Loucura por amor parte 4
Ao se separarem, Sandro encostou a testa na de Silas.
— Eu te amo, Silas. — Disse num sussurro acariciando com o polegar a bochecha esquerda de seu amado. — Desculpe, mas não consegui me conter...
— Se você não tivesse feito eu iria fazer de qualquer forma — Silas confessou em um sussurro quase inaudível, seus olhos brilhando em emoção, precisava urgente da boca de Sandro na sua novamente, contudo teve de perguntar — Por que me despediu?
A raiva perpassou nos olhos de Sandro, não esperava que essa pergunta viesse tão cedo, respirou fundo, tentava organizar seus pensamentos que se encontravam uma verdadeira bagunça.
— Eu não o demiti...
— Então o que aquele louco do Paul me disse não era verdade? — Silas perguntou com ar de inocente, a verdade era que ele estava testando terreno, ele necessitava saber o que seu Sandro iria falar em relação a isso.
Sandro se afastou um pouco de seu amado, passou a sua mão esquerda no cabelo, com certeza estava tendo dificuldades para elaborar uma resposta, o mesmo não conseguiu colocar em palavras, mesmo que não tivesse culpa da demissão de Silas, ele se sentia culpado.
Silas o olhava tentando entender o que acontecia a sua frente, cansado de esperar pela resposta, girou o pé indo em direção a saída da estação, apesar de estar vazia, não queria mais passar tudo que estava lhe acontecendo.
1.º Acontecimento:
Ele foi demitido do emprego dos seus sonhos, e por alguém que nem merece ser citado.
2.º Acontecimento:
O CEO da porra da empresa em que trabalhava, viera atras dele e o beijou.
Sua cabeça não poderia estar mais confusa do que realmente já se encontra.
— Silas, eu posso explicar... — Sandro começou, mas fora interrompido por Silas que se volta em sua direção lhe desferindo um murro que atingira o lado esquerdo do rosto de Sandro.
— Nada nesse mundo trará meu emprego de volta — Exclamou aos prantos, indo para a saída do recinto em que se encontravam.
— O que eu iria dizer era que você não foi demitido. — Sandro gritou, na esperança de Silas voltar para os seus braços, contudo, não foi bem isso que aconteceu.
Ao ouvir tal afirmação, ele ‘Silas’ bufou de raiva, marchando até as escadas da estação.
Sandro nunca esperaria tal atitude de seu amado, compreendia como ele se sentia, o CEO da empresa também compreendia a raiva que seu querido estava nutrindo por ele, não era agora, nessa altura do campeonato que ele jogaria a bandeira branca desistindo de seu amado.
