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4

Damien assentiu.

Ele estava de pé com os braços cruzados, a lareira atrás dele. Seus bíceps estavam tensos em um feixe de músculos, sua mandíbula apertada em um sorriso tímido que pretendia tranquilizar Matilde, mas não escondia um esforço para parecer menos... sombrio.

- Hum. -

Hum. Essa foi sua única resposta pelos próximos cinco minutos enquanto seus olhos iam de Dam para Altea. Barragem novamente e depois Altea. Depois Luís. Finalmente Damião.

- Você pode me mostrar? perguntou sério, como se acabasse de lhe pedir para provar que era um malabarista de circo. Audacioso.

Em resposta, os olhos de Damiano ficaram brancos e começaram a brilhar como neve ao sol. Os caninos apareceram entre os lábios por alguns segundos. Depois tudo voltou ao normal. Tudo menos o rosto de Matilda.

Estava estendida, assim como as mãos que seguravam o braço de Altea, ancorando-se nela como se fosse o único lugar seguro no momento que não permitiria que ela escapasse.

Mas ele também estava... maravilhado e... excitado. "Uau," ele sussurrou.

Ele olhou para Althea. - Você está noiva dele? -

As bochechas de Altea imediatamente ficaram vermelhas. Luigi desviou o olhar com modéstia e raiva, Damiano permaneceu imóvel.

Ela olhou.

Altea procurou alguma confirmação nele, ainda melhor se ele o atestasse. Mas limitou-se a dar-lhe um pequeno sorriso, mais íntimo do que o que dera a Matilde.

"É complicado", respondeu Altea.

Uma sombra passou pelos olhos de Dam.

De repente, até os olhos de Matilda escureceram.

- Ele é a razão pela qual você ficou assim? -

Ao tornar-se assim, ele queria dizer pálido, abatido, cansado.

Altea começou a contar-lhe toda a história, do início ao fim. Nos pontos mais sangrentos sua voz começou a tremer, mas Matilde não largou seu braço.

Ele a abraçou com força, ouvindo-a até o fim, ouvindo as intervenções de Damiano, sua história com Dante na Espanha, até aquele último mês em que Altea cedeu. Ele havia desmoronado.

Matilde ouvira tudo em silêncio, o rosto sério, as sobrancelhas levemente franzidas. Quando Altea lhe contou o que ela havia feito, o rosto de Matilda não traiu a menor emoção, maldita seja a inexpressividade que caracterizava Damiano, o que deixou Altea ainda mais nervosa, porque ela não conseguia decifrar o que estava dizendo. sentia por ela, agora que ela sabia de tudo.

Quem sabe por que Rosalina estava em cadeira de rodas.

Mas Matilde nunca largou o braço de Altea.

Nunca.

Mesmo nos minutos após a história, quando todos estavam em silêncio, ela continuou ao lado de sua amiga, que agora se tornara a âncora que impedia Altea de escapar.

Mas Altea estava pronta. Pronto para vê-la fugir, para se sentir insultado. Foi bom. Matilde tinha o direito de não querer mais nada com ela, muito menos com toda essa merda.

Quando Altea finalmente se moveu, ela quase pulou.

Ela sentiu os braços dele apertarem seus ombros e a cabeça de sua amiga descansando em seu ombro.

"Você é um tolo", ele sussurrou.

Nada pôde conter as lágrimas de Altea, que começaram a escorrer acompanhadas de soluços. Soluços violentos, que pareciam contidos até então. Soluços de medo, medo de perder a amiga, que também era sua família. Uma irmã.

Matilde a abraçou com força, aceitando suas lágrimas, suas emoções, e não a deixou até que o tremor em seu corpo se acalmou. Só então ele se afastou dela e sorriu tristemente para ela.

- Não somos amigos apenas quando fazemos bobagens na pousada ou quando confiamos no trabalho. Somos sempre amigos. No bem e no mal. -

"Eu estava com medo... eu estava com medo disso", Altea soluçou. - ... que você não queria ter nada a ver comigo... depois do que eu fiz para... para... -

- Você foi corajoso. Alta. Você fez isso para nos proteger. E você foi uma tola estúpida - ele a repreendeu. - Estarei sempre ao seu lado, Altea. Todo o tempo. Mesmo que você falhe, estarei ao seu lado para colocá-lo de volta no caminho certo. Eu nunca te deixaria, muito menos te julgaria. -

Os dois amigos sussurraram outras frases que Luigi não conseguiu ouvir, mas Damiano certamente não conseguiu escapar, apesar de fingir que não o alcançaram.

