Capítulo 3
Henrico
Um ano e cinco meses atrás
No dia seguinte eu viajei para a capital, e no decorrer dos dias, que se trocaram semana eu visitava cada empresa e olhava a economia das mesas dados e tals.
Hoje faz exatamente um mês em que viajei, estou tentando adiantar tudo por aqui, mas não tenho paciência pra essas coisas, mas me esforço para revisar tudo.
__ senhor tem alguem querendo falta com o senhor. __ a secretária diz.
__Pode mandar ele entrar. __ digo sem tirar os olhos do papel.
Com o tanto de dinheiro que eu tenho eu posso parar de trabalhar hoje e não fazer mais nada que ainda me sobra dinheiro para mais umas dez geração minha viver.
Sorrio amargo, não pretendo ter filhos e muito menos casar, então tudo isso irá ficar para o governo.
__Enrico meu amigo! __ escuto a voz de Hernandes.
__Ah que devo a honra? __ pergunto me levantando e ajeitando a manga da minha camisa.
__Preciso da sua ajuda, eu estou falido!
Eu sabia!
Esse homem se quer nunca conversou comigo e de uns tempos para cá sempre tem me feito convites para ir até sua casa ou então para marcamos algo.
Olho para ele me expressão alguma, do jeito que a mulher dele gasta nem todo dinheiro do mundo daria.
__E oque eu tenho com isso?
Sabe, a vida é muito engraçada, esse homem uma vez foi junto com Fernanda lá na fazenda quando herico ainda era vivo e teve a audácia de falar para a filha dele: __ e com ele que você anda filha? Tome cuidado hein, não vá arrumar outro bastardo morto de fome.
Me lembro como se fosse hoje, Fernanda depois me pediu desculpas e eu aceitei afinal eu não me importava oque os outros falava de mim, eu só me importava com ela, só queria ter ela do meu lado.
Vejo o semblante do homem se fechar e ele ranje os dentes.
__Ara, eu pensei que você pudesse me ajudar, afinal te conheço desde de moleque e o seu pai gostaria disso.
Só de escuta o nome desse degraçado já estraga meu dia.
__Se quer que eu faça algo por você, não volte a mencionar o nome desse homem! __ esbravejo sério.
__Como queira.
__De quanto precisa? __ pergunto só pra mim ver qual é a dele.
__3 Milhões.
__ É uma quantia bem alta.
__Sim, é mas essa quantia quita minhas dividas tudo.
__E oque eu ganho com isso?
Eu tenho certeza, se fosse eu no lugar dele ele já teria me colocado para correr há muito tempo.
__Nao tenho nada a oferecer, mas prometo que assim que me recupera eu te pago cada sentavo.
Sorrio ao escutar e hipocrisia dele.
__Dinheiro para mim não é problema.
Vejo o homem mexer as mãos em um gesto visivelmente nervoso.
__Entao oque quer?
__No momento nada. Mas eu irei cobrar Hernandes.
__Obrigado, Enrique, não sei como agradecer.
__Voce saberá! Agora de puder me dá licença eu irei agradecer.
__Sim claro e mais um vez me desculpe pelo o incomodo.
Quando o velho bate a porta a minha vontade e de gritar, e na minha mente só tem algo que eu quero para mim.
Fernanda.
Mas não seria justo ela pagar por uma dívida que não fez.
Como moramos na pequena cidade de água azul, tudo que acontece todos ficam sabendo, mas acho engraçado esse homem vi até a capital para me pedir dinheiro emprestado.
Não gosto nem um pouco da sua presença, ele e a mulher sempre foram muito esnobes, diferente da minha Fernanda, que não se importava com nada.
Não sei oque houve com ela, nesses anos nunca mais eu a vi, e nem sua irmã.
Mas se ela me visse e me pedisse outra chance eu nós daria essa oportunidade sem reclamar.
Solto um longo suspiro e peso que a vida não foi generosa comigo na parte amorosa.
Depois de quase quatro horas olhando tudo finalmente termino e vou de volta para o hotel onde estou hospedado.
Não gosto daqui, as pessoas passam perto da gente sem nem da um medo bom dia, no dia em que cheguei aqui e fui entra na empresa a moça da recepção não me queria deixar subir imediatamente mostrei para ela o meu crachá e a moça ficou até roxa de tanta vergonha, não acho justo esse povo ficar julgando os outros só pela a roupa, pessoas que fazem isso são ocas por dentro.
três dias depois
Depois de um mês e alguns dias infernais na cidade grande, estou finalmente voltando para casa, olho pela a janela do jato e vejo as terras cobertas de cabeça de gado, tem tanto boi aqui que se perde de vista.
No início eu não queria nada disso, por mim tinha mandado todos ir se ferra, mas depois pensei com calma, e pensei nas pessoas que trabalha aqui também e além de ser meu por direito eu não iria deixar tudo para a cobra da Laura.
Quando o jato finalmente pousa no eliporto da fazenda eu dou graças a Deus, vejo que Fernando já me espera com a caminhonete, dou um abraço no meu amigo e me sento no banco do carona.
__Como foi lá na cidade grande patrão?__ Filipe pergunta enquanto começa a dirigir.
__Um inferno, os dias não passava de jeito nenhum e para piorra o tal do Hernandes foi até lá.
__minha nossa senhora! Aqui os dias voaram. Mas oque o homem foi fazer atrás do océ?
__Adivinha, pedir dinheiro emprestado.
__Ara! Então é verdade os boatos que tá correndo por aí. __ diz me deixando curioso.
__Quais boatos.
__uai patrão, o povo tá comentando que uma das fia do homi se casou com um homem rico de cidade grande e achou que o homi decretou falência junto com o Hernandes.
__Qual delas que casou? __ pergunto ansioso, mas a resposta não vem como eu queria.
__Ah não sei não viu! Mas é uma delas. Que Deus me perdoe, pois tenho um filho para criar, mas isso é pouco para aquele povo.
__Tem razão Filipe, o velho me pediu três milhões.
Vejo o homem arregala os olhos e abrir e fechar a boca algumas vezes.
__E océ vai empresta?
__Sim.
__E se ele não te paga?
__Ele não seria doido. Eu o deixaria ainda mais desgraçado do que já tá Fernando.
__oce que sabe.
Seguimos o resto do caminho em silêncio cada um pedido em seu pensamento, e o único pensamento que ronda minha cabeça e qual das duas Hernandes se casou.
Quando chegamos na fazenda já na entrada da casa vejo Antônia, Miguel e Camila me esperando.
__ uai meu fi achei que océ não ia volta mais não. __ Antônia diz.
__Ara! É claro que eu iria de volta.
Miguel vem correndo até mim e me abraça de modo agitado.
__Tioooo, que bom que o sinhor voltou! Senti saudades__ diz no meu ouvido.
__Eu também miguel! __ digo de volta.
O menino rapidinho sai do meu colo e vai até o pai que está encostado na caminhonete.
__E océ Camila, não sentiu saudades? __ ela tenta manter o bico nós lábios, mas falha miserávelmente.
A mulher de vinte e seis anos vem correndo até mim e se joga nos meus braços como se fosse uma criança.
__É claro que senti sua falta trem.
__Eu também senti a sua trem.__ digo a imitando.
Depois da minha calorosa recepção entramos todos para dentro, menos Fernando pois o mesmo disse que tinha serviço a ser feito.
__O almoço já tá pronto Enrique.
__Eu só vou dá uma moiada e já desço.
Subo até meu quarto e suspiro quando abro a porta e vejo tudo igual, na há nada melhor do que a casa da gente.
