Biblioteca
Português

HERDEIROS DA MÁFIA - OS BENACCI

88.0K · Finalizado
Thaina Gomes
41
Capítulos
5.0K
Visualizações
9.0
Notas

Resumo

Suzana a filha mais nova, a princesinha do papai não é mais uma menina, ela cresceu e se tornou uma bela e atraente mulher capaz de deixar qualquer homem louco... E ela deixou, Klaus Salvatore o mais paranóico, ciumento, rebelde e afilhado dos seus pais. Ela é uma garota boazinha, ele um bad boy, será que ela vai conseguir trazer ele para a luz ou ele que vai leva-la para a escuridão? CONTINUAÇÃO DE LA MIA SCELTA.

mafiadramaamorpossessivoassassinatofemininaromancebrigasdominanteviolência

Capítulo 1

P.O.V Suzana.

Subo as escadas correndo enquanto sinto meus pés descalços em contado com o mármore frio das escadas, adentro o corredor dos quartos e bato no quarto de Lorenzo freneticamente.

- Calma ai. - Ele atende a porta de calça moletom sem camisa.

- Você precisa tirar elas daqui rápido. - Aponto para as mulheres deitadas em sua cama.

- Por quê? - Ele pergunta confuso.

- A mamãe ta subindo pra cá e você sabe o que ela vai fazer se descobrir que você estava fazendo um ménage ontem. - Digo e ele arregala os olhos.

Ele vai até a cama as levantando rápido.

- Vamos... Vamos meninas rápido. - Ele as apressa e elas levantam meios desnorteadas procurando suas roupas.

Lorenzo é meu irmão mais velho e cuida muito de mim mas eu também cuido muito dele, minha mãe já tinha avisado que não queria ele trazendo mulheres para casa mas Lorenzo adora o proibido.

- Vai nos liga Lorenzo? - A mais alta pergunta.

- É claro que vou Juliana.

- Meu nome é Maria. - Ela corrige.

- Maria, vou ligar sim Maria... Saiam pela entrada que eu trouxe vocês ontem. - Ele informa as expulsando do quarto.

Balanço a cabeça negativamente enquanto tento ao máximo arrumar sua cama para parecer que somente uma pessoa tivesse dormido ali.

É sempre assim que ele age, meu irmão dorme com uma mulher diferente toda noite e na semana seguinte elas aparecem chorando, por isso mamãe proibiu ele de trazer elas para cá.

- Obrigado maninha. - Ele diz me dando um beijo na cabeça.

- Não me agradeça ainda a mamãe esta vindo e você sabe que ela conhece a gente melhor do que ninguém. - Digo e ele assente.

Logo podemos ouvir o som dos saltos contra o piso e ela da duas batidas na porta entrando no quarto. Com seu vestido azul escuro social muito bem alinhado e seus cabelos escuros soltos ela alterna o olhar entre nós dois.

Sem sombras de dúvida minha mãe é a mulher mais elegante que eu já conheci, dona Safira Benacci é uma mulher entre milhões.

- Bom dia meu amor. - Ela sorrir.

- Bom dia mamãe. - Lorenzo responde.

- Minha filha, você estava la em baixo e subiu correndo?

- É que eu me lembrei que deixei meu brinco aqui ontem enquanto estava assistindo filme com Lorenzo. - Digo vendo um brinco que uma das meninas deixou aqui.

Não teria porque ela não acreditar pois eu vivo fazendo isso com Lorenzo. Noite dos irmãos mesmo quando ele não quer eu o obrigo.

- Tudo bem... Lorenzo, a reunião do concelho esta chegando e seu pai espera muito de você mas saiba que a mamãe não coloca essa pressão em cima de você. - Ela diz colocando a mão no rosto dele.

Como filho mais velho Lorenzo é o próximo capo da máfia Benacci e ele tem lutado para esta a altura do meu pai todo esse tempo, é o melhor da daqui.

- Obrigado mamãe mas eu já sou grandinho. - Ele sorrir.

- Ah sim, meus bebês já são adultos parece que foi ontem que carreguei cada um de vocês no colo. - Ela lamenta olhando para nós dois.

- Safira não mime as crianças. - Ouço a voz do meu pai e sorrio.

Ele entra no quarto e todos nos viramos para ele.

- Ah me deixe, eles são meus bebês. - Mamãe nos abraça.

- Bom dia pai. - Lorenzo diz.

- Bom dia filho, pronto para a reunião do concelho?

- Nasci pronto pai.

- É assim que se fala. - Ele sorrir orgulhoso.

- Minha filha, você vai treinar hoje? - Mamãe pergunta.

- Sim. - Respondo animada.

Assim como meu irmão também me esforço muito pela a máfia, a diferença é que Lorenzo já esta dentro e ainda tenho que provar meu valor.

