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capitulo 5 . O jantar Real.

O domingo chegou de forma lenta. A tensão na casa de Kevin não havia desaparecido. Seu pai, embora ainda preocupado, havia se acalmado um pouco, mas a concessão de sair continuava firme. Kevin, por outro lado, ainda estava magoado e frustrado. Passara a maior parte do tempo no pequeno quarto, remoendo a incredulidade de seus pais. Ele sabia que estava dizendo a verdade, mas parecia que nada poderia convencê-los.

Quando a família se reunia para o almoço, o clima era pesado. A mesa humilde estava posta, com pratos simples e pouca conversa. Ellen, tentando aliviar o ambiente, tentou puxar o assunto, mas Thomas estava distante, ainda irritado com o comportamento recente de Kevin.

Então, de repente, uma batida firme na porta ecológica ou pela pequena casa.

Ellen olhou para Thomas, surpresa, e Kevin jogou a cabeça rapidamente, intrigado. Raramente recebi visitas, especialmente em um domingo. Thomas se expressou com uma expressão desconfiada e caminhou até a porta. Quando ele se abriu, seus olhos se arregalaram, a boca entreaberta de choque.

Ali, em pé diante da casa humilde, era um homem alto e imponente, vestido com uma farda escarlate de uma guarda real. O chapéu de pele de urso descansava sob o braço, revelando o rosto severo e respeitável do guarda. Ele olhou para Thomas com uma expressão séria, mas cortês.

— Senhor Thomas, sou o Sargento Williams, da Guarda Real — disse o homem, com uma voz grave que preencheu a pequena sala de estar. — Tenho uma mensagem importante da parte de Sua Majestade, a Rainha Elizabeth.

Ellen, que ainda estava na mesa, cobriu a boca com a mão, completamente atônita. Kevin, do outro lado da sala, não acreditou no que via. O que ele havia contado era verdade, e ali estava a prova viva, um verdadeiro guardado real em sua porta.

Thomas, confuso e nervoso, deu um passo para trás, permitindo que o guarda entrasse. O Sargento Williams entrou na casa com passos firmes e entregou uma carta selada diretamente nas mãos de Thomas. O selo real, em cera vermelha, brilhava intensamente sob a luz do pequeno cômodo.

— O que... o que é isso? — Thomas gaguejou, ainda tentando compreender a situação.

— Esta é uma carta escrita pela própria rainha, convidando o senhor, sua esposa e seu filho Kevin para um jantar no palácio. Sua Majestade deseja conversar pessoalmente com vocês sobre os eventos recentes e sobre o futuro de Kevin. — O guarda falou com calma, mas cada palavra parecia carregar um peso enorme.

Thomas ficou confuso, olhando incrédulo para a carta em suas mãos. Ellen se declarou, suas mãos tremem de nervosismo. Kevin, por sua vez, sentiu uma onda de emoção subir pelo peito. Ele estava certo. Tudo o que dissera era verdade, e agora seus pais finalmente entenderiam.

Ellen, quase sem ar, olhou para o marido e depois para o guarda.

— Mas... mas por quê? — Ela disse, sua voz ainda cheia de incredulidade. — O que a rainha quer conosco? Somos pessoas simples, pobres... o que ela quer de nós? Vamos ficar presos?

O guarda manteve a compostura, mas seu rosto suavizou um pouco diante da preocupação evidente de Ellen.

— Não, senhora. Sua Majestade deseja apenas expressar seus agradecimentos e comentarista sobre a futura promessa de Kevin. Ele mostrou grande coragem e potencial para salvar um dos nossos guardas e, ao fazer isso, salvou também a princesa Sofia. A rainha acredita que o menino tem um grande destino pela frente, e deseja apoiá-lo nessa jornada.

As palavras do guarda real ecoaram pela sala. Thomas finalmente abriu a carta com dedos trêmulos, e ao ler as palavras da própria rainha, seu rosto resistido foi se desfazendo. Ele olhou para Kevin, ainda incrédulo.

— Isso... isso é real? — Ele murmurou, mais para si mesmo do que para os outros.

Kevin, com o peito inflado de orgulho e emoção, deu um passo à frente. — Eu disse, pai. Eu disse que estava falando a verdade. O príncipe Richard me prometeu que eu poderia estudar para ser guarda real, como o vovô. A rainha quer nos encontrar para falar sobre isso.

Ellen se moveu de Kevin, ajoelhando-se diante dele e segurando suas mãos. — Meu Deus... Kevin... você salvou a vida da princesa? — Ela falou, lágrimas de emoção começando a se formar nos olhos.

Kevin assentiu, sentindo o calor do amor e do orgulho de sua mãe pela primeira vez em dias. — Eu só fiz o que eu descobri que era certo, mãe.