Quando Altea parou de chorar, Matilde a pegou por baixo do braço e virou-se para olhar Damiano.

- Não tenho nada a dizer sobre vocês dois. Não cabe a mim ou a qualquer outra pessoa opinar sobre um sentimento que não me diz respeito. Mas não entendi nada. Ele se virou para Luigi. - O que você tem a ver com tudo isso? -

Luigi ficou em silêncio o tempo todo. Seus olhos passaram de Matilde para Altea e Damiano, numa sucessão de emoções diferentes. Tensão, raiva, tristeza, ansiedade.

Agora que todos os olhos estavam sobre ele, aquela carranca que o havia distinguido naqueles dois dias parecia ter dado lugar a uma expressão benevolente, aquela com a qual Altea o conhecia. Talvez emocionado com o abraço que ela e Matilde trocaram, talvez surpreso com a reação de Matilde.

Todos ficaram surpresos.

Mas Altea deveria ter esperado isso. Matilde crescera numa família numerosa, trabalhava muito, sabia lidar com os irmãos que lhe falavam do trabalho, das pessoas que conheciam. Ela sempre foi inteligente, capaz, engenhosa.

Altea e Damiano ficaram em silêncio enquanto os dois se olhavam, esperando a decisão final de Luigi.

Ele suspirou e começou a desenhar pequenos círculos com o dedo indicador da mão esquerda sobre a mesa.

- Sou um caçador de criaturas mágicas. -

Essa frase despertou tanta surpresa e interesse em Matilde, que também ouviu atentamente a história de Luigi, desta vez indo sentar-se à sua frente, do outro lado da mesa.

Enquanto os dois conversavam e Luigi explicava o que estava fazendo e por que, uma mão grande e fria deslizou ao redor da cintura de Altea, agarrando seu lado e puxando-a para perto do corpo musculoso de Damiano.

Quando ela levantou os olhos e encontrou o olhar dele, parecia que ela poderia compartilhar um diálogo silencioso com ele que ninguém além deles podia ouvir.

Saiu bem.

Ela é uma garota forte.

Ele realmente te ama.

Seu corpo sólido pressionado contra o lado de Altea a fez estremecer, especialmente quando sua mão deslizou atrás dele e começou a desenhar círculos concêntricos na base de suas costas.

Ela se inclinou ainda mais contra o corpo dele, apreciando a sensação e pensando em como seria senti-lo deitado em cima dela. Um pensamento que a aqueceu por dentro, totalmente inapropriado dada a situação, mas Matilde e Luigi estavam tão absortos na conversa que não pareciam se importar.

"Você está muito bonita esta noite," ele sussurrou, inalando o cheiro de seu cabelo.

- Hum. Já houve dias melhores. -

- Você apenas tem que começar a comer novamente. -

- Sim. Lentamente. -

"Devagar", ele repetiu, dando um beijo na nuca dela.

A tensão entre seus corpos cresceu. Era como se os dois tivessem se libertado de um lastro, como se todas as tensões causadas pelo ocorrido e aquele encontro tivessem desaparecido, dando lugar a nada menos que eles.

Altea nunca quis tanto ficar a sós com ele.

Com extrema lentidão, sua mão deslizou ainda mais fundo, sobre as nádegas, que passou a acariciar com movimentos delicados e lentos, sem ser notado pelos convidados. Altea se contorceu, um pouco envergonhada, mas vendo que Luigi estava completamente extasiado com o entusiasmo de Matilde por um possível treinamento, ela tentou relaxar.

Mas a tensão na parte inferior do abdômen aumentou.

Ninguém nunca a havia tocado ali.

