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Capítulo 8 - Henrique (PARTE 4)

MINUTOS DEPOIS, ANGÉLICA estava reconectando o meu iPhone no carregador da tomada e, como a sua tarefa ali estava concluída, me ofereci para acompanhá-la até o seu quarto, o primeiro do corredor, a uns dez metros do meu. Enquanto pensava em como sairia de baixo do lençol sem causar-lhe muito espanto com a minha nudez, ela tornou a se sentar ao meu lado e apoiou as duas mãos em meu ombro esquerdo, sobre a minha tatuagem tailandesa.

— Não precisa se incomodar, já está tarde. Eu volto sozinha…

Ela me presenteou com um sorriso de lábios e alisou um pouco mais o meu ombro, encarando a tatuagem. Seus dedos finos começaram a acariciar a minha pele e ela meio que passou a tentar decifrar os ideogramas que eu havia mandado fazer há alguns anos numa visita a Bangkok.

— Eu tinha reparado a sua tatoo… fiquei curiosa em saber o que estava escrito nela…

A mensagem era subjetiva e cada ideograma tinha o seu próprio significado, mas eu improvisei uma resposta, tentando voltar ao assunto anterior:

— Está escrito “a Angélica precisa voltar para o quarto agora”.

Ela me olhou de maneira curiosa, depois, desatou a rir. Não quis perder o contato com a minha pele e continuou me alisando o ombro. Eu já fazia menção de sair de baixo do lençol.

— Nossa! Você quer mesmo se livrar de mim! Estou te incomodando tanto assim?

Angélica inclinou o corpo em minha direção e me encarou fixamente. Seu tom de voz apresentava certo nível de manha e estava bem claro que o próximo passo seria fazer chantagem emocional.

— Não me incomoda, mas é que eu realmente preciso te deixar em segurança antes de dormir. Amanhã vai ser um longo dia de competição na praia e o seu primo precisa estar inteiro para acompanhar tudo…

Nova menção de puxar o lençol e ela foi mais rápida:

— Eu ouvi a sua conversa com a minha mãe. Você prometeu a ela que iria tomar conta de mim direitinho… nada mais justo que eu fique aqui então essa noite, bem debaixo dos seus olhos!

Agora era óbvio o que a minha priminha estava querendo com aquele jogo. Ela tinha chegado ali com um objetivo único em mente e eu havia sido engambelado.

— Nem pensar, mocinha… só tem uma cama no quarto e não é certo você ficar aqui…

Ela pareceu esquadrinhar o colchão por um instante e respondeu sagazmente:

— Tem bastante espaço… e eu sou magrinha, não vou te atrapalhar!

Estava começando a ficar perigoso.

— Melhor não, Angel…

Bastante persuasiva, a menina então ergueu as duas pernas sobre o colchão e se espremeu ao meu lado, me empurrando da beirada da cama. Sua pele em contato com a minha parecia ferver e, como eu achava, Angélica era bem macia.

— Você prometeu. Pode ser perigoso voltar sozinha agora para o meu quarto. O corredor está escuro, pode aparecer algum tarado!

Podia ter um tarado bem ali ao seu lado, mas ela não parecia considerar aquela hipótese. Seja por eu ser um adulto e o seu primo mais velho, a menina parecia ter plena confiança em mim… ou estava realmente louca para me abrir as pernas.

— Eu levo você até a porta, Angel… já disse.

Ela então abriu um sorriso malicioso no rosto bonito e indicou entre as minhas pernas com o queixo antes de dizer:

— Você nem está vestido. Vai me levar até o quarto pelado?

E eu achando que ela era inocente, pensei, começando a me sentir menos culpado. Angélica agora estava me olhando com desejo e, mais uma vez, se esperneou ao meu lado para me convencer a ir mais para o centro do colchão. Enquanto ganhava espaço sobre o lençol, não perdia contato com o meu corpo, sempre me segurando com aqueles dedos finos.

— Eu estou mesmo sem roupa… mais um motivo para você não estar aqui tão perto de mim.

Os faróis castanhos se cravaram nos meus azuis.

— Por que? Você vai me atacar se eu chegar muito perto?

