Prólogo
Luna Monteiro
• Jovem de 20 anos.
• Cabelos loiros longos, ondulados e naturais, sempre soltos ou levemente presos de forma casual.
• Olhos escuros , expressivos, que transmitem inocência e força.
• Corpo esguio, mas com curvas marcantes.
• Personalidade: determinada, altruísta, de fala doce, mas com uma coragem escondida.

Ethan Salvatore
• 30 anos, CEO de uma multinacional.
• Cabelos castanhos escuros, alinhados com perfeição, sempre penteados para trás.
• Barba bem feita e desenhada, que reforça o ar maduro e dominador.
• Porte atlético, alto e com ombros largos.
• Personalidade: frio nos negócios, implacável, mas com um lado protetor que emerge ao conhecer Luna.

Matheus Monteiro (irmão de Luna)
• 18 anos, rebelde, mas com um coração puro.
• Cabelos castanhos claros, bagunçados.
• Magro e ágil.
• Seu envolvimento com pessoas perigosas é o motivo da entrada de Luna no bordel.

Leonardo Salvatore (primo de Ethan)
• 30 anos, sócio da empresa.
• Loiro, olhos azuis, elegante e sedutor.
• Rivaliza com Ethan nos negócios, mas são como irmãos.
• Tem um passado misterioso com Beatriz.

Catarina Bellucci
• 27 anos, advogada de renome.
• Morena, cabelos longos e lisos, sempre bem penteados.
• Olhos castanhos intensos, sorriso controlado.
• Ambiciosa e estrategista, foi noiva de Ethan e quer reconquistá-lo a qualquer custo.
• Fria e calculista, vê Luna como uma ameaça ao seu status e aos seus sentimentos não resolvidos.

Luna Monteiro sempre soube que a vida não seria fácil. Órfãos desde a adolescência, ela e Matheus, seu irmão mais novo, aprenderam a sobreviver sozinhos nas ruas de uma cidade fria e impiedosa. Ela, com a doçura de quem sonha em ter uma vida simples, trabalhava incansavelmente em uma lanchonete do centro, fazendo bicos para pagar as contas e manter Matheus longe do mundo do crime.
Mas o mundo tem suas próprias regras… e Matheus, impulsivo e frágil, acabou enredado por elas. Sem opções, aceitou trabalhar como “aviãozinho” para uma das facções mais perigosas da cidade. Luna implorou para que ele saísse, mas quando ele tentou, foi tarde demais: a facção o espancou brutalmente, deixando-o à beira da morte, como aviso.
Desesperada, Luna viu sua vida desmoronar de vez quando perdeu o emprego na lanchonete. O gerente, ao descobrir sobre os envolvimentos do irmão com o tráfico, decidiu demiti-la para “não se envolver em confusões”. Sem dinheiro, sem família e com Matheus hospitalizado, Luna foi obrigada a procurar alternativas que jamais imaginou considerar.
Foi assim que, empurrada pela necessidade, cruzou as portas de um bordel de luxo. Lá, as mulheres eram tratadas como mercadoria, mas pagas o suficiente para pagar as dívidas e comprar o tratamento que Matheus precisava.
O que ela não sabia… é que ali, naquele mesmo lugar onde enterrou sua dignidade, ela encontraria Ethan Salvatore, o homem que mudaria para sempre a sua história.
Luna respirou fundo diante da imponente porta vermelha. O letreiro discreto, iluminado apenas por uma luz suave, escondia o que havia lá dentro: o mais luxuoso e temido bordel da cidade, conhecido por quem precisava… e evitado por quem podia.
Ela apertou o casaco surrado contra o corpo magro e empurrou a porta. O perfume doce e enjoativo invadiu suas narinas, misturado ao som abafado de risadas, música e copos brindando. Sentiu o estômago revirar.
— O que você quer? — perguntou, fria, uma voz feminina vinda do fundo do salão.
Luna levantou o olhar e encontrou Mirna De La Vega, a dona do bordel. Alta, elegante, pele impecável, com os cabelos pretos presos em um coque perfeito e um vestido vermelho que exalava poder.
Mirna era conhecida como a dona da razão. Impiedosa, soberba, sempre no controle.
Luna - Preciso de um trabalho — disse Luna, com a voz falhando.
Mirna a analisou de cima a baixo com desprezo, mas sorriu, um sorriso frio e calculado.
Mirna - Trabalho? Aqui não damos empregos… damos oportunidades — ela cruzou as pernas, acendendo lentamente um cigarro. — E toda oportunidade tem seu preço.
Luna engoliu seco, mas manteve-se firme.
Luna - Meu irmão… ele está hospitalizado. Eu preciso de dinheiro… qualquer coisa.
Mirna soltou uma risada baixa.
Mirna -Sempre é por alguém. — Olhou para uma das funcionárias e fez um sinal com a mão. — Traga o contrato.
Luna ficou estática enquanto a mulher voltava com uma folha simples, mas carregada de significado.
Mirna - Um adiantamento. — Mirna estendeu um envelope. — Pouca coisa… só o suficiente para manter seu irmão vivo pelos próximos dias.
Luna estendeu a mão, mas Mirna segurou firme o envelope antes de soltá-lo:
Mirna - Mas em troca… durante os próximos meses, você vai fazer tudo o que eu quiser. Sem perguntas. Sem fugas. — O olhar dela perfurou a alma de Luna. — Aqui, quem entra… só sai quando eu decido.
Luna sentiu as lágrimas queimarem, mas não podia fraquejar. Por Matheus… faria qualquer coisa.
Pegou o envelope, apertando-o contra o peito.
Luna- Quando começo? — perguntou, a voz embargada, mas firme.
Mirna sorriu novamente, satisfeita:
Mirna - Agora.
E naquele momento, Luna Monteiro deixou de ser apenas uma irmã desesperada… e passou a ser mais uma das peças do jogo implacável comandado por Mirna De La Vega.
