
Obrigada a Obedecer ao Mafioso
Resumo
Isabella creyó que podía enfrentarse al crimen desde la ley, hasta que Matteo Dallara, el mafioso más peligroso de la ciudad, la obligó a defenderlo. Él no solo quería su talento como abogada. Quería su obediencia, su lealtad… y poco a poco, también su corazón. Atrapada entre la justicia y el deseo, Isabella deberá decidir si sigue luchando contra el hombre que destruyó su libertad, o si acepta que ya pertenece al mundo oscuro del mafioso que juró dominarla.
Capítulo 1
“Você é o melhor advogado da cidade, não é? É por isso que você vai me tirar dessa enrascada, e talvez meus homens deixem você viver”, diz Matteo Dallara em voz baixa e arrepiante, enquanto se recosta na poltrona de couro à minha frente. Uma densa nuvem de fumaça sobe do cigarro que pende entre seus dedos, e seus olhos cinzentos se fixam nos meus com uma intensidade perturbadora.
Encaro o homem conhecido por liderar o sindicato mafioso mais poderoso do país: a Casa Venturi. Um homem com reputação de invencibilidade. E, no entanto, aqui está ele, sentado no meu escritório, pedindo-me para salvá-lo justamente daquilo sobre o qual construiu seu império.
"Você quer que eu minta?", respondo com voz fria e firme. Não é a primeira vez que me pedem para jogar sujo. Mas certamente é a mais perigosa.
Matteo expira, e a fumaça o envolve como um presságio. "Minta, distorça a verdade, faça o que for preciso para garantir minha inocência", diz ele em tom displicente, como se estivesse falando de algo tão trivial quanto o tempo.
Tiro os arquivos da minha mesa e olho-o diretamente nos olhos. A reputação do chefão o precede: ele é uma figura-chave numa teia de corrupção, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e violência implacável. Seu nome é sussurrado com medo, e seu poder é sentido em todos os cantos da cidade.
"Como você espera que eu prove algo que não existe?", pergunto, com os dedos ansiosos para fechar o arquivo, para rejeitar essa loucura.
Ele sorri presunçosamente, inclinando-se para a frente. "Você é advogada. Esse é o seu trabalho, não é? Encontrar as falhas, defender minha inocência, me tirar dessa enrascada."
Sinto o peso do seu olhar, seus olhos cinzentos penetrantes, desafiando-me a recuar. Mas não vou. Ainda não.
"Eu não escondo as coisas", digo com firmeza.
Ele dá uma risadinha, uma risada baixa e ameaçadora. "Você não entende, não é, pequeno advogado? Você tem duas opções. Faça o que eu digo e eu deixo você viver. Tente se opor a mim e você se tornará uma vítima deste jogo."
Seu tom de voz se torna mais grave, adquirindo um caráter ameaçador à medida que ele se inclina ainda mais para perto, sua presença como um peso físico sobre meu peito.
"Você não me assusta", respondo, sustentando seu olhar com uma clareza que surpreende até a mim mesma.
Ele ergue uma sobrancelha. "Deveria ser", murmura, estreitando os olhos. "Eu sei tudo sobre você. Sua família, seus amigos, para onde você vai, o que você come, como você respira. E se você pensa que pode me enganar, está enganado."
Sinto meu sangue gelar. Não é uma ameaça vazia. Suas palavras são um aviso, e sei que não devo ignorá-lo.
"Então você estava me observando?", pergunto em tom firme, embora todos os meus instintos estejam gritando para eu fugir.
"Não estou apenas te observando", responde Matteo com um sorriso malicioso. "Estou acompanhando cada passo seu."
Levanto-me e caminho até a janela, tentando afastar o arrepio que percorre minha espinha. A cidade se estende diante de mim, alheia ao perigo que espreita em meu escritório. Preciso pensar. Mas é difícil pensar com clareza quando estou diante do próprio diabo.
"Pode me ameaçar o quanto quiser, Sr. Dallara. Mas se quiser minha ajuda, terá que seguir minhas regras", respondi bruscamente, virando-me para encará-lo.
Seu olhar escurece, mas um sorriso lento se espalha por seus lábios. "E se eu não fizer isso?"
—Então, terminamos por aqui.
Por um instante, o silêncio toma conta do ambiente. Matteo me observa com uma intensidade quase predatória, seus olhos me examinando como um desafio que ele anseia aceitar. Então, ele se deita, com as mãos entrelaçadas à sua frente, sua expressão indecifrável.
"Gosto de você, advogada", diz ele, com a voz mais suave, mas ainda com aquele tom ameaçador. "Você é combativa. Mas não pense nem por um segundo que vou deixá-la ir embora facilmente. Você é minha agora, quer queira, quer não."
