Capítulo 7
Ok, agora estou confuso. . . Onde diabos ele está indo?
-Chris, não entendo o que você quer dizer!- Um certo medo se reflete em minha voz.
Ele passa as mãos pelo rosto, esfrega os olhos e os mantém fechados em volta da boca. -Se apenas. . . "Se ao menos ele viesse comigo", ele sussurra suavemente.
-Que? Você vê onde? - Não percebo, pulei.
Finalmente ele volta seu olhar para mim. . . Ele me encara por um tempo em silêncio, como se tivesse acabado de se lembrar da minha presença, depois se levanta e sorri tristemente para mim. -Não importa.- E ele vai até as escadas.
Corro atrás dele, bloqueando-o pelo braço. -Não! Agora me diga o que diabos você está fazendo!- ele gritou agitado.
-Nada.- Ele suspira cansado. "Mas talvez fosse melhor se você ficasse aqui neste verão." Ele parece incrivelmente calmo.
-Que? Porque?-
-Porque talvez precisemos de você. Estou saindo agora. . . ela está esperando por mim. ‘Boa noite, irmãozinho!’ Ele me solta e vai para o quarto de Olivia.
Estou muito chocado para tentar bloqueá-lo novamente. Desço para o terceiro degrau do lance de escadas, batendo freneticamente os pés no chão, tentando entender suas palavras absurdas, mas não consigo encontrar. Ou talvez eu simplesmente não queira ver.
O que diabos ele está fazendo?
Cristobal
Kith sai correndo pela porta da universidade como se seus pés ou nádegas estivessem em chamas. -Uau!!! Finalmente terminamos com essa agonia! - Ele joga sua bolsa na grama e deita-se sobre quatro espadas na grama molhada e brilhante sob o sol quente.
Acabamos de terminar nossa última prova e em três dias teremos a cerimônia de formatura. Para nossa alegria!
-Já! Chega de livros, chega de questionários. . .- Suspiro feliz e relaxada, deitando no banco ao lado dele. -. . . Não há mais trabalhos de conclusão de curso. E acima de tudo, chega de dinheiro para o cara que faz meus trabalhos de conclusão de curso! - Estico-me feliz como um gato.
-Que bonito! A partir de hoje somos oficialmente adultos!- Ele está feliz, cortando o ar com o punho.
-Por que, o que temos feito até agora?-
- Universitários!!! Mas a partir de hoje. . . Você será oficialmente o herdeiro de um rico rancho, e eu. . . Bom. . . Um herdeiro ainda mais suculento que você! -
-Claro, claro!- Eu rio enquanto verifico meu celular. Há uma mensagem de Olivia me desejando boa sorte no exame há duas horas. Sorrindo como uma idiota, digo a ele que acabei de terminar, contando como foi, descrevendo detalhadamente como vou comemorar assim que chegar em casa. Posso muito bem imaginar que seus ouvidos estão pegando fogo enquanto você lê isso!
Kith bate no meu joelho e revira os olhos enquanto bufa alto. “Você se tornou tão patético!” ele murmura torto, jogando-se no chão novamente.
-Você quer dizer?- Não consigo parar de sorrir. Continuo revivendo as últimas semanas que passei com ela!
-Saber. . . “Estou planejando três meses de diversão meu amigo!” Ele continua enquanto brinca com uma folha apanhada do chão.
-Sim?- Tiro um cigarro do maço que tenho no bolso da calça jeans.
-Sim! América de costa a costa! Sairei de Nova York para chegar em Los Angeles.-
-Sozinho?- Curioso, sentindo cada bolso procurando desesperadamente pelo meu zíper. Onde diabos eu coloquei isso?
-Não, no momento somos quatro, mas se quiser vir, tem lugar!-
Encontro o isqueiro e dou nicotina para minha namorada, sem responder nada. A tentação está aí. Pequeno, pequeno, mas está lá. Mas tenho outros planos em mente.
-Você disse que queria ir embora, certo?- Ele se senta com as pernas cruzadas.
-Sim, mas não foi isso que eu quis dizer.- Me protejo com uma das mãos para proteger os olhos dos raios solares.
“Talvez Olivia tenha aceitado sua oferta?” ele pergunta acidamente, esfregando o cigarro da minha mão e dando uma longa tragada.
-Ainda não perguntei a ele.- Admito que fico olhando para dois meninos da minha turma que gostam de brincar com um Frisbee perto de nós.
-Caramba cara! E o que você está esperando? Quantos dias até o noivado? Poucos me parecem. . . E quando você quer falar com ele sobre isso? - Ele zomba de mim me devolvendo o cigarro. É a primeira vez que Kith fala seriamente sobre minha ideia de convidar Olivia para ir comigo. Até então ele parecia um tanto desinteressado, ou até chateado, porque eu estava realmente apaixonado por uma garota.
-Essa não é a questão!- Suspiro baixinho enquanto solto um pouco de fumaça.
Ele me olha confuso, arqueando uma sobrancelha.
-Sim. . . Bem. . . Mas estou apenas esperando o momento certo! Não é um assunto fácil!- Sento-me ereto, esticando as pernas à minha frente na grama.
Kith se levanta, dá um tapinha vigoroso em sua bunda e se senta ao meu lado balançando a cabeça. - Maldito amigo! Você está realmente em péssimo estado!- Ele suspira, esfregando um cigarro do meu maço.