Thomas olhou para o filho, ainda incrédulo, mas agora com um brilho de admiração nos olhos. Ele nunca pensou que seu filho, aquele garoto sonhador, pudesse ter um destino tão grandioso. Mas ali estava a prova, na carta em suas mãos e na presença na imponente da guarda real em sua casa.

— Nós... vamos ao palácio então — disse Thomas, ainda com a voz baixa, mas finalmente aceitando a verdade. — Parece que o seu sonho está mais perto do que pensávamos, Kevin.

O guarda real fez um leve aceno com a cabeça. — Um carro virá buscá-los no dia marcado. Estarão nas mãos da realidade a partir de então.

Kevin não podia acreditar. O destino parecia ter dado uma reviravolta impressionante. Seu sonho de se tornar um guarda real estava se concretizando, e agora, mais do que nunca, ele sabia que tudo aquilo era possível. Não só pelo apoio da rainha, mas pela força de vontade que ele carregava consigo, e, de alguma forma, pela conexão especial que havia nascido entre ele e Sofia.

Com o jantar no palácio se aproximando, Kevin sabia que a vida de sua família estava prestes a mudar para sempre.

O salão do palácio brilhava com o reflexo dos grandes lustres de cristal. O ambiente, decorado com o esplendor típico da realidade britânica, emanava uma aura de tradição e respeito. Para Kevin e sua família, a grandiosidade era quase esmagadora. A pequena mesa de jantar estava posta com talheres de prata, taças delicadas e flores exóticas. Era um momento especial, marcado pelo convite da Rainha Elizabeth, que desejava conhecer pessoalmente o menino que salvou sua neta e homenageasse seu avô, o Tenente Albert.

Kevin vestia uma roupa formal, sentindo-se um pouco desconfortável, mas orgulhoso de estar ali. Ele sabia que esse momento não era só sobre ele, mas sobre a honra que seu avô havia conquistado com seu serviço à Guarda Real. Ao lado dele, Sofia, a princesa que ele havia salvo, sorriu de forma amigável. Já seu pai, Thomas, mantinha uma postura rígida e desconfiada. Ele estava claramente incomodado, seu orgulho ferido pela proximidade com a família real — algo que ele nunca quis para sua vida ou para seu filho.

Enquanto Kevin e sua mãe olhavam ao redor com admiração, Thomas permanece com os braços cruzados, olhando de soslaio para a realeza. Para ele, aquilo tudo era um teatro exagerado. Ele tinha suas razões para desconfiar da família real. O relacionamento dele com seu próprio pai, o Tenente Albert, havia sido marcado por brigas, discussões e, principalmente, desentendimentos sobre o papel de Albert como guarda real. Thomas nunca aceitou ajuda de seu pai. Ele era orgulhoso e sabia como foi difícil ver sua mãe e sua irmã sofrendo nas mãos dele. Quando percebeu que seu filho queria tanto se tornar um guarda real ele ficou preocupado. Mas não poderia proibir essa ligação e admiração tão forte que Kevin tinha com seu avô e os guardas reais.

Quando a Rainha Elizabeth entrou no salão, acompanhada pelo Rei Filipe, seus filhos e netos, o ambiente ficou ainda mais imponente. Todos se levantaram com respeito, inclusive Thomas, embora com relutância.

— Boa noite, senhor Thomas, senhora Ellen, e você, Kevin — começou a rainha, com uma voz gentil, porém forte. — Estamos profundamente gratos pelo que aconteceu naquele dia, Kevin. Sua coragem salvou não apenas um guarda, mas também nossa querida Sofia. Hoje, estamos aqui para expressar nossos agradecimentos pessoalmente.

Kevin olhou para seus pais, nervoso, mas com o peito cheio de orgulho. O Rei Filipe, que estava ao lado da rainha, contínuo:

— Seu avô, o Tenente Albert, foi um homem admirável, Kevin. Ele serviu a coroa com honra e coragem, e seu ato de bravura não será esquecido. A história da Guarda Real está marcada por homens como ele, e hoje queremos prestar uma homenagem não apenas a você, mas a ele também.

Ao ouvir o nome do pai ser indicado, Thomas respirou fundo, sua postura se enrijecendo ainda mais. Ele não tinha uma boa relação com Albert, a ideia de que a realidade estava agora honrando um homem com quem ele havia brigado durante anos lhe parecia quase irônico. Ele não poderia evitar o ressentimento que crescia em seu peito.

— Senhor, com todo o respeito — disse Thomas, olhando diretamente para o Rei e a Rainha, suas palavras cheias de um orgulho ferido —, eu nunca quis nada disso para meu filho. Ser guarda real é uma vida difícil, e eu e meu pai... nós não dávamos bem. Ele estava sempre ocupado com o serviço, e isso causou problemas em nossa família. O que decidi não ficar perto dele, e nem aceitar seu dinheiro, ele queria me ajudar e dar uma vida digna para Kevin, mas eu nunca permiti.

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