Reviro os olhos, uma mistura de frustração e incredulidade me invadindo. "Você está delirando se pensa que pode me controlar", murmuro, embora sinta o primeiro sinal de dúvida se insinuando em minha mente.
"Experimente-me", ele murmura, e por um instante, vejo um brilho em seus olhos: uma escuridão que me causa um arrepio. Você estará sob meu controle mais rápido do que imagina.
Seus homens, silenciosos como sombras, permanecem perto da porta, observando-nos com expressões impassíveis, prontos para atender a todos os seus caprichos. Engulo em seco, tentando manter a calma, o controle. Mas sei que esta não é uma batalha que posso vencer facilmente.
"Tudo bem", digo firmemente, embora uma tempestade se agite dentro de mim. "Aceitarei seu caso. Mas lembre-se disto, Sr. Dallara: libertá-lo da prisão não significa que o deixarei impune por tudo o que fez."
Ele se recosta, divertido, como se aquilo fosse algum tipo de jogo para ele. "Ah, eu sei disso perfeitamente bem. Não estou pedindo que você goste de mim. Estou pedindo que você me ajude a permanecer livre."
Respiro fundo, tentando afastar a inquietação que me corrói. "Você vai se arrepender disso", murmuro, embora não tenha certeza se estou dizendo isso para ele ou para mim mesma.
O sorriso de Matteo se alarga e ele se levanta, diminuindo a distância entre nós. "Veremos, pequena advogada", diz ele com uma voz suave e rouca, sua respiração quente contra minha pele. "Veremos."
Sob seu controle:
O quarto é frio e estéril; suas paredes brancas e opacas me cercam como uma prisão. Matteo me deixou aqui, sozinha, neste pequeno espaço sem janelas, tendo apenas um espelho unidirecional como companhia. Será que ele pensa que sou estúpida o suficiente para não perceber? O jeito como o espelho reflete cada movimento meu, como se estivesse me observando por trás, jogando seu joguinho de poder.
Tento me concentrar nos arquivos à minha frente: o caso deles, a bagunça que me foi atribuída para resolver. Mas a frustração nubla minha mente. As luzes artificiais e fortes do andar de cima piscam intermitentemente, projetando longas sombras nas paredes. O silêncio se torna mais denso a cada minuto que passa, como se me oprimisse, sufocando meus pensamentos.
O tempo se arrasta insuportavelmente, as horas se fundindo umas nas outras sem um momento de descanso. Começo a sentir os efeitos do cansaço do dia: meu estômago ronca de fome, minha garganta está seca e minha cabeça dói pela falta de sono. Tento ignorar, mas está se tornando insuportável. O ar parece viciado, pesado com o peso do meu crescente desconforto.
Estou sozinha, e o silêncio é ensurdecedor. Apenas o som da minha própria respiração preenche o espaço, um lembrete constante de que estou realmente presa. Minha frustração aumenta quando olho para o relógio, percebendo quanto tempo se passou e nada mudou. Nem mesmo uma palavra de Matteo. A espera, o isolamento — tudo está se tornando insuportável.
Finalmente, o silêncio é quebrado por um clarão repentino, seguido por um apagão total. Dou um pulo, meu coração dispara enquanto o pânico me domina. A escuridão me envolve como um cobertor pesado, sufocando-me e causando uma sensação de claustrofobia. Ofego, minha respiração entrecortada.
"Sr. Dallara?" Minha voz falha enquanto grito para o vazio negro. "Olá?" Bato com o punho na porta, e o eco ressoa oco pelo cômodo.
Nada. Nenhuma resposta. O silêncio se intensifica, torna-se mais opressivo. Minha respiração fica mais ofegante e sinto as paredes se fechando ao meu redor. Bato na porta com mais força, implorando, mas o som se perde na escuridão. Meu pulso acelera; medo e raiva lutam dentro de mim ao perceber que Matteo me deixou aqui, nesta escuridão sufocante, sozinha.
O ar está denso, quase sufocante, e começo a sentir tonturas; meu peito aperta a cada respiração. O pânico me domina. Procuro com os olhos, mas só consigo distinguir o contorno tênue do espelho unidirecional, que me observa desconfiado das sombras. O quarto parece menor, as paredes mais próximas. Imploro novamente na escuridão, mas minha voz é quase um sussurro.
"Alguém..." imploro, mas as palavras ficam presas na minha garganta, como se o próprio quarto as estivesse engolindo.
Bato na porta mais uma vez; o som do meu punho contra o metal frio é agudo e desesperado. A frustração me invade.