Ser filha do capo não me deu nenhuma vantagem, pelo contrário meu pai exige mais de mim do que dos outros aprendizes. Eu também nunca exigir privilégios, quero entrar na máfia por mim mesma.

- Foque minha filha, o teste já esta chegando. - Papai diz e eu assinto.

Todos os aprendizes passam por uma prova de fogo que nunca sabemos qual é para ser definitivamente um membro da máfia Benacci.

- Pode deixar papai, eu tenho que ir. - Me despeço dele e saio.

...

Concentrada eu olho para o alvo sob as lentes dos óculos de proteção e respiro fundo engatilhando a arma sem mais esperar começo a atirar descarregando o pente.

Abaixo a arma e a coloco sobre a mesa, tirando os fones de proteção e os óculos. Aperto o botão vermelho e vejo o alvo de papel se aproximar.

Suspiro frustrada quando vejo e resultado mas logo sou tirada dos meus pensamentos com uma risada.

- Suzy, você é muito exigente com você mesma... Você foi ótima, tiros no abdômen, peito e pescoço. Esse você já despachou. - Ele diz apontando para o alvo.

Willian Venture é um dos membros da máfia que também esta em treinamento junto comigo, ele é ótimo e sempre foi muito gentil.

- Mas não é suficiente, eu queria um tiro na cabeça para mata-lo de vez... Se eu estivesse numa missão eu gastaria tempo e munição e daria tempo para que ele pudesse reagir. - Digo olhando em seus olhos.

- Você com certeza é a melhor daqui e vai passar com louvor na prova. - Ele sorrir para mim.

- Espero, deve ser muita vergonha o filho do capo não entrar para a máfia. - Rio.

- Você já esta dentro Suzy. - Ele se aproxima tocando meu rosto.

Porém o contato não durou muito tempo pois fomos interrompidos pela entrada de Sônia, minha melhor amiga.

- Suzana. - Ela entra mais para assim que nós vê.

- Oi Sônia. - Digo sem jeito.

- Eu estou interrompendo alguma coisa? Posso volta daqui a pouco. - Ela sorrir maliciosamente.

- Não, nós só estavamos conversando sobre pontaria. - Aponto para o estande onde meu alvo se encontra.

- Eu já vou indo, tenho algumas coisas para fazer... Tchau Sônia, tchau Suzy. - Ele diz olhando em meus olhos e se vai.

Olho para Sônia e ela abre a boca em um O rindo animada.

- Não faz essa cara. - Digo revirando os olhos.

- Como não? O que estava acontecendo aqui?

- Nada.

- Nada não, ele ia te beijar.

- É acho que ia. - Dou de ombros.

Talvez Willian tenha uma queda por mim.

- E você ia retribuir?

- Eu não sei Sônia, talvez sim...

- Ai deixa de ser sonsa Suzy, os homens vivem caindo aos seus pés e você os ignora. - Ela diz enquanto vou para a área dos armários.

- Eu não estou interessada nos homens, estou interessada em entrar para a máfia. - Digo saindo do local.

Passamos pelo corredor da academia de treino para os aprendizes da máfia Benacci mas só para aqueles que foram nascidos na máfia.

- Suzy, eu só estou dizendo que você tem que se divertir... Não é porque seus pais são capos que você não pode curti a vida, você acabou de completa dezoito. - Ela diz me seguindo.

Saímos para fora e entramos no carro que ganhei do meu pai no meu aniversário que foi a duas semanas atrás. Entro e me sento no banco do carona enquanto Sônia vai no do motorista.

Eu sei dirigir porém não faço questão, não tenho medo da estrada só não gosto além do mais sempre tem alguém para fazer isso para mim.

- Eu me divirto Sônia só não quero sair abrindo as pernas para o primeiro que aparecer, eu tenho outras prioridades. - Digo sabendo onde ela quer chegar.

Minha melhor amiga acha o cúmulo eu ter dezoito anos e ser virgem, em partes por mim e a outra parte pelo meu pai. Daniel Benacci faz questão de garantir que nenhum homem se aproxime da filhinha dele.

...

- Esta entregue Suzy, será que seu irmão esta ai? - Sonia pergunta interessada.

Desde que Lorenzo tirou a virgindade dela, ela se apaixonou e colocou na cabeça uma idéia fixa que vai conquistá-lo.

- Eu não sei, amiga não fica tão ligada no meu irmão... Ele não ta na mesma sintonia. - Digo saindo do carro.

- Tudo bem. - Ela suspira. - Mas tarde alguém vem entregar o carro.

- Ta legal. - Solto um beijo no ar entro em casa.

Tudo parecia normal até que um dos seguranças passa por mim segurando três malas grandes acompanhado de Martina nossa governanta.

