Biblioteca
Português

Direito de Amar - Nas Asas da Paixão (Livro 2)

49.0K · Finalizado
Larissa Dobova
37
Capítulos
491
Visualizações
9.0
Notas

Resumo

Atenção! História com conteúdo sexual. Nessa segunda fase da trama "Direito de Amar", seguimos a tragetória de Mirela Walsh, uma jovem mulher do século XVIX que ao se casar, sonhava em viver um conto de fadas. Mas com o passar do tempo ela teve de encarar a dura realidade. Adescobrir que seu casamento não havia passado de uma negociação e que na verdade o pano de seu pai era se ver livre dela. Agora, Mirela está diante de um dilema depois de descobrir as inúmeras traições de seu marido, se ela segue com ou, enfrenta uma sociedade autocrata e vive a vida sem ligar para o que pensam os demais.

romanceamor

1 Decepção

Foram dias de muito calor e carinho vividos por Mirela. Uma semana desde que conversara com o holandês Andries van der Meer, ela não teve mais notícias do investigador particular, mesmo assim ela ainda precisava conversar com o rapaz de cabelos encaracolados, mesmo que fosse para dispensar os seus serviços. Foi então que numa bela manhã, exatamente três dias depois que sua irmã fora viver em Carlow com o marido e a filha, que ela decidiu dar uma volta pelas ruas de Dublin. Coisa que não fazia há muito tempo. Ela pediu ao cocheiro que preparasse a carruagem, pois gostaria de dar uma volta. Lana se prontificou a tomar conta de Ester e dos garotos para que a mãe pudesse sair um pouco e assim aconteceu. Mirela trocou de rupa e saiu a andar pela cidade. As ruas pareciam estar mais formosas do que da última vez em que estivera ali, curiosamente ela jamais havia passeado com seu marido, o que a deixava intrigada, mesmo assim não se importou. Mirela colocou o rosto para fora através da janela da carruagem e fechou os olhos sentindo a brisa do vento tocar seu rosto, foi quando sentiu uma mão tocar sua face, fazendo-a se assustar de repente. Ao abrir os olhos, a loira percebeu um poste a sua frente e rapidamente colocou a cabeça de volta para dentro. Essa havia sido por pouco, a pancada poderia lhe acarretar diversos problemas. Curiosa por saber quem teria sido a alma bondosa a lhe advertir do perigo, Mirela novamente colocou a cabeça para fora, mas dessa vez com cautela e olhou para trás. Ela observou uma mulher vestida de modo estranho, ela estava trajando roupas masculinas, mas o chapéu que usava era feminino. A mulher possuía cabelos negros e fumava um cigarro e a mesma encarava Mirela de volta, a loira tão somente acenou com uma das mãos em sinal de agradecimento e a mulher assentiu inclinando levemente a cabeça.

— Para onde a senhora quer ir agora, senhora Smith? — perguntou o cocheiro que não havia percebido absolutamente nada do que aconteceu com sua atroa.

— Leve-me até o mercado, Thomas. Só vou comparar algumas verduras e em seguida retornaremos para casa. — respondeu um pouco nervosa. Ela pensava no que poderia lhe ter acontecido, caso tivesse batido com a cabeça naquele poste naquela velocidade. Mas aquela estranha mulher a salvou quando tocou seu rosto.

***

Sheila chegou ao porto um pouco atrasada. Connor e alguns donos de embarcações a aguardava ansiosamente para que lhes passasse a ordem de atracagem do dia e os Smith estavam esperando um carregamento de linho vindo da Índia chegar. Os homens a observaram e alguns arregalaram os olhos em ver uma mulher vestida em roupas masculinas, o que para a época era um escândalo, mas a morena não deu importância e seguiu seu caminho.

— Desculpem-me pelo atraso, senhores. Aconteceram alguns imprevistos, mas nada que possa atrapalhar nenhum de vocês. — falou imperiosamente sem dar chances de algum deles reclamar.

— Imprevistos acontecem, senhorita. Se não irá prejudicar nossos negócios, então não há problemas, não é mesmo?! — disse Connor defendendo a supervisora.

Os homens apenas resmungavam, muitos ali admiravam Sheila por sua determinação e obstinação, mas a maioria não dava o braço a torcer simplesmente por serem homens e acharem que aquele serviço competia somente ao sexo masculino. A ordem do dia foi passada e o navio de Connor chegou e atracou com segurança. Ele nem ao menos foi almoçar com a família deixando Mirela desconfiada.

