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3

Foi moleza convencer meus avós a viajarem comigo e a Bia. Isso somado com minhas boas notas - afinal, sou filha de nerds - garantiu minhas passagens para Los Angeles.

Eu recebi mil e uma recomendações sobre o que não fazer. Mais mil e um beijos do meu pai e um milhão da minha mãe. Ouvi também eles fazerem a mesma coisa com a Bia.

Depois disso, finalmente, entrei no avião. É chegado meu destino. Quando eu voltar pra casa, será com uma aliança no dedo.

Los Angeles é mais quente do que o deserto do Saara. Isso tem que ser usado a meu favor, obviamente.

Como minha mãe, sou estratégica em tudo que faço. E não seria diferente agora que colocarei o maior plano da minha vida em ação.

Meus avós alugaram uma ótima casa de verão. Claro que isso estava nos meus planos. Apenas algumas pesquisas foram necessárias para que eu descobrisse que o proprietário da casa da frente era, nada mais nada menos, que meu futuro marido. Mais algumas stalkeadas e já sei que Arthur Flynn estará em sua residência. Podem shippar galera, é tiro certo. Maria Alice não dá ponto sem nó.

Chegar até ele vai ser mais difícil do que chegar em Los Angeles. Mas nada é impossível. Principalmente quando sua melhor amiga está a seu lado.

— Você não vai bater lá como uma fã maluca, vai?

— Claro que não, que graça teria? Tem que ser "acidental". Eu só preciso achar o momento certo.

— E você vai ficar olhando através desse binóculo por quanto tempo?

Sim, agora. Exatamente agora ele sai com um Skate na mão. Estou com minha roupa de corrida cor-de-rosa. Meus fones de ouvido no volume baixo. Saio correndo até o portão. Ele já não está mais na rua. Droga! Tenho que mudar de estratégia.

— Acho que você terá que ser mais criativa. - Uma voz masculina vem de trás de mim.

— Oi? Te conheço? - Com a mão, tampo o sol que bate nos meus olhos pra conseguir olhar pra ele direito.

— Você é só mais uma das fãzinhas do Arthur Flynn que tentam essa mesma "coincidência". - Ela faz as aspas com os dedos.

— E você é?

— Ah, jura que não me reconheceu? - Nego com a cabeça. — Ethan Flynn. Irmão mais velho do Arthur. - Ele estende sua mão e eu deixo ela lá.

— Claro. Como eu não notei?! - Reviro os olhos. Eu sabia quem ele era desde que pus os olhos nele. Quem não conhece Ethan Flynn? O garoto problema de Hollywood. O oposto do Arthur.

— Eu sei que você sabe quem eu sou.

— Até sei, mas não dou a mínima. - Dou de ombros.

Começo a caminhar de volta pra minha casa. E, apesar de ter sido um desastre, sei que tenho que mudar de estratégia. Parece que muitas garotas tentam a mesma coisa que eu. O jeito é, como o Ethan Flynn disse, ser mais criativa.

Então, sem perder muito tempo, troco de roupa. Coloco um vestido mais verão e um tênis básico. Pego meu violão rosa e corro pra entrada da casa. Me sento na calçada e começo a dedilhar algo. Não sou muito boa com ele, mas isso terá seus pontos positivos.

Algum tempo depois, o lindo Arthur Flynn aparece na minha frente.

— Oi linda. Violão legal. - Ele fala, em pé na minha frente. — Posso me sentar com você? - Anuo. Fecho meus olhos, descanso a cabeça no corpo do violão e dedilho algo, mas sai horrível. Abro os olhos e um sorriso pra ele.

— Acho que não nasci pra isso.

— Eu acho que você leva jeito. Vocês combinam. - Ele pisca pra mim e meu coração vacila uma batida.

— Eu acho que é melhor aposenta-lo. - Coloco de lado o violão. Deixando os ventos soprarem meus cabelos e um pouco de sol valorizar meu rosto, tudo com ajuda do ângulo certo. — Afinal, não é todo mundo que tem paciência pra ensinar uma garota como eu.

— Eu acho que posso te ajudar quanto a isso. Quem sabe você vira uma profissional e acaba tocando comigo...

— Eu acho que isso seria uma boa ideia. Tirando a parte de tocar com você. Não queremos deixar ninguém surdo.

Ele começa a rir. A piada nem foi tão engraçada, aliás, nem foi uma piada.

— Eu acho que com algumas aulas, você será a melhor violonista da região. Por falar nisso, você é nova por aqui?

— Cheguei hoje, na verdade. Mas não há muito o que se fazer em LA além de tomar sol, né?!

— Isso vai mudar agora, porque ninguém fica sem ter o que fazer perto de Arthur Flynn. - Ele se levanta e estende a mão pra mim.

— Não acredito. - Faço cara de surpresa. — Você é Arthur Flynn? Aquele Arthur Flynn? - Pego sua mão e ele me ajuda a levantar.

— Pode acreditar. - Ele fala com orgulho.

— Oh-ou... Eu acho que você é encrenca, amigo. Tem ideia de quantas haters eu vou arrumar se me virem com você?

— Vai me dizer que você não curte minha música? - Ele fala com falsa surpresa.

— Ah, eu curto sim. Eu não curto é fã ciumenta.

— E você não é uma? Digo, uma fã?

— Sou. Eu sou sim. Eu acho que, inclusive, você pode acrescentar a parte do ciumenta também.

— Oh-ou, estou começando a achar que você é encrenca.

— Eu sou sim. Encrenca das grandes.

— Encrenca, vou dar uma festa hoje à noite, às 22 horas. É só uma social pra alguns amigos. Você quer vir?

— Eu acho que eu vou aparecer por lá.

Ele vem até mim, dá um beijo na minha bochecha.

— Te vejo lá...? - Ele indica que não sabe meu nome.

— Maria Alice.

— Maria Alice... - Ele coloca a mão no coração. Dá meia volta e sai.

Finjo estar acostumada com aquela situação. Me viro e entro na minha casa. Quando fecho o portão, corro pro meu quarto. Tiro tudo da minha mala e começo a procurar a roupa certa. Tudo tem que ser, detalhadamente, perfeito.

— Ei, garotinha. Que bagunça é essa? - Meu avô entra no quarto. Tinha esquecido que eles estavam aqui.

— Vovô mais lindo. - Dou um beijo nele. — Acho que não tenho nada pra vestir.

— Você não encontrou nada em seis malas?

— Nada adequado pra uma festa na casa de Arthur Flynn. - Me jogo de costas no meio das minhas roupas. Eu devia ter previsto isso.

— Festa?

— Festa. Ele acabou de me convidar. Hoje a noite. Eu posso ir, né? É na casa da frente.

— Que coincidência... Alugamos uma casa de frente para seu ídolo.

— Ídolo não, vovô. Futuro marido. E eu não chamaria de coincidência. Destino é o que se encaixa mais nessa situação.

— Alice, Alice... você é uma pimenta.

Encolho meus ombros.

— Eu sou mesmo!

*****

Oi gente,

O que acharam dos nossos meninos? Coloquei esse cap só pra vocês conhecerem eles e pra me dizerem o que estão achando até aqui. A opinião de vocês me ajuda muito.

Confesso que meu crush eterno e supremo Daniel Sharmann entrou nessa de novo, porque ele é maravilhoso.

Já tem shipper?

Deixem tudo nos comentários, acompanhados da estrelinha que abrilhanta a história.

Amo vocês.

Beijos, S. ?

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