A verdade era que nunca houve um menino em seu país que a amasse o suficiente para fazê-la querer fazer algo com eles. Talvez, ela pensou, se ela crescesse na cidade, se ela fosse para uma escola onde houvesse mais de três turmas, então seria diferente. Ele já teria suas experiências, sairia mais à noite, usaria jeans. Mas aqui, neste canto remoto do mundo, tudo parecia desacelerar, e ela só estava realmente percebendo isso agora.

- Onde você quer que eu te toque? - ele sussurrou, tão baixo que ela também teve dificuldade em ouvir.

Ele não respondeu.

- Aqui? ele perguntou, abaixando a mão para a base de sua nádega.

Altea se contorceu um pouco, e não de aborrecimento.

Quando se deixou ir ainda mais em direção ao corpo de Damiano, tomou como um sim e perguntou: - Ou aqui? -

Sua mão deslizou ainda mais para baixo, em um espaço privado, íntimo e desconhecido que fez os pelos de seus braços se arrepiarem e suas costas arquearem um pouco.

Apesar do fato de que entre sua mão e aquele ponto íntimo estava o tecido da saia, Altea teve que se afastar um pouco para voltar a si, e tentar dissipar o constrangimento que estava sentindo.

Os dois trocaram um olhar de cumplicidade, cheio de promessas.

Altea lambeu os lábios.

Damiano apertou as mãos nos antebraços até os nós dos dedos ficarem brancos.

No final, Matilde ficou tão entusiasmada e determinada que conseguiu melhorar o humor de Luigi também. Eles conversaram por pelo menos meia hora sobre armas, brigas e assassinato. Matilde literalmente o perseguiu com perguntas, às quais Luigi respondeu de forma concisa, mas clara.

Amanhã, ela e Altea iriam pela primeira vez à casa de Luigi, para começar seu primeiro dia de aula.

Altea estava animada, mas também preocupada. A ideia de que Dante pudesse prejudicar qualquer um deles nunca a deixou. Mas um mês se passou desde aquele dia no porão, e se eu tivesse que esperar pelo seu retorno, eu teria esperado e treinado.

Pelo que ele ouviu, os caçadores usavam armas brancas e armas de fogo, além de treinar duro e incansavelmente para o combate corpo a corpo.

"Não se trata de lutas reais", explicou Luigi. - Um humano não pode lutar fisicamente com um vampiro ou lobisomem e esperar escapar impune. Sua força está além do limite de qualquer homem. Mas conhecer seus movimentos, entender como eles usam aquela força e aquela velocidade, insinuando-se naquela pequena margem de manobra entre um tiro e outro, pode salvar sua vida. -

- Então, você nunca teve uma luta corpo a corpo com ninguém? Matilda perguntou a ele.

- Mmh… Eu tive um casal. -

- E? - pressionado.

Em resposta, Luigi perguntou a Altea: - Você tem sal? -

Apesar da perplexidade, Altea passou um pouco de sal para Luigi. Ele havia tirado a camisa, exibindo seu físico esguio e musculoso, e pediu a Matilde que esfregasse um pouco suas costas. Precisamente na diagonal, do ombro esquerdo ao quadril direito.

Matilda, que estava excitada demais para ficar envergonhada, imediatamente pegou um punhado sem questionar e começou a esfregar suavemente nas costas de Luigi.

Como por mágica, sua pele começou a mudar gradualmente. Três estrias apareceram e ali mesmo, a pele estava brilhante e lisa. Quando, a pedido de Luigi, Matilde se livrou de todo o sal que havia grudado em sua pele, três grandes cicatrizes brancas brilharam nas costas de Luigi, como três pinceladas em uma tela branca.

Eram garras.

E eles eram grandes e aterrorizantes.

Altea se aproximou e roçou as bordas irregulares, dando arrepios em Luigi.

"E", respondeu o caçador, "é isso que tenho como lembrança." -

"Meu Deus," Altea sussurrou.

Luigi virou o rosto para ela e deu um sorriso torto. - Mas ele está morto. -

- E como você conseguiu não morrer depois de uma ferida dessas? Damiano lhe havia perguntado.

