Capitulo 5: Primeira regra
NÃO INTERFERIR NOS ENCONTROS EXTERNOS DE AMBOS.
O dia já tinha começado intensamente e tudo que eu fazia era torcer para não encontrar o Marcus. Não preciso das coisas ficando mais complicadas do que já estão, mesmo que seja difícil, já que sou a merda da recepcionista do seu andar.
Me concentro em sorrir e manter minha postura profissional, quando o elevador se abre e sinto meu coração acelerar, mas fico feliz quando vejo um homem desconhecido sair.
O homem é alto, forte e atlético. Seu rosto é coberto de barba, se parece com um viking de terno. Confesso que gostei. Sorri e ele retribuiu. Dentes definitivamente alinhados e branco. Onde é que estava esse homem?
Bom, ele não chega ao encantamento e sedução natural do Marcus, mas eu não podia negar que o cara é lindo. Mantenho a postura e continuo sorrindo.
-Bom dia. - Falo o mais profissional possível.
-Você é nova aqui? - ele se apoia no meu balcão e me fita. - Por que com certeza eu me lembraria.
-Na verdade não. Eu trabalho aqui a três anos, mas estava em outro andar, que tenho certeza que homens como você não frequentaria. - Falei dando um sorriso sugestivo.
-Homens como eu? - ele coçou a barba e sorriu.
-Bom, está no andar da presidência, tenho certeza que você deve ser muito importante.
-Uma ótima observação. - ele se inclinou ainda mais. - Christopher Carter está?
Voltamos ao profissional. - Está em uma teleconferência de emergência. Mas posso contactar a sua secretaria e marcar um horário, se quiser. - Ele deu uma risada e inclinou a cabeça
-Estou com um pouquinho de pressa. O Marcus está? - Novamente neguei com a cabeça.
-Mas você sabe, ele deve chegar em breve. Posso ligar para sua secretaria para confirmar se não for nenhum problema esperar un minutos.
-Seria um problema se não estivesse em companhia tão agradável. - Ele sorriu e se sentou na cadeira confortável da recepção.
Tomo o telefone nas mãos e ligou para a sua sala.
-Sra. Fernandez? - A secretaria do Marcus, é uma senhorinha bem elegante e simpática. Embora seja bela, sua idade é bem avançada e tenho certeza que essa é a única razão para o Marcus não ter seu pau enterrado na linda senhora.
-Sim, Joia? - Joia é uma forma carinhosa que ela me chama, por conta do meu nome. Sua voz é dócil e suave. Ela é de longe a mais perto de representação de mãe. Na verdade quando você tem uma que vive como se estivesse morta, qualquer figura mais velha e experiente se torna uma representante perfeita.
-Sr. Carter, já está chegando? - Perguntou agora olhando para o homem à minha frente, que vasculhar algumas revistas.
-Na verdade, ele deve está aqui em no máximo dez minutos. - sorri aliviada.
-Obrigado. - ele se levanta quando coloco o telefone no gancho novamente. - Dez minutos e ele estará aqui.
-Ótimo.
-Quer alguma coisa? Um café, uma água? eu posso arrumar rapidinho.
-E seu número, está incluso na lista? - seu olhar me estudava com maestria.
-Eu não acho que devemos...
-Sabe que não trabalho aqui. E tenho certeza que ninguém vai ligar. - ele é um galanteador de mão cheia.
Sorri e ele estende o celular.
-Você pode não ser confiável. Como saberei disso?
-Eu posso provar que sou, é só salvar seu número. - Peguei o seu celular ao mesmo tempo que vejo o elevador se abrir.
Marcus.
Ele tirou os óculos aviador e me encarou do mesmo modo que eu. Ele estava relaxado, mas ficou sério ao olhar para mim em seguida para o homem. Peguei o celular na mãos digitei o numero, nome e salvei. Ele olha o celular e sorri. Marcus caminha até a gente e para ao lado do homem.
-Ruby Evans... - ele ler devagar olhando para o celular. - Victor Adams. Prazer em te conhecer. - dei uma piscadela e sorri. Eu estava totalmente sem jeito sob o olhar duro e frio do Marcus, então sorri e abaixei a cabeça.
Ele cumprimentou o Marcus, que parecem ser amigos de longas datas. Eles entram uma conversa calorosa e intimista. Continuei olhando para os papéis na mesa enquanto me tornava distante das conversas. Depois de uns minutos, ouvi passos e comecei agradecer por eles terem ido.
Respirei fundo e levantei a cabeça devagar, e me arrependi de tal ato. ele estava lá me encarando friamente como um iceberg.
-O que foi isso? - sua voz grossa soou, preenchendo o espaço.
-Do que está falando, Sr. Carter? - engoli um seco.
-Para com isso. Você sabe muito bem do que estou falando. - Ele mal abria a boca para pronunciar as palavras. Seu maxilar estava trincado e olhos cerrados
-Não, eu não sei, porque eu não te devo nenhum tipo de satisfação, Marcus. - Ele bufou e alisou o cabelo.
