Loucura por amor parte 5
Três dias depois...
Silas já não trabalhava mais na empresa em que Sandro era o CEO, ele o bloqueou de todas as redes sociais que Silas tinha, um pouco infantil de sua parte, pode se dizer que sim, contudo, ele estava sofrendo por não o ter ao seu lado, por não poder mais trabalhar naquilo que era o seu maior sonho.
A saudade apertava seu ser, sentia a falta de Sandro, queria sentir os lábios dele nos seus, novamente, sentado em sua cama tocou seus lábios com o dedo indicador, imaginando-se nos braços do homem que amava, as lágrimas desciam por sua face, não queria chorar, contudo, era algo incontrolável.
“Silas, levante a porra da cabeça e bola para frente, pois a vida não para pôr uma dor de cotovelo.” Pensou se levantando da cama, ele agora decidido a não mais sofrer, e ir em busca de um emprego, mesmo não sendo em sua área, precisava trabalhar urgentemente.
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Sandro sentado em sua cadeira, em seu escritório, não conseguia parar de se perguntar onde estaria Silas? Se ele estava bem? Se se alimentou direito?
Balançando a cabeça tentando retirar aquele que lhe roubara o coração de seus pensamentos, Sandro não queria esquecê-lo, contudo era necessário.
As lágrimas vieram sem nem ao menos perceber, chorava por não ter seu amado, por ele estar longe, por não poder beijá-lo, a saudade lhe corroía de dentro para fora.
Todos da empresa já perceberam sua mudança de humor, Sandro estava mais ranzinza, não sorria, mantinha a cara fechado 100% das vezes que tinha alguém por perto.
Pegou seu celular que repousava na mesa que ficava a sua frente, desbloqueou ele assim ligando para Silas, e pela enésima vez seu amado não o atendeu, o sumiço repentino dele o preocupava fazendo com que mil e uma possibilidades passassem por sua mente. Mesmo tendo a consciência de que foi tudo um grande mal-entendido, mas, infelizmente não teve a chance de corrigi-lo.
Sandro girou sua cadeira em 360.º ficando de frente a janela inteiriça, perdido em seus pensamentos observava o andar da cidade, as pessoas vistas dali de cima eram tão frágeis, andando de um lado a outro, vivendo suas vidas, planejando o futuro que não lhes pertenciam.
Toc-Toc.
Se assustou com duas batidas em sua porta, estava tão envolto em seus pensamentos mais que aleatórios, que giravam e giravam, sempre voltando para seu amado Silas, tornou a girar sua cadeira e disse:
— Pode entrar.
A porta se abriu lentamente, como se a pessoa do outro lado estivesse receosa de adentrar naquele recinto. Ao ver de quem se tratava, Sandro não quis acreditar, aquilo era um sonho, não era possível que aquela pessoa estava a sua frente.