Então Luigi, virando-se para seu amigo inimigo, respondeu: - As bruxas. -

Ele não entrou em detalhes e ninguém lhe perguntou mais nada. Porém, voltando a vestir a camisa, acrescentou: - Os caçadores não buscam a glória. Não fazemos o que fazemos para nos sentir onipotentes, para rir de ter zombado da morte. Qualquer dia que enfrentarmos criaturas mágicas pode ser o último. Mas essa cicatriz", disse ele, apontando para as costas, "me deu tempo para conseguir o ângulo certo para enfiar uma lâmina de prata na garganta daquele filho da puta. -

- Porque você matou? Altea perguntou então. - O que ele fez? -

A expressão de Luigi era grave, pesada em seus olhos. - Ele era um torturador pedófilo. Se um lobo em sua matilha não tivesse nos contado, mesmo arriscando ser morto, ela provavelmente ainda faria mal. -

- Suas vítimas eram seres humanos ou criaturas mágicas? perguntou Matilde.

- Isso importa? Luigi respondeu secamente. - Os caçadores, os verdadeiros que fazem bem esse trabalho, não fazem distinção entre as vítimas. Apenas entre carrascos. Não tocamos em humanos. Não é nosso trabalho, não temos autoridade. Mas podemos cuidar das criaturas mágicas. Somos treinados para isso, fazemos o que outras pessoas não podem fazer, já que sua existência não é conhecida. -

Em meio a tudo isso, Damiano permaneceu calado, diplomático como sempre, sem se zangar, sem julgar, apenas ouvindo.

Deus, o que foi...

Uma vez a sós, Altea começou a arrumar um pouco a cozinha, sob o silêncio ensurdecedor e o olhar penetrante de Dam.

Mesmo de costas para ele, ela podia sentir o olhar dele deslizar sobre ela, do pescoço aos ombros, das costas às nádegas.

Aquele silêncio, cheio de mil sensações, parecia sufocá-la, fazê-la suar.

Ela queria ficar sozinha com ele o tempo todo que eles estiveram nesta casa naquela noite, e ainda agora... ela não sabia o que fazer. Ela continuava encontrando coisas para fazer, panelas para lavar, guardanapos para dobrar.

Ele andou de um lado para o outro atrás dela e olhou para ela como um rato encurralado. Por um momento, parecia que a sombra de um sorriso divertido havia marcado seu rosto, mas ela desviou o olhar rápido demais para ter certeza.

Ele não sabia quanto tempo havia se passado, mas no final não havia mais nada a fazer. Você pode limpar as juntas entre os azulejos, talvez com uma escova de dentes velha. Isso levaria seu tempo. Mas quando ela se virou, ele estava lá, a centímetros dela, silencioso como um fantasma.

- Você está me evitando. -

não foi uma pergunta.

Altea teria gostado de torcer as mãos uma dentro da outra, mas o espaço entre elas era muito pequeno e se ela as levantasse teriam tocado seu abdômen, ou qualquer outra coisa.

Ela não conseguiu conter um sorriso envergonhado e se forçou a olhar em seus olhos, tão profundos quanto os oceanos mais profundos.

- É que... estou um pouco tenso. -

Ele pegou uma mecha do cabelo dela e colocou atrás da orelha.

- Você está no controle. -

- Eu? perguntou Althea.

Ele sorriu para ela, continuando a brincar com seu cabelo.

- Eu não vou fazer nada que você não queira. Eu não farei nada que você não me peça para fazer - ele sussurrou, sua voz fluindo como óleo quente sobre sua pele.

Seu perfume era inebriante, seu peito imóvel diante dela, pedindo-lhe que descansasse o rosto nele, passasse as mãos sobre ele, sentindo os pelos macios, os músculos duros.

- Então... você está esperando que eu te pergunte uma coisa? -

- Ou para me fazer entender. -

- Hum. -

Ela queria. Ela queria que ele a tocasse, mas ela era muito tímida para perguntar. Além disso, ela nem sabia como e onde queria ser tocada.

- Eu não sei o que eu poderia gostar. Ninguém nunca me tocou antes - ele admitiu, sem pouca vergonha.

Com um dedo sob seu queixo, ele levantou seu rosto. Quando seus olhos se encontraram, o mundo ao seu redor pareceu desaparecer, deixando-os flutuando em um mar de escuridão, intoxicados pelo desejo.