-Sim, eu tenho quando se refere a um investidor da empresa. Temos regras aqui e gostaria que seguisse as normas.
-Tá falando sério? Por que não me lembro de ter mencionado as malditas normas, nos nossos encontros. - Já estava de pé e encarava o olhos do homem.
-Não brinca comigo, Ruby. - rosnou
-Não estou brincando. E quando ele me ligar, eu irei aceitar.
-Faça o que você quiser!!! - deu um soco no balcão que me fez saltar.
-Tá bom!! - falo entre os dentes.
-Ta! - fala quase cuspindo as palavras.
-Ta!
-Ta!- ele bufa e sai pisando duro até sua sala.
Olho para onde saiu e começou a disparar xingos, para que minha raiva dele alivie.
Me sento novamente em minha cadeira e minha vontade é de socar a cara desse idiota. As coisas realmente estão fugindo do controle, ele está agindo como um tremendo imbecil. Eu com certeza agora iria sair com o viking.
Estava beirando a hora do almoço, e o senhor viking e o idiota ainda estavam trancados, o que significa que só poderia sair quando eles saíssem, e realmente odeio ficar com fome
Estava beirando a hora do almoço, e o senhor viking e o idiota ainda estavam trancados, o que significa que só poderia sair quando eles saíssem, e realmente odeio ficar com fome.
Mordo a caneta entedia e começo a ouvir as vozes conhecidas e passos a recepção. Eram eles.
Ajeito o cabelo levemente, finjo está anotando alguma coisa, quando tudo que faço é pequenos bonecos de mim assassinando o Marcus.
-Até, Srtª Evans! Nos vemos em breve. - Olhei para o Victor em sua postura leve, enquanto atrás estava o Marcus sério e com braços cruzados.
-Esperarei por isso. - Apertei sua mão e acompanhei os seus movimentos.
Marcus o acompanhou até o elevador, quando se fechou virou se para mim e marchou até o balcão. Não fiz nenhuma questão de esconder os desenhos, gostaria que ele visse a morte que desejo para ele, lenta e bem dolorosa.
-Ele já foi, pode voltar ao trabalho. - seu tom é irônico
-Estou trabalhando. - seus olhos caíram para os desenhos na minha mesa.
-Está sendo paga para trabalhar, e não ficar desenhando. - Ele pegou o desenho e encarou os mantendo nas mãos.
-Exatamente, não sou paga para ter meu feche se metendo nos meus encontros. - Me levantei pegando a bolsa e colocando no ombro. - Estou indo almoçar, volto em duas horas.
-Seu horário de almoço é só uma hora e meia, Evans. - me levantei esbarrando nele e caminhando até o elevador o ignorando.
-Vou encarar isso como bônus por se meter na minha vida, Carter. - entro no elevador e encaro o Marcus com os olhos esbugalhados e expressões sérias.
-Eu... - dei um pequeno tchauzinho quando as portas se fecharam.
Finalmente retomei o ar. É como se perto dele, meus pulmões não trabalhassem direito. Não conseguia pensar, ou não me irritar. Eu simplesmente perco todo o controle ao lado dele. Perco a razão, o sentidos, as minhas próprias regras, minha concentração, simplesmente perco tudo.
Preciso parar com essa merda.
Preciso parar com essa merda
Volto do almoço, e me sento na minha mesa é só rezo para que ele não apareça mais aqui, que não me importune mais, que não mexa tanto com as minha estruturas, só não quero que ele esteja qui.
Começou a alinhar algumas informações, e repasso para a Mayra e para Sra. Fernandez.
Meu celular toca, olho para o lugar confirmo que está tudo certo e atendo o número desconhecido. Eu já estou cansada de receber esses tipos de ligação o tempo todo.
-Olha só, se está me ligando mais uma vez para me infernizar, irei levar seu número a polícia e...
-Ruby? - Era um homem. Sua voz não era estranha, mas não o reconhecida.
-Quem é? - mantive meus olhos no elevador. Por um momento pensei que poderia ser o Victor,
Ele foi bem rápido.
-Logan, lembra? - Logan... Logan... puxei o nome na memória e nada. Ele parece ter reparado no silêncio e continuou. - A gente saiu na semana passada, fomos ao Harry's Restaurant, lembra?
Continuei meu trabalho em tentar me lembrar do tal homem, quando finalmente me lembrei. O moreno que conheci no mercado.
-Ah, claro, me lembrei. - encostei o cotovelo no balcão e cocei a cabeça.
-Você não me ligou, e nem retornou minha ligações...
-Ah, é que eu ando trabalhando muito. Você sabe, muitas coisas rolando. - Ele era legal. A noite foi bastante interessante, mas não preciso das coisas ficando mais complicadas.
-Entendo. Pensei que podíamos sair de novo... - ele parecia nervoso.
-Eu posso te ligar, as coisas estão um pouco complicadas aqui, e estou tentando lidar, então... - Era muito melhor simplesmente não ligar, que ficar inventando uma desculpa.
