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Capítulo 5

Henrico

Dias atuais

__ E o homem lá já te pagou Henrico?

__Nao, ele me pediu mais um prazo.

__E oce vai dá? __ Camila pergunta.

__Mais ele me pediu até o dia cinco desse mês.

__Ara! hoje já é primeiro, não acho que me vai pagar océ nada não viu.

__Ele tem de pagar, apesar que o caráter daquele homem é muito duvidoso.

__Se ele não me pagar eu pago a fazenda, ou melhor o resto que sobrou e passo pro meu nome.

__So toma cuidado com essa gente meu fi, és tudo são cobra criada.

__Por que diz isso? __ pergunto a Antônia, se tem uma pessoa que não fala mal dos outros é ela, e dificilmente Antônia não gosta de alguém, mas se não gosta também sai de baixo.

__Nada, só tome cuidado.

__Uai, mas se oce não me disse por que eu tenho que tomar cuidado eu não vou saber.

__Nada não, é só coisa de gente veia.

__Nao se preocupe Antônia, no dia cinco cedo eu irei até a casa dele, e ele que se vire para me pagar.

__Tem razão meu fi, se é seu océ tem de cobrar.

Depois que o velho me pediu o dinheiro emprestado eu só o via na rua, mas mesmo assim ele sempre corria de mim como o diabo corre da cruz.

Me despeço de Antônia e Camila e sigo até o estábulo, eu poderia ir de caminhonete, mas conhecendo aquele povo não divido que Hernandes se esconderia, por isso eu irei pelo o pasto.

Separo minha cela e jogo em cima do lombo do animal, depois de celar o cavalo monto nele e sai em disparada pelo o campo.

A minha fazenda é uma das maiores na região aqui, já dentro  da nossa cidade é a maior exportadora de gado, antes minha concorrente era a fazenda Hernandes, a fazenda deles é tão grande quanto a minha a diferença e que eu soube administra oque aquele diabo deixou já os Hernandes não.

Seguro as redeas do meu cavalo e cutuco suas costela com o estribo da minha bota, o cavalo sai em disparada fazendo meu chapéu cair, sorte a minha que tem uma cordinha persa a ele e fica pendurado em minhas costa.

Resolvo antes de ir diretamente a fazenda Hernandes eu desvio a rota e vou até a nascente.

Aqui em água azul, tem muitas nascentes cristalinas o nome, obviamente, já diz.

Aqui se eu realmente parar para contar o tanto de nascente em minhas terras deve ter umas oito, fora as outras que eu não sei e deve esta amoitada por aí.

O caminho até a nascente é curto, porém para chegar até lá tem que ir de apé ou a cavalo, pois a estrada é muito estreita e cheias de pedras, sereia burrice tentar vim até aqui de carro.

Os passarinhos canta trazendo aquele clima gostoso de interior, isso me deixa feliz ando a galopes lentos até ter de deixar meu cavalo debaixo da gameleira que fica ao lado da nascente.

Desço do cavalo e chego até beira da nascente, a água é tão cristalina que consigo ver os peixes e a areia, me lembro que quando eu era mais moleque eu sempre vinha aqui nadar pelado, na verdade venho até hoje só que tem uma um pouco mais distante que é bem mais funda e melhor para nadar já que agora já sou um homem crescido.

Jogo água no meu pescoço  e trago meu cavalo até a beira da nascente para o mesmo se refresca, tomo um longo suspiro e busco paciência e empatia para poder ir até aquela família.

Para mim a única que salva é a Fernanda, tenho certeza que se não fosse a grande família Hernandes estaríamos juntos até hoje, talvez com filhos.

Sorrio com pesar e balanço minha cabeça em negativo, eu tenho não me lembra dela mas toda vez que lembro do seu sorriso, que já tem anos que eu não vejo, meu coração volta a bater acelerado.

Monto no meu cavalo e volto a fazer meu caminho e antes, de longe avisto uma cabeleireira castanha que dá longos galopes.

Apresso meu cavalo a vou até a tronqueira, onde abro e passo com meu cavalo, a mulher que até então estava em minhas vista desaparece, me deixando confuso.