- Ei Martina, nós temos visitas? - Pergunto tocando seu braço.

- Sim minha filha, o senhor Klaus Salvatore veio passar uns dias aqui. - Ela responde sorrindo.

- Klaus esta aqui? - Pergunto surpresa.

- Sim meu amor, eu tenho que preparar o quarto dele. - Ela diz e se vai me deixando sozinha.

Ah isso é mal, Klaus é filho dos meus padrinhos e também é afilhado dos meus pais. Crescemos juntos e ele sempre frequentou minha casa porém depois das nossas últimas ferias eu tenho tentado fugir dele.

Flash back on.

Estávamos no nosso último dia de ferias, todos quiseram ficar no hotel enquanto Lorenzo, Klaus e eu decidimos ir para um luau na praia.

- Luau é tudo de bom. - Digo animada bebendo meu drink de frutas vermelhas.

- Vai com calma, você é muito fraca pra bebida. - Lorenzo adverte.

Eu ia responder porém não tenho tempo pois Klaus paga o copo da minha mão o virando de uma vez.

- Pronto, toma um suco. - Ele diz devolvendo o copo fazio.

- Qual seu problema? - Me viro para ele indignada.

- Muitos. - Ele da de ombros.

- Qual seu problema comigo? - Completo.

- Seu eu disser você vai resolver? - Ele pergunta com sorriso sugestivo.

- Posso tentar... Só quero que me deixe ficar bêbada.

- Não. Você é menor se idade. - Ele responde.

- Ah desculpe, esqueci que você é meu pai. - Digo com ironia revirando os olhos.

- Fiquem ai, eu já volto. - Lorenzo diz e nos deixa sozinho.

Com certeza ele viu alguma mulher que o interessou, é sempre assim.

- Não preciso ser seu pai para te proibir de nada. - Ele me responde dando um passo a frente se aproximando de mim.

- Vai procurar uma menina, vai Klaus...

- Já tenho uma aqui. - Ele se refere a mim.

Ia responder mas sou interrompida por um cara que para ao meu lado, um moreno lindo de mais ou menos um metro e sessenta e cinco com rostinho de bebê.

- Oi tudo bem? Qual seu nome gata? - Ele pergunta sorrindo.

- Suzana e o seu? - Me viro para ele.

- Rodolfo... Seu nome é tão bonito quanto a dona. - Ele diz galanteador me fazendo sorrir.

Mas minha alegria dara pouco pois klaus me afasta tomando a frente.

- Vaza. - Ele diz com raiva empurrando Rodolfo violentamente.

- Klaus. - Coloco a mão na boca assustada.

- Não chegue mais perto dela. - Ele aponta o dedo para a cara de Rodolfo.

Que parece não se abalar muito e o enfrenta.

- Ela é sua namorada por acaso? - Ele pergunta sério.

- Não. - Respondo por Klaus.

Minha resposta faz Rodolfo olhar para Klaus com deboche e posso vê que seus olhos azuis se tornam mais escuros, ele fecha a mão e da um soco no rosto de Rodolfo que cai no chão.

- Já disse pra ficar longe da minha mulher. - Ele diz um rosnado.

Olho assustada para acena até que Lorenzo chega para aparta a briga.

Flash Back off...

Desde essa noite tenho evitado me encontrar com ele mas já que ele esta aqui, não posso mais fazer isso. Tenho que enfrentar o que quer que seja.

Ouço a voz de Lorenzo na sala de star e me encaminho para la.

- Lou... - Paro de fala assim que o vejo ao seu lado. - Klaus? - Pergunto o encarando.

Ta eu disse que ia enfrentar meus medos para precisava ser tão rápido?

- O próprio, como vai Suzy? - Ele pergunta me abraçando.

Posso sentir um leve aperto na minha cintura.

- Eu vou bem querido. - Me solto dele e pego o cigarro de sua boca jogando no chão pisando nele. - Fuma faz mal pra saúde.

- Tenho muitos desses. - Ele da de ombros. - Sentiu minha falta?

- Não, mas senti falta da Stella como ela está? - Pergunto rindo.

- Viva... Saindo como sempre e bancando a boa moça da máfia.

- Saindo é? - Lorenzo pergunta.

- É, não me agrada a idéia mas por hora não me preocupo com isso. - Ele responde sem da muita importância.

- Bom eu vou subir e tomar um banho, como podem vê eu estou suada. - Digo apontando para mim mesma que estou com top e calça legging apertada.

- Pode ficar assim se quiser... - Ele responde me olhando de cima a abaixo.

- Tchau Klaus. - Digo revirando os olhos virando as costas.

- Como é educada. - Ouço ele dizer com ironia.

Vão ser dias conturbados...