***

Já por volta das quatro da tarde, Connor se preparava para voltar para casa quando Sheila entrou em seu pequeno escritório no Porto. O caçula da família Smith olhou para a mulher de cabelos negros dos pés à cabeça. Aqueles trajes masculinos faziam com que as curvas de seu corpo se tornassem mais visíveis, o que aguçou na hora os instintos do loiro.

— É um prazer receber sua visita logo no fim de meu expediente. — disse ele com olhar abrasivo.

— Eu notei que o senhor não tirou os olhos de mim desde o momento em que cheguei no porto, senhor Smith. — comentou Sheila se aproximando e sentando sobre a mesa em frente a Connor. — Desconfio que não foi somente as minhas roupas que lhe chamaram a atenção!

— De modo algum. Uma mulher como a senhorita, o que menos iremos notar são as roupas, com todo o respeito. — Ele respondeu inclinando-se para frente. — Mas voltando ao assunto. A que devo a honra de sua visita?

Sheila inclinou-se em direção a Connor e o beijou nos lábios. Em seguida ela o encarou como quem estivesse pedindo para ser tomada e o homem percebeu isso. Connor levantou-se de sua cadeira e caminhou lentamente para junto de Sheila, seu coração acelerava a cada passo e sentia suas partes íntimas enrijecerem à medida em que se aproximava da morena. Ela também sentia a mesma coisa, sentia suas partes íntimas se aquecerem enquanto encarava aquele belo homem vindo em sua direção, expressando no olhar um apetite voraz. Sem dizerem uma única palavra, os dois se entregaram a um ardente beijo fazendo ambos soltarem um gemido.

— Como eu estava querendo isso. — disse Connor enquanto beijava e passava a ponta da língua no pescoço de Sheila. — Quero entrar em você com tudo, como da primeira vez que ficamos juntos.

— Eu também quero isso, senhor Smith, quero o senhor pulsando dentro de mim e quero agora! — respondeu a mulher morena sentindo-se molhada com o toque de Connor.

***

Em sua casa, Mirela aguardava ansiosamente pelo marido, mas quem apareceu foi alguém por quem ela também esperava.

— Pensei que não fosse mais parecer, senhor Van der Mier. — perguntou descendo a escada.

O rapaz imediatamente levantou-se e retirou o chapéu em reverência. Com aqueles olhos grandes e azuis, ele encarava a loira, que por sua vez evitou olhar diretamente para o investigador, dado à sua beleza que chamava a atenção.

— Sim! Já-já era para eu ter vindo, mas fiquei sem tempo. A senhora espero que a senhora possa me perdoar pela demora. — respondeu se segurando para não parecer um bobo diante da loira.

— O senhor aceita uma bebida, ou, um chá? — ela perguntou sendo educada. O rapaz abriu um sorriso largo, tornando sua face iluminada. Mirela logo desviou o olhar. “O que está acontecendo comigo? Por que eu estou sentindo meu coração acelerado cada vez que olho para esse moço”? Pensou enquanto procurava disfarçar seu desconforto.

— Aceito o chá. Eu não bebo nada que seja forte e embebeda. — respondeu ele timidamente.

Mirela então pediu a uma das empregadas que providenciasse o chá enquanto ela conversava com Wander. A mulher o pediu que fosse breve, pois se seu marido chegasse, ela não teria uma desculpa que fosse capaz de convencê-lo do tanto que o mesmo era desconfiado.

— Não mais desconfiado que a senhora. — disse Van der Mier sem pensar. Mirela olhou feio para ele, mas deixou passar. — Sinto muito se fui inconveniente.

— Não foi ada. Mas me conte o que descobriu. — perguntou com imponência.

— Não muito. — Ele respondeu. — Mas sinto em dizer que seu marido a traiu bastante no passado. Eu demorei por conta também de ter que recolher informações em diversos locais.

Andries contou que em suas viagens, Connor sempre se encarrega de estar acompanhados por amantes e sempre mulheres diferentes. Inclusive que ele teria viajado para a Grécia um ano atrás e levado consigo uma mulher que trabalha no porto, por nome de Sheila Haders.