Propositalmente, ela encostou um dos peitinhos em meu ombro. Por cima do decote do pijama dava para perceber que eram pequenos e pontudos. Quase conseguia distinguir a textura do mamilo com aquele toque. Ela está mesmo querendo me abrir as pernas, pensei, já quase totalmente duro. Tentei voltar à razão:

— Eu prometi à sua mãe te levar inteira para casa, garota, e pretendo cumprir.

Ela arranhou de leve a superfície da minha tatuagem. Tinha unhas curtas, mas suficientemente compridas para eu senti-las riscando a minha pele.

— Se você arrancar só um pedacinho de nada ela nem vai saber…

Eu já tinha passado por inúmeras situações muito semelhantes àquela e não costumava titubear nem um pouco ante as chances que a vida me dava. Em geral, eu não precisava me esforçar para ter quem eu quisesse em minha cama e, na grande maioria dos casos, eram as garotas que se atiravam sobre mim pedindo que eu as possuísse. Angélica não era a primeira novinha que me dava mole — e provavelmente não seria a última — e eu só estava tanto na defensiva por receio que o meu primo Urich ou qualquer outro dos nossos vizinhos de quarto acabassem ouvindo alguma coisa ou somassem “um mais um” percebendo que a minha prima não estava em seu quarto e que eu estava acompanhado.

— Você tá brincando com fogo, menina…

Angélica estava agora a menos de um palmo de distância. Ela tinha se inclinado sobre mim e uma de suas mãos alcançou a minha coxa, centímetros do meu pau duraço.

— Não ligo se queimar só um pouquinho…

Angélica deu um risinho safado antes de avançar em meu rosto para me dar um beijo nos lábios. Agarrei o seu pulso firmemente e tentei mantê-la à distância, em vão. Outra risadinha soou perto do meu ouvido e ela conseguiu mordiscar meu lóbulo.

— Você faz tanto jogo duro assim com as outras meninas que leva para a cama ou é só porque eu sou a sua priminha?

Eu estava surpreso que ela soubesse das outras meninas que eu eventualmente levava para a cama, já que tentava manter minhas relações extraconjugais longe do conhecimento de Valéria ou dos demais parentes. Ela estava sussurrando agora em meu ouvido e, no momento seguinte, conseguiu se desprender e segurar o meu peito, voltando a me arranhar a pele.

— Todas as primas são loucas para ficar contigo nem que seja uma noite, Rique… eu não me importaria se eu fosse a primeira.

Parecia que eu estava sendo agarrado agora por um polvo de tanto que ela estava se esforçando para me apalpar em todos os cantos. A risadinha marota não parava de soar e eu não estava me esforçando tanto quanto devia para mantê-la à distância.

— Até a Luara ficou te secando a viagem inteira — Luara era a outra única menina que havia embarcado no jatinho do Rio até Santa Catarina e era uma das amigas de Johann —, ela me disse que te acha um gostoso… o que eu só posso concordar!

Outra tentativa de beijo e, desta vez, estalou em meus lábios. O braço direito fino se enlaçou em torno do meu pescoço e quando reparei, as nossas línguas já estavam em contato.

Foda-se tudo! Essa novinha está pedindo! pensei aquilo um segundo antes de deslizar minhas mãos por suas costas e cravar os meus dedos naquela bundinha macia. Embora estivesse querendo que aquilo acontecesse desde que chegara ao quarto, Angélica ficou surpresa com a intensidade da pegada e se arrepiou inteira.

— Hum, primo… nossa!

Um beijo agora sem barreiras aconteceu entre nós e eu tratei de deixá-la sem fôlego. Ofegante, com o peito subindo e descendo rápido por dentro do pijama, a menina parou um instante me encarando e falou, num tom de cansaço:

— Você beija bem, primo… acho que vou deixar você me tirar aquele pedaço.

Com a língua exposta, Angélica avançou outra vez em meu rosto e voltei a dançar dentro da sua boca com a minha. Intensifiquei ainda mais a pegada em seu bumbum durinho e a fiz se sentar em meu colo, aberta sobre o meu pau duro. Ela até gemeu.

