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capítulo 5

− Eu quero te matar Jo Ann – Alan afirma pulan-do da cama tentando agarrar a filha de uma boa senhora só que não.

− Se não fizesse isso você não assistiria comigo − Ela diz argumentando seu ponto e desviando de um travessei-ro que voara em sua direção.

− Ahh, mas você me paga − Enfim ele desiste cain-do de novo na cama esperneando feito criança birrenta.

− Para de espernear que você não é mais criança − Ela diz sarcasticamente, o que faz com que ele lhe lance um olhar torto − E não faça hora que não quero me atra-sar.

− Você me paga − Esbravejo a pelos pulmões.

A contragosto ele se arruma rapidamente, calça um tênis vans preto, uma calça jeans azul escura e uma camisa que tem alguma referência de uma série que naquele mo-mento não presta atenção para o nome dela.

− Nossa vai trabalhar ou ir a um encontro? − A de-saforada e mentirosa pergunta assim que Alan passa pela porta da copa.

− Aos dois talvez − Com a resposta que deu ele a surpreendeu tanto que Jo Ann a maritaca (assim que ele a intitulava) não soube o que dizer ou mesmo retrucar per-manecendo calada o que não iria durar por muito tempo, por isso se senta tomando seu café da manhã em um silên-cio confortável.

Assim que chegaram à escola no horário de sempre, o dia de Alan fora bastante atarefado, pois não viera no dia anterior, o que como consequência fez as horas voa-rem como não via há muito tempo.

− Tchau, Jo – Ele diz já saindo da sala dos profes-sores sem esperar por uma resposta de sua amiga.

Alan começa a recordar do dia anterior, lembrar o que aquele filho de uma puta teve a coragem de fazer con-sigo, com o casamento deles, mas não se arrependia nem uma gota de ter feito o que fez, já estava mais que na hora desse martírio acabar.

− Por que você está saindo tão rápido Al? − Jo Ann pergunta passando o braço em volta do seu pescoço o fa-zendo levar um susto − Não me diga que o que você me falara mais cedo é verdade?

− O que te falei? – Ele indaga tentando se lembrar o que havia dito para essa louca varrida.

− Que você tem um encontro hoje − Jo diz sorriden-te.

− Lógico que não – Rebate vendo seu sorriso mur-char − Só tava brincando.

− Não me fale que…

− Não começa Jo Ann − A interrompeu tirando seu braço do meu pescoço − Agora tenho que ir, até amanhã.

Ele a deixa para trás emburrada, se despeço do porteiro andando para casa imerso em pensamentos.

Quando percebe o telefone tocar no bolso traseiro da calça jeans levando um susto por estar no mundo da lua.

Pega o celular atendendo sem ver quem era.

− Alô – fala assim que coloca o telefone na orelha.

− Isso são modos de atender a sua mãe Alan? − As-sim que escuta a voz da que se diz ser minha mãe, mas que na verdade só o colocou no mundo.

− Pelo que me lembre − Dá uma pausa para ume-decer seus lábios que estavam ressequidos − Eu não tenho mãe.

− Eu sou sua mãe. Me respeite. − Clara retruca o que ele não dá muita importância.

− Não é mais – Fala já cansado daquela discussão − Desde o momento em que me colocou para fora dizendo que não era mais seu filho. − Fala exaltado com a coragem dela.

− Se não era nada tchau − Conclui desligando a chamada sem esperar resposta, pois sabia que se aguar-dasse renderia muito e estava cansado de trabalhar e de tudo que ocorria naquele momento na minha vida.

Continua o caminho para minha casa tentando não pensar em mais nada, queria esvaziar a mente, o cansaço de uma noite sem dormir começava a cobrar seu preço.

Jo Ann achou que ele tinha esquecido o que aquela feladaputa fez, mas que ela o aguardasse, ele sempre foi uma pessoa que espera o momento certo para agir e com ela não seria diferente.

Todos que passavam na rua deviam estar achando que ele fosse um louco ou maníaco, pela cara diabólica que ostentava.

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