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Capítulo 5

O mundo de Xavier virou um cemitério, e ele seria o coveiro.

Não era mais uma questão de justiça — era fome de vingança, de extermínio.

O mal tinha um rosto e um nome, e agora eu via com clareza o que antes negava a aceitar: o monstro sempre esteve perto. Dormia sob o mesmo teto, comia da mesma comida, fingia amar o que eu mais amava.

Mais o Monstro que habitava Xavier, era dez vezes pior do que o de Maria Marta.

— Filha da put@ do c@ralho, vou comer teu coração com meus dentes. “O inferno vai dominar a terra” .

— E chumbo grosso seus CUZ@O do c@ralho.

E agora não resta mais dúvida. Maria Marta vai pagar. Não só com a vida — com o medo, com o terror, com a certeza de que o inferno a espera.

O telefone tocou seco, direto. Xavier não era de muitas palavras, mas a voz dele vinha carregada de morte.

— Bruno, junta todo mundo. Agora.

— Que foi, chefe?

— Hoje o Morro do Pazé vira cemitério. Arma até os dentes. Vai chover chumbo.

A ligação caiu, curta como um veredito. Bruno sabia o que isso significava. Sem perguntas, sem volta.

Ele disparou pelas vielas, olhos cortando a noite como lâminas. Bateu nas portas certas, assobiou os sinais que só a quebrada entendia. Um a um, os homens surgiram: rostos cerrados, coletes sujos de sangue antigo, dedos coçando nos gatilhos. Pistolas, fuzis, granadas improvisadas — tudo que tinham foi reunido. O arsenal de uma guerra declarada.

Xavier na frente de seus homens passava as condenadas:

— Hoje no morro da PAZÉ, uma Chacina vai acontecer, quero a cabeça do Barão e da v@dia da Maria Marta. A desgraçada aliou-se ao rival e deu minha Serena de bandeja para ele.

As lágrimas que Serena derramou eles vão derramar o dobro!

Os gritos de Serena, serão acalentados com os gritos daqueles desgraçados.

O Morro do Pazé, que até então dormia em silêncio, ia acordar no grito.

E não haveria perdão.

Nem inocente. Nem culpado.

Hoje, o chão ia beber da mesma dor que Xavier, carregava no peito.

Nenhuma pessoa daquele lugar sobraria. Pedra por cima de pedra iria ruir.

A invasão do morro era de determinação de vingança e justiça, uma necessidade de agir contra aqueles que haviam tirado tudo. A dor e a raiva se transformavam em uma força motriz, impulsionando a ação.

Do lado de fora, os veículos já estavam alinhados. SUVs escuras, jipes reforçados, caminhonetes com placas frias. Cada carro adaptado com blindagem a prova de chumbo, forrados por dentro com placas de aço e compartimentos secretos.

Nos fundos falsos, malotes de madeira carregavam o inferno: fuzis AK-47, AR-15, metralhadoras .50, granadas caseiras, coletes e munição suficiente pra transformar uma favela em zona de guerra.

Os grupos armados até os dentes entraram em seus carros, com um único destino o morro da PAZÉ.

O Morro do Pazé, até então envolto em uma calma tensa, prestes a mergulhar no caos absoluto. O céu, pesado de nuvens escuras, parecia prenunciar a tragédia que se armava. O silêncio antes da tempestade era denso, como se até o vento segurasse a respiração.

Quando a chacina começou , não havia aviso — apenas o som seco dos disparos cortando a madrugada como relâmpagos de fúria.

Gritos ecoariam entre os becos e vielas, confundindo-se com o estrondo das armas. Portas foram arrombadas, casas invadidas, e a brutalidade se espalhou como fogo em mato seco. Cada canto do morro virou palco de desespero.

O ar carregava o cheiro acre da pólvora e o lamento sufocado dos que nada podiam fazer. Homens, mulheres, crianças — ninguém foi poupado. Era uma punição cega, vingativa, nascida do coração partido de um pai que perdera tudo.

