precisar ser forte, muito forte!”

— Como eu vou saber? — apavorada ela pergunta e cai de joelhos em seguida. Aquela escuridão a estava deixando fraca. — Contra quem estou lutando? Mãe! — exclamou chorando em seguida. — Sinto tanto a falta de vocês!

“Na hora certa você saberá de tudo!” “Agora você precisa despertar. AGORA”!

— MÃE!

Maria despertou do sonho, ela estava suada e cansada como se estivesse corrido uma maratona. Olhou pela janela e ainda era noite. Levantou-se e foi até a jarra com água e bebeu um gole, voltando a se deitar em seguida. “O que será que isso significa?” Questionou. Ela ficou por ali até pegar no sono e despertar no dia seguinte.

Logo ela manhã ela se arrumou, precisava ir até a Companhia Galantis, empresa de sua família e que agora era sua. Chamou seu motorista e nem sequer tomou o café da manhã, tomaria na empresa mesmo.

— Bom dia, dona Maria? — o motorista a cumprimentou.

— Bom dia... como é mesmo o seu nome?

— Anselmo, eu me chamo Anselmo! — o rapaz respondeu educadamente.

— Tudo bem, Anselmo, tenha um ótimo dia. Agora pé na tábua por que eu preciso chegar ainda hoje ao meu destino!

— Sim senhora!

Ao chegar na Galantis, já no saguão Maria percebe os muitos pares de olhos em sua direção. Homens e mulheres ficam admirados com aquela mulher elegante de cabelos escuros e um corte Chanel, vestindo um terninho marrom e saia da mesma cor, um scarpin preto de salto alto, chapéu aba moderada e óculos escuros. Sem falar com absolutamente ninguém, ela se dirige ao elevador, retirando o chapéu e os óculos. Mas antes que dissesse ao ascensorista o destino desejado, a recepcionista veio ao seu encontro.

— Perdão, senhora. A senhora deseja falar com alguém? — a moça perguntou olhando de forma admirada para Maria.

— Não desejo falar com ninguém. Aliás, eu desejo falar com o comandante disso aqui. — falou fazendo um círculo com o dedo indicador. — Eu suponho que ele costuma ficar na cobertura, não é mesmo?

— Sim, mas para falar com o Dr. Galantis é preciso marcar um horário antes! — timidamente a jovem respondeu. Ela e o ascensorista faziam ideia de que se tratava de alguma dondoca, mas a surpresa veio a seguir.

— E desde quando eu preciso de horário para falar com alguém que trabalha na minha empresa?

— Como assim, sua empresa? Quem é mesmo a senhora? — Novamente a mulher perguntou sem entender.

— Prazer, Maria Galantis, filha de Adriano e Nicole Galantis! Agora por favor, meu querido — falou voltando-se para o ascensorista — me leve até o escritório do meu tio, por que eu já estou com os pés doendo de tanto ficar de pé nesse elevador que parece não ter gostado de mim!

O rapaz assentiu e a recepcionista correu para o balcão e ligou para o escritório de Roberto, mas o homem não atendeu. Maria saiu do elevador e os funcionários do alto escalão a olharam de cima abaixo, ela era linda, mas ao mesmo tempo parecia arrogante. A jovem deu um riso de canto de boca para as pessoas nas baias e seguiu para o escritório principal, estava tudo no mesmo lugar, apenas a decoração havia mudado com o passar dos anos. Mas ao entrar n escritório Maria tem uma baita surpresa, melhor, outra e a mesma se tratava do seu tio se agarrando com a secretária. Ao vê-la, Roberto a reconheceu e a mulher de cabelos escuros não perdeu a oportunidade.

— Olá, titio? Há quanto tempo! — falou retirando os óculos escuros e encarando a mulher que tremia ao fechar os botões da blusa. O olhar da morena era irônico ao observar o desconcerto de seu tio.

— Maria? O que você está fazendo aqui?

— Mas, sobrinha? Quando foi que você chegou? Por que não avisou a mim, ou, a sua tia? — Roberto perguntava, completamente desnorteado por ter sido pego em flagrante.

Maria olhava fazendo caras e bocas, a secretária passou por ela e deu um bom dia, mas falou tão baixo que a morena nem sequer conseguiu escutar.

— O que foi que disse, minha filha? — perguntou olhando para a mulher à sua frente.

— Eu disse, bom dia, senhorita! — respondeu de cabeça abaixada.

— Ah, sim. Tudo bem. Agora, por favor, saia, pois eu preciso conversar com o meu tio. — falou, sentando-se na poltrona ao lado da mesa executiva. — Vai, menina!

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