-Você diz mal?-
-Há um ano você teria mandado tudo e todos para o inferno sem pensar duas vezes!- Ele faz alguns anéis de fumaça com a boca e depois tenta furá-los com o dedo.
-Vou ficar mais velho!- Encolho os ombros.
-Ou apenas ficar mais chato!- Ele suspira, visivelmente entediado.
-Quem sabe!- Eu rio jogando meu cigarro no chão pegando minhas coisas. -Talvez seja tão chato quanto você diz, mas percebi que existe um jeito certo de fazer as coisas, e não quero sair sem explicar!-
-Ah! Que palavras grandes!!! Você está muito entediado, Chris!- Ele bufa, sorrindo com um meio sorriso.
-Bem bem. . . Olá Kith!- digo me levantando, cumprimentando-o com um gesto de mão.
-Olá!- Ele responde com uma voz entediada.
No caminho para casa penso em como iniciar a conversa com Olivia. Não tenho medo de enfrentar meu pai, que até me deserda! Eu não aguento mais! Para mim, dizer a ele que estou indo embora se tornou uma fonte de diversão e mal posso esperar para ver seu rosto clarear!
Com Olivia em seu lugar. . . Tenho medo de enfrentar isso.
Para mim é a primeira vez que sinto tais sentimentos e fico atordoado e chateado!
Estou carregando esse maldito anel há mais de um mês, dizendo a mim mesma que talvez devesse entregá-lo a ele e pedir que fuja comigo. Mas então digo a mim mesmo que, como não sei se algum dia vou querer me casar, talvez não seja certo dar a ela um anel tão importante! Podemos fugir juntos de qualquer maneira e ser só nós dois assim para sempre! No final é a mesma coisa!
Nunca me aconteceu pensar com tanta frequência em algo, tanto que tenho sofrido muitas enxaquecas nos últimos períodos. . . Meu pobre cérebro não está acostumado com sobrecarga de trabalho!
Na volta compro dois maços de cigarro e depois de acender o terceiro me convenço que tenho que falar com ela assim que chegar em casa e quem sabe até começar a fumar um pouco menos. Realmente é hora de ser homem!
Ao chegar à porta, respiro fundo e repasso os destaques do meu discurso pelo menos uma centena de vezes. No entanto, assim que atravesso a soleira, sou saudado por uma espingarda e uma chuva de serpentinas e confetes coloridos.
-Parabéns!!!- Olivia grita segurando aqueles tubos coloridos de onde saem serpentinas e confetes.
-Isso. . .?- Estou um pouco atordoado enquanto tiro uma longa e fina tira de papel verde da minha cabeça.
-Hoje foi seu último dia na universidade! Pensei em comemorar!-
-Mas como você pensou nisso?- Um enorme sorriso de satisfação surge em meu rosto.
-Na nossa casa comemoramos sempre o último dia de aula, principalmente quando se termina um ciclo de estudos. . . jardim de infância, primário, secundário. . .- Ele explica enquanto puxa meu braço me levando em direção à sala.
-Vamos?-Essa família é muito estranha! Ou somos nós os anormais?
-Sim, mas nada formal! Uma coisa de família. . . E aí mamãe e papai nos dão um presente!- Ele para em frente ao sofá. -Ta-daaan!!!- exclama ele, estendendo os braços, apontando para a mesa, onde há uma bandeja com vários doces, uma garrafa de champanhe, duas taças e três balões vermelhos amarrados com fio dourado a um pequeno peso para evitar impedi-los de cair e escapar em direção ao teto.
-O que é isso?- Estou maravilhado e fantasticamente feliz.
-São todas delícias de maçã, fiz hoje no meu horário de clube. Achei que eram a forma perfeita de comemorar você! - Ela está exultante.
Examino a bandeja cuidadosamente enquanto me sento no sofá. Há tortas de maçã e creme, muffins de maçã e canela, cupcakes de maçã, baunilha e caramelo, pão de ló, pãezinhos. . .
-Uau! Mas você realmente os fez sozinho? - Estou impressionado. . . Ninguém nunca tinha pensado em mim assim! No máximo nos pedem para fazer um bolo e de vez em quando é algo que não gosto.
Eu me viro para olhar para ela. De repente estou tão agitado que quase posso sentir o sangue correndo pelos ventrículos do meu coração, enquanto me pego pensando que não deveria deixá-la ir de jeito nenhum. E não só porque ela é uma excelente cozinheira, mas porque só ela me trata assim. Só ela é capaz de me fazer sentir especial. Talvez ele goste de mim o suficiente para me seguir!
-O que você está fazendo? Você não sente gosto de nada? - Ele me pergunta sorrindo, percebendo que já faz pelo menos cinco minutos que estou aqui parado como um pirotécnico.
-Sim Sim! Com licença. . . Hum. . . Acho que vou tentar isso para começar! - Eu tenho um pãozinho com caroço de compota de maçã.
Como é seu costume, ele me encara com sua habitual expressão curiosa esperando minha reação.
É muito bom. Então eu também tenho um bolo. Isso também é bom!
-Você gosta deles?-Ele pergunta, esperando ansioso, juntando as mãos sob o queixo.
-Sim, muito.- Lambo o indicador e o polegar da mão direita, olhando com o canto do olho. -Obrigado!- Sorrio virando meu corpo em direção a ela.
-Mas de que? Que bom que você gostou!- Ele relaxa no sofá ao meu lado.
Também pego um bagel e devoro metade dele de uma só mordida. "Você não experimentou?", pergunto então com a boca cheia. Que delicadeza!