__Ara! Será que eu vi um anjo?

Me pergunto, mas longo espantado esse pensamento, ando mais um pouco dentro da fazenda Hernandes e não me parece a fazenda de antes.

Antes tinha tanto trabalhador que se perdia de vista e agora tá mais vazio do que o deserto.

Chego em febre a casa grande, que agora tem a aparência degradada e bato palmas.

De longe venho alguém vindo.

__Oque o senhor quer? __ escuto a voz do homem de aparência cansada me pergunta.

__Quero falar com o... __ na hora escuto a voz da mulher do Hernandes.

__Enrico! Que bom que veio!

__Vim falar com teu marido. __ digo não querendo papo com a cobra velha.

__Ah meu marido, ele saiu agorinha pra ir atrás da nossa filha, coitadinha não sabe andar a cavalo ainda.

__Nao se preocupe senhora, eu posso esperar. __ vejo a mulher da um sorriso sem graça e logo me convida para entra.

__Voce quem sabe. Mas vamos entre pra tomar um café. __ a cobra convida.

Eu iria recusar mas depois pensei direito, se eu estive na casa irei ver o homem chegando.

__Aroldo, leve o cavalo do Henrique para descansar. __ a mulher orderna ao homem.

Ele assente e pega meu cavalo o levando de mim, acompanho a mulher até dentro da grande casa.

Ao passar pela a porta noto, que estranhamente a sala está vazia, ou é a minha que tem muita coisa.

__Fique avontade Henrique, meu marido não deve demorar. __ a mulher diz e me leva ate o sofá mais próximo. __ Aceita beber alguma coisa?

__Nao, só quero prosear com o seu marido.

Deus me livre beber alguma coisa aqui nessa casa, vai que tem veneno.

Depois do que mais se parece uma eternidade finalmente Hernandes passa pela a porta.

Acho que de primeiro momento o homem não me ver, pois entra reclamando.

__Eu não sei mais o que fazer com aquela menina, ela ja ta mais que na hora e arruma um pretendente e casar...__ Quando seus olhos se encontram com o meu o velho fica pálido.

__Enrico.

__Eu mesmo, vim bater uma prosa com você. __ digo me levantando do sofá e ficando de pé e a jararaca faz a mesma coisa.

E por fala nela, a mulher fez tudo quanto é tipo de pergunta teve certas perguntas que me deixaram encabulado.

__Vamos até o meu escritório. __ diz torcendo a boca.

Essa é a primeira vez que eu realmente entro dentro dessa casa, por antes da fazenda ficar para mim eu mal chegava até na porteira para dar recado ou vinha por trás para me encontra com a filha deles.

Seguimos até o escritório e ele me manda sentar.

__Acho que já sabe oque eu vim fazer aqui. __ digo sem rodeio.

__Olha Enrico, eu não tenho dinheiro! Estou falido, o dinheiro em que você me emprestou não fez nem cócegas em minhas dividas.

__Nao posso fazer nada pra você.

Vejo o velho trinca o maxilar de raiva e com certeza tá me xingando mentalmente.

__Talvez se...

__Nao posso, se você tivesse me pagado, mas agora não importa mais. Eu quero o meu dinheiro.

__Mas eu não tenho, mal tenho dinheiro para comer.

Passo a mão pela a minha barba pensado em uma possível possibilidade.

__Vende essa casa e me pague.

__E a única coisa que eu tenho, não tenho nada pra deixa de herança para as minhas filhas...

__Mande elas trabalhar.

__Isso é uma humilhação!

Já de saco cheio com o rumo que vai tomar essa conversa eu me levanto e digo:

__Olha oce pediu e eu emprestei, e isso tem mais de um ano, pois agora eu quero o meu dinheiro de qualquer maneira, se não me pagar em dinheiro pode me pagar em terras eu também aceito. Agora me dê licença e passar bem!

Saio o mais rápido possível daquela casa, pego meu cavalo e monto nele e tento sair o mais rápido possível daquelas terras.

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