-Ah, tudo bem.
-Até. - Desliguei o telefone e coloquei em cima da mesa. Não haveria um até, não haveria mesmo. Nem tudo que eu disse era mentira, as coisas realmente estavam complicadas e eu precisava achar um jeito de lidar.
A noite já começava a cair e dei graças a Deus por não vê mais o idiota, as horas estavam passando e tudo que queria era ir embora, mas tudo que estava fazendo era passar o tempo jogada no sofá da sala da minha melhor amiga
A noite já começava a cair e dei graças a Deus por não vê mais o idiota, as horas estavam passando e tudo que queria era ir embora, mas tudo que estava fazendo era passar o tempo jogada no sofá da sala da minha melhor amiga. Não iria contar para ela sobre o Marcos, mas eu precisava conversar ou iria pirar.
-Eu não suporto esses caras pegajosos.
-O que ele fez? - Mayra pergunta olhando os papeis na mesa
-Quer me vê. Será que ele não entende que o que queria eu já tive? - Não era uma sacanagem, ele teve o que precisava e eu o mesmo, estávamos kits, se eu não liguei e nem retornei é porque não tinha mais o que se discutir.
-Você é mesmo uma mulher? - pergunta me olhando
- Não devia estar no seu balcão, SrtªEvans? - Ouço a voz do Marcus.
Maldito. Tinha que aparecer agora?
-Meu Deus, Marcus!!! - Mayra salta da cadeira
-Boa noite pra você, Marcus. - Falo com cinismo e me levanto para sair.
-Ainda não terminamos aquele assunto. -Sua voz fria estava presente de novo.
-Não temos nada para falar. - dou um tchau para a Mayra e caminho de novo para meu balcão.
Essa sensação de novo não.
Meu Deus isso precisa parar e para já. As regras não estão dando certo, eu não sei o que ta acontecendo. Não gosto de me sentir tão vulnerável, pois é assim que me sinto quando ele se aproxima, como se os meus muros se abaixasse sem que tivesse algum esforço e deixasse passe livre para ele sair e andar em mim.
Eu preciso achar a fonte disso. Não tinha acontecido nada, era sexo, assim como com os outros. Por que só ele causava isso?
Óbvio. A resposta veio a cavalo e rápido, eu transei com ele mais vezes que eu faço normalmente. Eu não transo mais de uma vez, e era a terceira vez que eu transava com ele, era isso. Com certeza meu cérebro estava processando e achando que estamos tendo algum envolvimento sentimental, quando na verdade tudo que temos é só carnal.
Eu achei a resposta e já tinha a solução, iria me encontrar novamente com um homem, e veria o que irai acontecer, eu teria minha resposta.
Retorno a ligação para o Logan, que é atendida no segundo toque.
-Logan?
-Ruby! - ele parece intusiasmado
Marquei um encontro com ele hoje e colocaria fim nessas caraminholas que o meu cérebro estava transmitindo aos meus sentidos.
Olho no relógio, e agradeço por dar minha hora. Sigo para frente do prédio rapidamente, para que não corra o risco de encontrar o Marcus.
Estou parada, quando vejo a BMW parar e sei que é o demônio.
-Cenoura, entra. Precisamos conversar! - ele se inclina para abrir a porta.
-Eu não vou entrar. - fecho a porta novamente e ele bate no volante. Me agarro a minha bolsa, quando ouço a porta se abrir e seus passo vindo até mim.
-Eu te levo em casa, e a gente conversa.
-Eu não vou com você. Estou indo para um encontro. - quero vê a sua reação.
-Encontro? com o Victor? Por que eu avisei a ele que se... - ele para de falar quando meus olhos se volta a ele.
-O que você disse? - cruzo os braços.
-Não importa. Estamos em frente a empresa, entra na porra do carro, para que a gente converse.
Ele realmente acha que tem alguma autoridade?
- Eu não vou entrar.- dei graças a Deus quando vi o carro prata estacionar, e reconheci o moreno no volante. - Pense bem antes de quebrar mais alguma regra, Marcus. - Ele estreita os olhos e fecha a mão com força. - Meu encontro chegou.
Faço questão de andar rebolando até o carro.
-Ruby!!!! - ele não estava gritando, mas falava alto suficiente para que Logan e eu pudéssemos ouvir. - Ruby!!!!
Entrei no carro e sorri para o moreno ao meu lado, que me beijou no rosto.
-Acho que ele está te chamando. - ele olhava para o Marcus parado.
-Só acelere. - ele me olhou e assentiu dando partida no carro.
Passamos em sua frente, e meus olhos cruzaram com os seus. Eu senti medo da sua postura, mas um regra havia sido quebrada, quanto tempo teríamos até que todas fossem detonadas, e em seguida eu fosse destruída? eu não podia continuar com isso, e não iria. Estava ao caminho do continuação da minha vida, onde o Marcus não interrompe e nem me consome o tempo inteiro.
