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Capítulo 2 - Entre os Muros do Palácio

As paredes do palácio Rashid eram tão opulentas quanto impenetráveis.

Lorena agora prisioneira desse luxuoso cativeiro, tentava se adaptar a sua nova realidade. Cada passo seu ecoava pelos corredores de mármores, lembrando constantemente de sua posição. As outras mulheres que serviam ao sheik a olhavam com curiosidade e desprezo, murmurando entre si sobre a nova estrangeira.

Lorena, com seus olhos verdes brilhantes, era um contraste marcante contra o cenário de intriga e poder. Seu coração batia descompassado enquanto ela tentava encontrar um resquício de força. Sua inocência e pureza, mantidas intactas ao longo da sua vida nos Estados unidos, tornavam essa nova vida ainda mais avassaladora. Ela era virgem algo que Rashid desconhecia e, erroneamente, acreditava que ela fosse impura por sua origem ocidental.

Enquanto Lorena lutava com seus próprios medos, Rashid estava envolvido em uma outra situação no outro lado do palácio. Zara, sua concubina, estava com ele. Ela se vestia a caráter, com as vestes tradicionais árabes que cobriam seu corpo de maneira elegante, deixando apenas seus olhos à mostra. Rashid sempre sentiu uma atração intensa por Zara; ela entendia seu mundo e suas necessidades. As duas outras concubinas, ambas mulheres locais, cumpriam suas funções, mas Zara sempre teve um lugar especial.

Naquela tarde Zara estava nos aposentos de Rashid, a atimosfera estava carregada de desejo. Rashid com seus olhos castanho- escuros fixo em Zara, sentia a famíliar atração que sempre os unia. Ele se aproximou dela, suas mãos firmes encontrando o caminho por de baixo das vestes. Os dois se entregaram a uma paixão ardente seus corpos movendo- se em um ritmo que falava de anos de entendimento e desejo compartilhado. A cena era uma dança de poder e submissão, com Rashid sempre no controle.

Depois da intensa sessão com Zara, Rashid sentiu uma inquietação que não conseguia explicar. Seus pensamentos voltavam constantemente para sua nova prisioneira. Lorena era diferente. Sua presença embora desprezada, havia deixado uma impressão nele. Era sua diferença, sua inocência gritante, que chamava a atenção de Rashid, mesmo que ele não admitisse.

Descidido a impor ainda mais a sua autoridade, Rashid ordenou que trouxessem Lorena até sua presença. Ela entrou na sala hesitante seus olhos verdes arregalados de medo e determinação. Vestia- se com as roupas simples que trouxera dos Estados Unidos, um contraste gritante com a opulência ao seu redor. Rashid a olhou com desdém, mas não pode deixar de olhar a maneira como ela cruzou as pernas ao sentar-se. A visão de suas pernas expostas, embora discretas, mexeu com ele de uma forma inesperada.

"Você deve aprender a se vestir adequadamente," Rashid começou, a sua voz fria e autoritária. "Aqui, você seguirá nossas tradições," "você é uma impura e seu modo de se vestir reflete isso."

Lorena, com lágrimas começando a se formar em seus olhos, tentou falar, mas sua voz falhou. Finalmente, com um esforço visível, ela sussurrou: por favor, deixe- me voltar para casa. Eu... eu não pertenço a este lugar".

Rashid ignorou suas súplicas, sua expressão implacável. " você pertence a mim agora. Aqui, suas vontades não tem valor"

As lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Lorena. Sua inocência e desespero eram palpáveis, e por um momento, algo dentro se Rashid quase cedeu. Quase. Mas ele se manteve firme, determinado a não mostrar qualquer sinal de fraqueza.

"Você aprenderá a obedecer", ele continuou, aproximando-se dela. "E a primeira lição é que você deve se vestir de acordo com nossas tradições. Amanhã, você receberá roupas adequadas. Agora, saia da minha vista".

Lorena levantou-se, suas pernas trêmulas, e deixou a sala, o som de seus soluços ecoando nos corredores silenciosos. Rashid observou-a sair, sentindo uma mistura de frustração e algo que ele não queria admitir- uma atração incontrolável por aquela mulher diferente, que havia se infiltrado em seus pensamentos.

Naquela noite, enquanto Rashid se deitava, seus pensamentos estavam em tumulto.

Ele sabia que Lorena representava um desafia diferente de tudo que já enfrentara. Sua pureza e inocência era uma afronta a seu controle e poder. Mas, ao mesmo tempo, ele não podia negar que algo nela o atraía irresistivelmente.

Lorena, em seus aposentos, chorava silenciosamente, sentindo-se mais perdida do que nunca. Mas mesmo em sua tristeza, uma centelha de determinação começou a crescer. Ela sabia que precisava encontrar uma maneira de sobreviver e, talvez, de escapar daquele cativeiro. E enquanto o deserto árabe sussurrava seu segredos antigos, duas Almas tão diferentes estavam prestes a se envolver em uma batalha de vontades que mudaria suas vidas para sempre.

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