A cena era caótica e violenta, com o som de tiros e explosões ecoando pelo morro. O cheiro de pólvora e sangue pairava no ar, enquanto os corpos caíam ao chão. Homens, mulheres e crianças corriam desesperados, tentando escapar da fúria de Xavier e seus homens.

A Glock de Xavier disparava sem parar, enquanto ele avançava pelo morro, destruindo tudo em seu caminho. Os homens do morro da Pazé tentavam reagir, mas estavam mal preparados para a violência e a determinação de Xavier.

Os vapores do morro da Pazé eram pagos para proteger o território, mas estavam despreparados para a ferocidade do ataque. Eles caíam ao chão, feridos ou mortos, enquanto Xavier e seus homens continuavam a avançar.

A cena era de pura destruição, com casas e barracos sendo destruídos, e os moradores sendo massacrados. O som dos tiros e gritos preenchia o ar, enquanto Xavier e seus homens continuavam a executar sua vingança.

Xavier finalmente havia encontrado os responsáveis pela morte de sua filha. Ele estava atrás do Barão e Maria Marta, sua ex-mulher que o havia traído. A raiva e a dor ainda ardiam dentro dele, mas agora ele estava determinado a fazer justiça.

Com uma Glock em mãos, Xavier se aproximou deles, seus olhos fixos nos dois. O Barão e Maria Marta estavam no meio da troca de tiros buscando uma fuga.

Eles não perdiam tempo, a correria misturada com a troca de chumbo rasgava o céu daquela noites

Xavier levantou a arma, apontando-a para a cabeça do Barão. Ele poderia ter feito perguntas, poderia ter buscado respostas, mas nesse momento, apenas a vingança importava.

Xavier estava determinado a capturar o Barão e Maria Marta, mas eles estavam armados e preparados para lutar. Quando Xavier se aproximou mais, eles abriram fogo novamente , iniciando uma troca de tiros intensa e sem trégua .

Xavier se protegeu atrás de uma parede, retornando o fogo enquanto tentava cercá-los. O Barão e Maria Marta corriam desesperados, tentando escapar da mira de Xavier.

A perseguição foi intensa, com tiros ecoando pelas ruas enquanto os três lutavam pela sobrevivência. Xavier estava determinado a fazer justiça, mas o Barão e Maria Marta estavam determinados a escapar.

A bala atingiu Maria Marta com força, atravessando seu ombro e fazendo-a gritar de dor. Barão rapidamente a amparou, tentando estancar o sangramento enquanto ela se apoiava nele.

“Vamos sair daqui!”, gritou Barão, enquanto continuava a atirar em direção a Xavier e seus homens.

Lipe e BR estavam lado a lado com Xavier, avançando sob fogo cerrado. A troca de tiros era intensa, com balas zunindo em todas as direções.

“Vamos acabar com isso!”, gritou Xavier, enquanto avançava em direção ao Barão e Maria Marta.

Um carro surgiu de repente, bloqueando a visão de Xavier e BR. Barão e Maria Marta aproveitaram a oportunidade para fugir no carro do seu aliado cuja feições era um mistério, deixando Xavier furioso.

“Merda!”, gritou Xavier, batendo no chão com o punho. “Eles escaparam!”

Lipe se aproximou dele, tentando acalmá-lo. “Vamos pegá-los, Xavier. Não vamos deixar que escapem dessa vez.”

— Cala boca filho da puta, onde tu tava que não viu a porrah desse carro subindo o morro? Com os punhos cerrados Xavier deu um murro na cara de Lipe que caiu no chão, sem da um pio.

Xavier se levantou, olhando em volta para o morro destruído. “ Mas esse morro aqui já era”.

— A ORDEM É PRA MATAR GERAL.

Frustrado em fúria, por não ter conseguido pegar os desgraçados que mataram sua Serena. Xavier com a JUDITE na mão matava tudo que se mexia ao seu redor.

Os que não morreram por balas, foram esmagados um a um por JUDITE.

Agora XAVIER iria velar a alma de sua filha, porque seu corpo físico nunca seria encontrado, o que lhe restou da sua pequena Serena foi sua cabeça totalmente disforme das torturas que viveu.

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