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5

Emília

Certo, um jardim com flores mortas, portões cheios de poeira, luzes totalmente apagadas, isso indica que ninguém cuida de nada aqui, sendo assim, existe a possibilidade de não ter ninguém morando aqui. Continuo andando e orando em pensamento, por favor Deus, me proteja. Olho em volta e tudo parece estar calmo e silencioso, olho para cima e me deparo com a enorme casa escura e velha, mas que tem sua beleza, é bem bonita e eu gostei dela. Com o medo habitando em cada celular do meu corpo, eu me agacho perto de um arbusto e espero até que dê a hora.

Nesse momento eu preciso pensar no que farei quando voltar, certamente nunca mais irei querer olhar para Jéssica, em seguida irei confrontar os meus pais e mandá-los para a cadeia, é isso que pessoas que vendem crianças inocentes merecem. Ainda não sei como farei isso, mas farei. Está ficando cada vez mais frio, pego meu celular e abaixo o brilho da tela, são exatamente 01:46 da madrugada, é sair daqui e correr para o trabalho, já que abre as quatro. De repente sinto uma picada no meu pescoço e perco todos os meus sentidos.

Joseph

Tenho meus olhos atentos a tudo, posso não ser onipresente, mas sinto o cheiro de invasão ao longe, fui acostumado assim quando tínhamos que correr no meio das invasões à gangue do meu pai. Sou bem treinado para tudo, quando alguém cochicha o meu nome eu posso saber, algo dentro de mim me faz saber. Eu estava preparando minhas armas no porão da minha casa, caminhado com passos de nuvem, enxergando com a minha visão especial, até que ouvi um barulho, existia alguém que estava tentando entrar na minha casa, perguntava-me quem ousaria.

Ainda andando lentamente, nunca tive pressa em capturar alguém, caminhei até a pessoa corajosa que entrou em minha residência, como já dito antes por mim, eu prometi que nunca mataria um inocente, entretanto foi acordado por mim mesmo, que ninguém chegasse nas proximidades da minha casa, se o infeliz for inocente, o que poderei eu fazer? Quebrar minhas próprias regras? Trair a mim mesmo? Nunca. 

Fico tenso no instante em que vejo quem é, e  reconheço rapidamente o ângulo perfeito da cabeça e o rosto gracioso. Então essa é a filha de Emílio, uma jovem linda e trapaceira, que entra na casa das pessoas sem ser convidada. Aplico sem ao menos que ela sinta, um anestésico em seu lindo pescoço de pele clara.

Pego-a em meus braços e a levo para meu porão, paro por um segundo e analiso: é tão bonita, não merece deitar encima de sangue podre, mudo de idéia então, levando-a para um dos quartos da minha imensa casa.

Meu anestésico não dura muito, gosto de sentir um pouco de terror e pânico por parte das minhas queridas vítimas. Fico sentado em uma poltrona cantarolando enquanto observo-a quieta e serena, a luz da lua que entra pela janela revela uma beleza peculiar e única. Após alguns minutos ela então abre os olhos, está muito assustada e eu consigo ouvir seu coração pular dentro de seu pequeno peito. Caminho até ela com um sorriso largo no rosto e posso notar que ela reconheceu-me.

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