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Prólogo

Enquanto tentava alcançar com as mão o lenço atrás da minha cabeça, sua mão calejada se arrastava pelo meu corpo, me fazendo arrepiar e gemer baixinho. Sua boca trabalhava firmemente em depositar beijos em cada parte do meu corpo até chegar o ponto exato.

Beijou minha intimidade sobre a calcinha. Senti o ar quente soprar, me fazendo contorcer de prazer.

-Tão pronta. - sua voz é firme e excitada. Sua mão desce até as laterais da minha calcinha às descendo lentamente.

-Pare de me castigar... - minha voz saiu mais afetada do que eu esperava. Ouvi sua risada e logo ele deixou a delicadeza e arrancou a minha calcinha em uma brutalidade excitante.

Gemi.

Gemi cade vez mais alto, a cada vez que sentia sua língua passar pela minha intimidade.

-Terá que implorar, Ruby. - mais uma lambida.

Droga eu queria o homem dentro de mim, rápido e duro.

Arfei com outra lambida e outra. Não consegui sequer pronunciar uma palavra.

-Está demorando muito. - ele penetrou a língua por completo em mim e começou o seu magnífico trabalho.

Sua mão estava em meus pequenos seios, enquanto sua boca chupava o meu clitoris e sua língua penetrava o mais fundo da minha entrada.

O cara é o deus do sexo oral. Era até uma ofensa aos demais homens.

Tenho pena das mulheres que nunca sentiram a boca dele tão quente e sedenta em sua intimidade, tenho certeza que nunca em toda a vida delas nunca saberia o que era ter sua intimidade explorada, nunca saberiam o que é sexo oral de verdade.

Sua boca vai nos lugares certos, como se já soubesse de cor cada parte interna de mim. Sabia quando lamber, e quando chupar. Apertava os botões certos.

Estava preste a explodir. E iria explodir em sua boca.

-Eu vou... - ele sabia que estava preste a fazer. Então abandonou os meus seios e usou uma das mão para me abrir ainda mais para dar passagem a sua língua e seus dois dedos.

Gritei. Gritei alto e ele sorriu. Logo o líquido começou a escorrer. Ele passou a língua.

Olhei para ele que lambia os lábios.

-Prontinha para mim. - em um movimento rápido ele se abaixou pegou a camisinha no bolso de sua calça e a vestiu e sem pedir licença me penetrou.

-Ahhhhh... - gemi em sua boca. Sua língua ocupava o máximo de espaço na minha boca. Passei minha mãos em seus cabelo o trazendo para mais perto e cruzei minhas pernas em sua cintura o incentivando a ir mais fundo.

Ele entendeu. Penetrou ainda mais fundo. Suas estocadas eram precisas e me fazia gemer como uma louca no cio.

Fundo. Duro.

Fundo. Duro.

Fundo. Duro.

Esse movimento se repetiu até que ele começou a desacelerar e eu sabia que ia gozar.

Descruzei minhas pernaa e em um momento rápido o virei e fiquei por cima do homem.

Ele me olhou sorrindo e segurou meu rosto levando minha boca mais perto da sua. Ele segurou os meus lábios com dentes, mas mordeu-os quando sentei de uma vez.

-PORRA!!! - sua mão alcançou minha cintura para me conduzir, mas permaneci na posição, sentada até o talo, sentindo suas bolas na minha bunda. - Ruby... - os seus gemidos de satisfação me exitava. Eu tentei me movimentar, mas agora ele que me prendia.

-Deixa-me movimentar... - Sua mão me pressionava para baixo e comecei a sentir seu pau latejar dentro de mim.

-Só um segundo. - Falou no fio de voz.

Era bom sentir seu pau completo dentro de mim, mas eu precisava me movimentar.

Reabriu os olhos e me beijou. Sua mão me guiou para cima e para baixo de novo.

Tomei as rédeas, e comecei a rebolar em um movimento de sobe e desce. Suas mãos mal conseguia permanecer na minha cintura. Sua cabeça estava jogada para trás.

Nossos gemidos se misturavam e me exitava ainda mais.

-Ruby eu vou gozar... - aumentei o meu movimentos. O seu gemido era como de um urso raivoso. Senti mais uma vez as paredes da minha intimidade apertar e sabia que viria. Voltei para o movimento lento e castigante. Precisava Prolongar isso. - Porra... - deu um tapa em minha bunda como forma de castigo. Sua mãos desesperada seguraram firmes em minha cintura de novo e começou a controlar o movimento rápido de novo.

O som do quarto era dos nossos gemidos animalescos e o som dos nossos corpos se chocando. Mal consegui alcançar sua boca. Todas vez que encostamos nossos lábios, nossos gemidos interrompia.

Ele deixou sair um som grotesco da sua boca junto com palavrões e logo em seguida eu vim. Tínhamos gozado juntos.

Ele beijou minha boca novamente e em seguida tentei normalizar a respiração ainda dentro dele.

-Porra, você é incrível - Droga, ele não pode me elogiar! Não faz parte do pacote "Sexo casual", não é assim que as coisas funcionam.

Sai de dentro dele e me levantei em busca das minhas roupas.

Era a segunda vez que isso acontecia. A regra é clara, não me envolvo com a mesma pessoa mais de uma vez, mas agora estava de novo deitada em sua cama.

-Onde está indo? - Sua voz ainda estava rouca e abalada. Olhei para o homem tatuado agora com as mãos atrás da cabeça, com as pernas abertas. Ele me encara com um sorriso de lado.