Com os lábios no ouvido dela, ele sussurrou: - Posso te tocar onde você quiser. Ele desceu o comprimento de seu pescoço, tocando-o suavemente. - Posso tocá-lo com qualquer parte do meu corpo. -

O peso na parte inferior do abdome tornou-se cada vez mais opressivo, o estômago parecia se contrair, os dedos dos pés estavam cerrados.

Ele deu um beijo em sua clavícula. - Pergunte-me, Althea. -

Suas mãos começaram a percorrer suas coxas, seu corpo agora pressionado contra o dela, seus lábios repousando sobre os dela, macios, úmidos.

A mão que levantava sua saia parou quando ela agarrou seu antebraço. Ela tinha que continuar movendo a mão, puxando-o mais alto, para fazê-lo entender que ela não queria detê-lo, mas precisava senti-lo, entrar neste lugar com ele, seguir seus movimentos. Ancorar-se em algo enquanto o desejo o consumia. Então ele começou a se mover novamente, deslizando a mão sob a saia dela, subindo pela coxa, até as nádegas.

Altea fechou os olhos enquanto mordia o lábio sem machucá-la, mas beliscando-a o suficiente para fazê-la ofegar.

De prazer.

- Diga-me onde você quer que eu te toque, Altea. Aqui? ele perguntou, sentindo sua bunda.

Ela balançou a cabeça.

- Aqui? -

Sua mão passou para frente, sobre seu abdômen.

Ela balançou a cabeça.

Então ele deslizou dentro de sua calcinha, subindo a montanha de Vênus e descendo até um ponto desconhecido, novo e vibrante.

- Aqui? -

Mas ela não conseguia falar. Ela ficou na ponta dos pés, esticada como uma corda de violino enquanto um calor estranho a aqueceu entre suas pernas, como uma chama ficando maior e mais brilhante.

Quando Dam retirou a mão, Altea apertou seu antebraço em protesto, segurando-o.

Damiano então a beijou apaixonadamente, pressionando-a contra ele. Suas línguas começaram a dançar, a lutar entre si. Seus dentes lutavam contra quem conseguia morder seus lábios, suas mãos moviam-se como as de um artesão de cerâmica.

Quando se separaram, Altea estava sem fôlego. Ela olhou em volta, surpresa. Ele não se lembrava de quando chegaram ao quarto. Então seus olhos voltaram para os dele.

Ele olhou para ela de uma certa maneira. Ninguém nunca tinha olhado para ela daquele jeito.

Seu cabelo estava macio sob as mãos de Altea e por um momento ele fechou os olhos, como se estivesse intoxicado pelo toque.

"Agora vou tirar sua camisa", declarou.

E embora não fosse uma pergunta, Altea assentiu, porque sabia que não levantaria um dedo até que confirmasse.

Ela o tirou de dentro da saia e começou a desabotoá-lo. Lentamente, sem tirar os olhos do rosto.

- Agora a camisa. -

Althea concordou.

Ele estendeu a mão e a arrancou dela, deixando-a cair no chão.

- O sutiã. -

Ele assentiu novamente.

Ela nunca se sentiu tão vulnerável. Era a primeira vez que um homem via seu peito grande.

Damiano olhou para ela como se fosse uma obra de arte e quando começou a acariciá-la com movimentos lentos e circulares, os olhos de Altea se estreitaram.

Ao seu redor só ouvia a respiração de Altea e o crepitar dos últimos troncos deixados na lareira.

Quando a mão de Damiano baixou até o umbigo, Altea abriu os olhos novamente.

- Agora vou tirar sua saia. -

Altea assentiu e sua saia caiu no chão junto com os outros vestidos.

Damiano, que se ajoelhara para retirá-la, permaneceu nessa posição, com as mãos nos quadris e começou a beijar suavemente seu abdômen, acompanhando a beirada de sua calcinha, apertando suas nádegas.

Quando ele perguntou sobre sua calcinha, Altea só pôde assentir novamente, e esses foram os últimos itens a se juntarem aos que estavam no chão. Damiano se levantou.

- Onde você quer que eu te toque, Altea? -

"Eu..." sua voz falhou. - Não sei. Onde você quer. Em todas as partes. -

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