— Caraca! Isso tudo é você?

Naquele momento, eu saquei que a minha prima era inexperiente em sexo apesar de estar me atiçando aquele tempo todo e parte de mim sentiu culpa. Não era bem deflorando uma virgem que eu planejava passar aquela madrugada e todo o lance do sangue e da dor poderia acabar nos gerando algumas dores de cabeça. Interrompi o beijo e a massagem em sua bunda. Eu precisava saber:

— Você é virgem, Angel?

Ela parecia não saber o que dizer num primeiro momento. Achou que podia me enganar dizendo que “não”, mas o seu rosto enrubesceu na mesma hora, entregando toda a verdade.

— Você ainda é virgem, prima?

Ela então assentiu, abaixando os olhos como se estivesse envergonhada. Afrouxei as mãos em sua bunda. Eu ainda estava ereto, mas tinha perdido a vontade de meter até o talo dentro daquela novinha.

Ela vai sangrar, vai sujar o lençol, vai ser um saco explicar isso para a camareira e para o Fred… ele vai querer saber o que houve e vai acabar descobrindo que eu traí a irmã dele… outra vez.

— Você não me quer mais só porque eu sou virgem?

Deslizei o polegar pelo rosto delicado de Angélica um instante antes de explicar de uma maneira que ela entendesse.

— Eu não sei o que você pensa sobre virgindade, prima, e não faço ideia se tinha planejado alguma coisa especial ou mais carinhosa para a ocasião, mas eu já passei por situações parecidas e sei bem que, às vezes, acaba não acontecendo da maneira como a menina quer…

Havia confusão em seus olhos. Seu corpo deu uma relaxada em meu colo e eu também relaxei.

— Mas eu quero que seja especial… fazer aqui e agora contigo vai ser muito especial pra mim!

Sorri e continuei tentando explicar:

— Entendo isso e eu não me importo de ser o seu primeiro numa outra ocasião, num lugar menos público, com menos pessoas conhecidas ao nosso redor…

Ela estava decepcionada, mas ainda tentou argumentar:

— Eu tento gemer bem baixinho. Ninguém nem vai ouvir…

Só vai sangrar no meu lençol e mostrar no dia seguinte para todo mundo que eu passei a madrugada fodendo uma florzinha virgem! pensei, cheio de ironia.

— Acredito em você, prima, mas esse não é o melhor lugar para fazermos isso. Tenta entender.

Eu indiquei que ela recolhesse as pernas finas um instante e, em seguida, ergui o lençol a deixando se espalhar sobre o colchão ao meu lado. Ela já estava se sentindo rejeitada, mas quando viu meu gesto de gentileza, entendeu que aquilo era um sinal de que poderia dormir ali comigo aquela noite.

— Mas eu pensei que não íamos mais…

A interrompi.

— E não vamos. Não hoje. Já está tarde para retornar ao seu quarto sozinha de qualquer maneira. Vou te deixar dormir aqui comigo e amanhã cedo te levo para o seu aposento antes que alguém perceba que estávamos juntos.

Estava em seu rosto juvenil que aquilo não era nem de longe o que ela estava esperando ali naquela cama comigo, mas tive que ignorar a sua decepção e a deixei se acomodar sob o lençol. Nos deitamos com uma certa distância nos separando, mas pouco depois, eu mesmo me encostei para que ela soubesse que não estava sendo rejeitada.

— Se você quiser, podemos dormir de conchinha…

Seu rosto se iluminou virado em minha direção.

— Mas é só dormir, viu? Nada de safadeza.

Ela agora parecia mais conformada e me deixou enlaçar a sua cintura por trás, recostando o quadril em minha cintura de maneira carinhosa. Eu estava usando de todo o meu autocontrole para não ter novas ereções em contato com aquela bundinha gostosa, mas era necessário me manter firme agora que já tinha me convencido que dormiria sem sexo por uma noite. Angélica me desejou boa noite e, algum tempo depois, estávamos os dois ressonantes sobre a cama enquanto a fauna local estrilava na mata que circundava toda a Costeira do Pirajubaé.

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