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Capitulo 2: Dama de Cabelos Azuis

Saori sentiu a inveja da taça que Saito estava na boca, o jeito que ele passava a língua discretamente pelos lábios sentindo o gosto do vinho, os olhos castanhos claros brilhavam enquanto admirava o homem à sua frente.

— Como um homem bonito e elegante como você, não está no top dez do site?

Ele sorriu deixando a taça ao seu lado, olhos castanhos escuros se fixaram nos orbes claros dela, um sorriso convencido surgiu no rosto dele.

— Eu sou bonito e elegante?

Ele perguntou fingindo falsa modéstia, Saori sorriu vendo os olhos deles desviaram para o decote, os seios bem desenhados da garota o distraía facilmente, ainda mais em um vestido tão revelador.

— Não finja que não sabe.

Ela riu, vendo risada dele surgir discretamente, nem mesmo poderia negar que era um homem bonito e principalmente elegante. Ele apoiou os cotovelos sobre a mesa, deixando um pouco de lado a etiqueta, a verdade que ele estava curioso demais para saber o porquê dela também estar naquele site, ele apoiou o rosto sobre os dedos.

— Bem... algumas mulheres não entenderam o propósito do site, quando você deixa o quarto pela manhã ou na madrugada que mais o meu caso, elas se sentem ofendidas. Por isso, senhorita, eu não sou o preferido do site, e eu não uso com frequência, meu tempo é curto e apertado, hoje eu tive a sorte de um compromisso ser desmarcado de última hora.

Ele deu de ombros se afastando levemente da mesa, Saito sentia estranhamente excitado, a voz de Saori lhe agravada de uma maneira que lhe deixava duro.

— E o porquê uma mulher sexy como você faz em um site? Você só conhece gays por acaso?

Saori riu, enquanto o garçom se aproximava com cardápio em mãos, ele entregou, pude ouvir Saito agradecer em francês, o sotaque fluente do homem, a deixou embasbacada, o garçom saindo rapidamente dali, aquela era uma área que havia regras, os garçons não podiam ficar mais que o necessário.

— Eu sou mulher que quer sexo sem compromisso, meus "amigos" querem o contrário de mim, fica fácil me trair quando eu tenho um plantão de 70 horas no trabalho.

Ele olhava o cardápio, Saori fingiu olhar o cardápio, ela odiava comidas cheias de frescura e porção que não valiam aquela fortuna sem sentindo, o que Saito pediria ela faria o mesmo pedido. Ela encarou o homem de cabelos negros, ele mordia o lábio mostrando sua indecisão, lá estava ela desejando a boca daquele homem novamente.

Ele levantou o rosto, procurando pelo garçom pelo local, quando finalmente encontrou, fez um breve movimento com a mão para o garçom livre, o homem com o colete verde musgo se aproximou, os cabelos amendoados se moveram para lado quando ele tombou a cabeça para encarar a mulher ao lado. Saito olhou para o garçom que sorria para a sua companhia, que parecia ligeiramente constrangida, ele não podia culpá-lo, ela era uma mulher que chamava atenção, mas discrição era importante, porque agora Saori estava se sentindo acuada e constrangida, ainda mais quando os olhos do garçom estavam no decote dela e não no rosto.

— Parlez-vous français?

(você fala francês)

Saori ouviu as palavras deixarem a boca de Saito, ela olhou para ele aquilo havia deixado ainda mais sexy, ela mordeu o lábio, esquecendo até mesmo que o garçom indiscreto ainda estava por ali.

— Oui

(sim)

O garçom respondeu ainda sem o olhar, Saori ficou ainda desconcertada com o olhar do garçom sobre si, tão fixamente que começou a se perguntar se ele ao menos piscava.

— Voulez-vous continuer à travailler? Arrête de regarder ma date

(Quer continuar trabalhando? Então pare de olhar para o meu par.).

O garçom voltou os olhos castanhos para Saito, que sorria para ele, era como se ele tivesse falado a coisa mais simpática do mundo. Saori encarava seu acompanhante sem entender o teor da breve conversa dos dois, mas pela cara do garçom, sabia que o sorriso de Saito não era de simpatia como ele queria transmitir.

— Qual seria o pedido do casal?

O garçom falou com certa ironia, deixando Saito com um sorriso mínimo. Se o que for que ele tinha falado, havia funcionado, pois o garçom evitou olhar para ela até mesmo na hora de perguntar sobre o seu pedido.

— Poulet oiseau.

Saori perguntou o que era isso, aceitaria comer qualquer coisa, menos o caracol cozido, ela tinha pavor só de pensar nisso. Saito olhou para ela enquanto aguardava seu pedido, notou que ela estava perdida, aquele realmente não era o tipo de lugar que ela frequentava.

— O mesmo que ele...

O garçom anotou o pedido se afastando da mesa dando uma última olhada no homem ali, Saori estava curiosa para saber o que ele havia falado para o garçom, já que ele notou a hostilidade qual o garçom olhou para Saito, e a curiosidade e uma das coisas que Saori odiava em si.

— Quem seria louco de trair uma mulher como você?

Saito falou repentinamente mostrando sua descrença, ele era um homem que ouvia, Saori admirava isso, a maioria nem sequer prestava atenção, geralmente ou eles estavam olhando para o decote dela ou para decote de outra. Mas sabia que aquilo era mais para desviar atenção do que acabará de acontecer.

— De relacionamentos fracassados, eu entendo muito bem, até mais do que cirurgias que estudei anos para fazer.

Ele sorriu para Saori, então a mulher de cabelos azuis era médica, pelo jeito era uma excelente cirurgiã, talvez pudesse pedir ajuda quando necessário. Ela lançou um sorriso gentil para ele. Saito se repreendeu por pensar em tal possibilidade, ele pegou a taça sobre a mesa, bebendo um pouco do vinho para expulsar aqueles pensamentos da sua cabeça.

— Então a dama de cabelos azuis e médica?

Saori sorriu enquanto degustava um pouco do seu vinho, uma cirurgia requisitada e muito bem remunerada.

— Sim, eu sou ótima no meu trabalho.

Ela falou, vendo ele sorrir, os dois estavam distraídos, um clima surgia enquanto eles se olhavam em silêncio, nem sequer notaram quando o garçom se aproximou com seus pratos, ele colocou delicadamente os pratos sobre a mesa, fazendo os dois quebrarem o contato que haviam mantido sem notar.

— Desejam mais alguma coisa?

Saori desviou o olhar para o prato, sentindo um certo constrangimento, ela estava começando a deixar sua imaginação levar para longe, criando muitas expectativas que não sabiam se ele iria cumprir.

— Por enquanto nada...

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