-Embora. Isso não vai acontecer de novo. - Não deveria mesmo.

Coloquei minha calcinha, seguida pelo meu sutiã.

-O que? - ele se moveu até a beira da cama rapidamente. - Ta de brincadeira, né? - ele parecia sério, mas dei de ombro e continuei minha caçada pelo restantes das minhas roupas.

-Não, eu não estou. - Sua gargalhada preencheu o quarto. Então me virei para o homem e cruzei os braços. - Não estou brincando.

-Porra, só pode ser brincadeira. Não podemos parar. - levantei minha sobrancelha. Isso é exatamente o que devemos fazer. - Temos química na cama, não pode negar.

-E não nego. - revirei os olhos. O cara era realmente bom e só por isso estava ali de novo. - Mas eu não transo duas vezes com a mesma pessoa, e sua cota já esgotou.

-Que isso, Ruby. Podemos fazer um acordo.

Acordo? que tipo de acordo poderíamos ter? Era simples, cada um para seu lado. Sem sexo. Sem envolvimento. Tudo tão simples e prático. Mas, ainda sim me senti curiosa em saber que merda de acordo ele estava pensando.

-Que tipo de acordo? - Ele levantou e vestiu sua cueca.

-Continuarmos transando. - fez um movimento de vai e vem como se estivesse penetrando algo, enquanto sua mão insinuava dar tapinhas na bunda imaginária.

Balancei a cabeça em negação.

-Tipo sexo sem compromisso? - Ele sorriu e levantou a sobrancelha.

-Exatamente. Amigos que trocam favores.

Não era uma ideia totalmente errônea. Exceto a parte que isso sempre dava merda no final. Sempre tinha alguém que saia machucado.

-Essa ideia é boa, mas...

-Mas não, Ruby. Pensa comigo, não vamos perder nossa liberdade, só vamos transar quando tivermos afim.

-Continue. - ele havia tomado minha atenção. Podiamos manter algo com isso.

-Somos adultos... - concordo. - Podemos fazer isso valer. Não terá cobranças, ou exigências, só sexo duro e muito prazer.

Eu sou uma mulher experiente, e ele também. Não somos adolescentes brincando de amizade colorida, somos adultos formados e maduros, podia dar certo, só era necessário algumas coisas.

-Talvez funcione... - Se jogou na cama novamente e se apoiou em meu cotovelo. - Mas precisamos criar algumas regras.

Regras. É assim que as coisas funcionam para mim.

-Regras? Desculpa, Ruby mais não sigo regras. - Levantei a sobrancelha e encarei-o.

-Não há formas de isso manter só no sexual se não mantermos algumas regras.- ele pareceu avaliar e então concordou.

-Ok, você tem razão. Que tipo de regras?

-Do tipo que mantém a gente só no físico e duro. - Peguei minha blusa e vesti abotoando os botões.

-Por exemplo... - ele pareceu realmente interessado.

Coloquei a cabeça para pensar, e comecei a avaliar. O que podíamos colocar como regras para manter isso? Coisas que namorados fazem, é exatamente essas coisas que deveriam ser proibidas.

-Por exemplo... Não interferir nos encontros externos de ambos. - essa era uma ideia ótima. Não teríamos o direito de se meter ou até mesmo ficar irritados por conta de outras pessoas que iriamos sair.

-Do tipo não existe exclusividade? Podemos sair com quem quisermos, e o outro não era opinar? - Concordo. Era exatamente isso. - Essa é nossa primeira regras.

Parei para pensar em mais algumas, mas ele foi mais rápido.

-Sem encontro ou Surpresas. - é bem importante. - Essas bobeiras podem tornar as coisas nojentas e grudentas.

-Concordo, essa me faz lembrar da nossa terceira regra: Nada de ligação ou mensagens inesperada. Não vamos fazer ligações ou trocar mensagens, apenas quando quisermos marcar.

-Ótimo. Isso é bem importante, odeio pessoas que ficam no meu pé depois de uma noite de sexo.

E eu também. Odeio os homens que me ligam no dia seguinte querendo mais. Eu mantém esse tipo de coisas nem longe de mim, é assim que sobrevivo e sigo sem me machucar.

-Quarta: Sem perguntas íntimas ou envolvimentos com a vida pessoal. - Falei encarando-o. O meu passado é algo que quero manter bem distante da luz. Momentos para sexo, não são momentos para falar de coisas tristes e nem mesmo se abrir para alguém, a menos que seja as pernas.

-Tenho a quinta: Não devemos dormir juntos. - ele falou se levantando e procurando a sua calça.

-E a última, e a mais importante: Não se apaixonar. - A mais óbvia de todas. -Tenho certeza que seguirmos todas as regras dessa lista, passaremos longe dessa última.

-Sim, será que é pedir demais transar sem que tenha seu pau encoleirado? - visto minha calça e seu olhar acompanha meus movimentos, enquanto rio da sua bobeira.

- Tudo certo. Sexo bom e sem perder a liberdade, foi o melhor negócio do dia.

-Porra mulher, onde você estava esse tempo todo?

-Transando com outros homens. - ele revirou os olhos e gargalhou.

Estendi minha mão para ele e ele a encarou sem entender. - Foi um prazer fazer sexo com você, Marcus Carter.

-O prazer foi todo meu, Ruby Evans.

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