Biblioteca
Português

A Favorita do CEO Mafioso

22.0K · Em serialização
Larissa Dobova
12
Capítulos
16
Visualizações
9.0
Notas

Resumo

Para sociedade ele é um Empresário respeitado, mas para o submundo, o pior e mais temido mafioso da Itália. Mas ao conhecer uma jovem e inocente mulher, Paolo sente seu coração dividido, tendo de escolher entre o poder e o amor. Será ele capaz?

romancemafiaCEOalfa

Capítulo 1

Meu nome é Brandon Hawks e já posso ir logo dizendo que não sou uma pessoa muito fácil de lidar, mas que culpa eu tenho disso? Enquanto estou assistindo os executivos da minha empresa falarem um ando de baboseiras, eu pego a me lembrar de como me tornei um CEO nada convencional. De um garoto pobre de um orfanato a simplesmente o homem influente de Atlanta.

Hoje eu posso dizer que dei a volta por cima, não por causa do inútil do meu pai, pois foi por causa dele que eu vivi todo o inferno que chamo de infância. Mas depois que eu fui trazido para assumir o seu império, descobri que na verdade eu me tornaria o CEO de uma grande empresa de que domina todo vasto negócio relacionado à construção civil. Pelo menos era isso que eu pensava. Mas vamos deixar esse assunto para mais adiante.

Tenho uma mãe que sempre foi uma desligada da vida, ela, pode-se dizer, tirou a sorte grande por ter engravidado do meu pai. O problema foi quando a mulher dele descobriu e por causa disso, minha mãe quase foi assassinada por aquela maluca e eu tive de ser mandado para um orfanato e ser judiado lá.

Só que em um desenrolar do destino, coisa que se pode chamar de milagre, minha odiosa madrasta acabou sofrendo um grave acidente que a deixou completamente paralisada e com isso, o velho safado do meu aproveitou para ir atrás da minha mãe e se casou com ela, só que anos depois ele faleceu e como eu era seu único filho, herdei tudo o que era dele... tudo mesmo.

Enquanto o meu CFO vai apresentando os ganhos astronômicos da empresa, eu vou para longe com os meus pensamentos. A verdade é que além da Germany Corporation, meu ai também me deixou outras coisas e essas eu não posso declarar perante à sociedade. O problema é que esses negócios na verdade, tratam-se de uma grande rede de distribuição de entorpecentes que cobre toda a América do Norte. É quando sou trazido de volta à realidade pelo meu secretário.

— Perdão, senhor Hawks, mas a reunião! — ele diz, mantendo a cabeça baixa.

— Ah, sim! — digo, sem demonstrar minha falta de interesse. — O que dizia?

O homem me encara feito um poste.

— O que aconteceu? — pergunto, levantando-me e vou até a mesa de bebidas. Ponho uma dose no copo e bebo a metade.

Estou aéreo, mas meus homens já estão acostumados. Eu assumi o império do meu pai com apenas vinte anos e agora que tenho vinte e cinco, já sou respeitado por todos os que serviam ao velho Hawks.

— É aquele velho problema. Dessa vez ele ameaçou nos entregar para o cartel de Nova York, pois alegou que eles prometeram o dobro que nós oferecemos. — disse Steve, um dos maiorais no meu estado maior.

— Ambicioso desgraçado. Isso significa que não tem mais o que negociar — respondo, e trato de fechar a persiana. — O cartel de Nova York está envolvido com os chineses e isso pode ser um risco pra gente. Eu quero esse problema resolvido o quanto antes, Steve. E que não sobre absolutamente ninguém!

— Sim senhor! — Steve respondeu.

— Ah, mas diga a ele que levem as crianças para o CATO. Elas não têm culpa pelos pais irresponsáveis.

— Pode deixar!

Se tem uma coisa que eu jamais faria era matar crianças. Eu fui criança também e sei que todas têm sonhos e desejam a realização dos mesmos, mas infelizmente o pai delas me traiu e isso eu também não posso perdoar. Assim que Steve deixa a minha sala eu sinto a minha cabeça dando mil voltas, não posso mais ficar nesta empresa, preciso dar um jeito de descontrair um pouco e nada melhor do que uma bela mulher para isso.

— Será que a gente pode se encontrar no lugar de sempre? — pergunto para uma amiga íntima chamada Jane.

— “Você sabe que eu estou sempre pronta pra você, benzinho!” — ela prontamente responde.

Não demorou muito e eu cheguei ao motel onde nosso encontro foi marcado e lá estava o carro da Jane. Logo um sorriso animador surgiu em meu rosto, não gosto de me entediar, mas quando isso acontece, eu procuro sanar esse tédio com uma bela... tanto faz como ela seja, desde que seja boa no que faz, pra mim está mais do que bom.

O sexo com Anastasia foi bastante prazeroso, mas mesmo assim um nome não parava de gritar na minha cabeça: “Kane”! Foi como se minhas tensões nunca tivessem sido aliviadas, eu tinha que continuar, mas naquele dia não seria mais possível, tinha de esperar até a noite para saber como as coisas haviam se desenrolado. O pior era que naquele mesmo dia eu ainda tinha um encontro com o prefeito da cidade, aquele velho corrupto desgraçado

Certo que comando uma das maiores máfias da América, mas ninguém precisa saber disso, para a sociedade, eu herdei uma rica construtora de imóveis e a mesma presta serviços para o governo. Saio do motel e sigo direto para o aeroporto. Entro no meu helicóptero e apenas aceno com a cabeça para o piloto. Droga, estou tenso por causa do Kane, tomara que Steve resolva logo essa situação, pois recursos para isso não lhe faltam.

Poucos minutos depois e meu helicóptero aterrissa no heliponto da prefeitura, pois a reunião será no salão de festas do local. Me apresento aos guardas e entrego o meu terno para uma assistente, ela me olha de cima abaixo, sei o que essa dona está pretendendo. