capitulo 6
- Tá pensando que eu sou igual a loira siliconada que você anda por aí no seu carrão?- perguntou irritada,era o que podia fazer diante de tamanha impertinencia da parte dele.- não quero um centavo seu senhor ling ling.- ele sorriu em alto e bom som,ela diria que ele nem era capaz de sorrir com tamanha cara de mal caráter que tinha.- qual foi a graça?seu carro fede a silicone!- forçou-se a engolir a comida.- com uma sobrancelha muito preta e perfeita ele deu aquele sorrisinho de canto.
- Está com ciúmes tsuma?- disse ele tão convencido,terminou de almoçar e se reencostou na cadeira cruzando os braços fortes sobre o peito.
- O que disse?- perguntei morta de curiosidade para saber se ele não tinha a chamado de idiota seja lá em que idioma fosse aquele.
- Esposa em meu idioma!o que quer que eu faça quanto ao cheiro de silicone em meu carro?posso troca-lo ao seu gosto.- ele a estava provocando.
- Não sou sua esposa!lembra você falou que seria tudo mentira.- o fez lembrar do que havia dito.- quanto ao meu trabalho,vou voltar a trabalhar sim,queira você ou não.- enfatizou.
- Não vai não!-disse ao levantar da cadeira e apanhar uma pasta preta na mesa de centro, você foi demitida.- pousou a folha na mesa enfrente ao seu prato,sem acreditar pegou o papel e leu o que só podia ser uma brincadeira de mal gosto, blá blá blá e no final sem justa causa,e pôs sua carteira de trabalho a sua frente assinava Kenichi Ryu.
- Maldito desgraçado!foi o que conseguiu dizer ao atirar a carteira de trabalho nele que se desviou de forma impressionante.- já não basta destruir minha casa e minha vida,agora me tira meu meio de sustento?- definitivamente não conseguiria mas comer.
- Eu escolhi demiti-la!como eu disse você e minha esposa e não precisa trabalhar,e para a sua segurança.- agora sério ele disse.- entenda,estou apenas cumprindo minha parte,cumpra a sua e logo acabaremos com isto.- a brincadeira ali tinha terminado,ela levantou-se da mesa e ele a acompanhou.
- Não posso ficar aqui com você seu maluco!isso tudo e um absurdo,vou embora e você não vai me empedir.- levantou-se decidida a sair dali nem que para isso precisasse bater com uma panela naquela linda cabeça.
- Onde você pensa vai?- disse ele alcançan-me enquanto eu entrava em meu quarto e apanhava uma mala e começava a por algumas peças de roupas ali de qualquer jeito.- onde pensa que vai?- ele entrou no quarto junto e puxou a mala.
- Devolva minha mala!- disse ao puxar na alça da mesma.
- Qual parte do não poder ir você não entendeu?- com um puxão ele arrancou a mala de suas mãos,sem poder competir em força com ela o pegou de surpresa com um tapa que não chegou ao alvo pôs ele apanhou sua mão no meio do caminho e com um giro rápido prendeu suas mãos na costa, totalmente imobilizada ele aproximou-se de seu ouvido,estavam muito próximo um do outro e pude sentir seu hálito quente em minha orelha,um arrepio passou pelo meu carpo e senti cada pequeno fiozinho se por em pé com aquela aproximação.- você quer que começamos pelo lado mas fácil?ou prefere ir pelo mas difícil?-podia sentir aquela boca perfeita quase encostando os lábios em minha orelha.- confesso que não me importo.-quase podia ver aquele sorrisinho de canto que ele sempre dava de forma sarcástica.- você e minha esposa e vai ficar comigo,agora guarde está mala e suas roupas,se quiser sair eu irei com você,que tal em meu restaurante?- ele disse ao encostar sua sua cabeça na minha, há que perfume,eu estava a ponto de esquecer tudo que ele era enquanto sinos de alerta badalavam loucamente em minha mente em sinal de perigo.- podemos fazer o que você quiser,e só pedir,diga-me o que quer Ohimesama,farei o que pedir,prometo.- já estava de olhos fechados quase caída aos pés do mas lindo babaca quando o latido de bingo lá fora a tirou da nuvem de sedução que ele me tinha envolvido.
- Me solta ling ling!nem pense em por suas mãos em mim de novo.- ele a soltou e o sorriso que tinha era de puro sarcasmo.
- Apenas me chame de Ryu!- não se preocupe, comporte-se e manterei minhas mãos longe de você caso contrário serei obrigado a consumar este casamento.- disse ao começar a por suas roupas de volta no lugar.
- fique longe de mim!- foi o que disse derrotada naquele momento,poderia fingir que cooperava com ele,uma hora ele teria que dormir,poderia sair dali com bingo,até o pobre cãozinho já havia caído nas lábia dele,foi o que fez o restante da tarde,planejou fugir,teria de passar rápido pelas bugigangas que ele havia instalado para vigia-la,poderia pedir ajuda, alguém ajudaria a chamar a polícia,enquanto ele passou o restante do dia em uma ligação que mas parecia um podcast,claro que ele não diria nada em português perto dela,parecia aborrecido enquanto falava,passava as mãos pelo cabelo por várias vezes desalinhando os fios pretos e liso que agora lhe caiam sobre os olhos,Kyōdai era a palavra que ele repetia inúmeras vezes,com uma caneta anotou em um papel,pegaria seu celular de volta,essa era a hora,ele tinha no bolso da calça que vestia, não tinha nem ideia de como o tiraria dali,talvez quando ele tomasse banho,fechou os olhos frustrada,as horas pareciam se arrastar e nada até fizesse para se distrair era o suficiente para passar o tempo mas rápido, quando o sol começou se por e ele continuava em meio as ligações e tecladas em seu notebook ela encheu seu velha mochila do colégio de roupas e aguardou anciosa enquanto ele parecia está cansado ao olhar o horizonte através da janela,parecia perdido em pensamentos, até podia sentir sua melancolia,ele ficou ali por um longo tempo,até o sol desaparecer por completo e no céu só restar escuridão,meu coração no peito batia ancioso pelo que eu estava prestes a fazer,horas se passaram depois do jantar e ele simplesmente não ia te o banheiro estragando seu plano,quase deu pulinhos de felicidade quando o viu com sua toalha branca nos ombros, finalmente ele daria a ela uma chance de escapar,pelo menos tudo indicava que ele não havia trocado a fechadura da porta,seria sua última chance,murmurando uma prece correu até porta assim que ouviu o chuveiro ser ligado,com a mochila nas costas foi até a caixa disjuntor e desligou toda a energia da casa e puxando bingo pela coleira saiu pela porta agora destrancada, começava uma insistente garoa quando ela correu rua abaixo praguejando por morar sozinha em um lugar tão longe de vizinhos,desesperada estava prestes a gritar por socorro quando um carro preto que não era o de Ryu brecou no meio da rua empedindo sua passagem, homens sairam dali todos de preto e máscarados como da primeira vez,por instinto saiu correndo em direçao a casa o que não foi mas possivel pôs homens tambem bloquearam sua passagem,bingo agitado latia, ainda segurando sua coleira o arrastou para o unico lugar onde podia ir,para a mata,saiu em desparada arrastando seu cachorro que de todas as formas tentava ir na direçao contraria e atacar os homens que os perceguiam,galhos e cipó lhe feriam a pele enquanto sem sucesso conseguiria avançar no escuro,a luz da cidade ficava distante ela não conseguia mas enxergar um palmo a frente do nariz,a escuridao parecia nao ser um poblema para aqueles homens pareciam emitir sussuros assustadores enquanto se aproximavam,em um puxão saiu de suas mãos arrastando a coleira em meio a escuridao,latindo logo foi silenciado,encolhida em meio a um tronco de arvore sabia que ali seria seu fim quando foi pega pelos cabelos e arrastada sem dó enquanto se debatia violentamente,o homem parecia ter mãos de ferro,outros chegaram e uma mordaça foi posta em sua boca e um saco preto em sua cabeça e sem saída se viu levada para onde não tinha ideia,lamentou-se quando lembrou do que Ryu havia lhe dito ser sua melhor opção, realmente era verdade ja que com ele pelo menos não incluia ser arrastada pelo cabelo pelo meio da mata escura,falando na mesma lingua ouviu Ryu falar, chorou,era a unica coisa que podia fazer e que nas ultimas horas vinha fazendo por varias vezes,foi carregada pela escuridao por um bom tempo ate que quando ja estava sem esperança ouviu um baque surdo e logo ela foi carregada em meio a gritos e som de pancadas,seu coração deu um salto no peito, so ele poderia ajuda-la,foi jogada no chao e logo alguem a pegou tirando o saco de sua cabeça e cortando as amarras que lhe prendiam,quase chorou de alegria quando no escuro o reconheceu,a garoa agora se tonara uma chuva insistente,ele pegou dua mao e disse-lhe.
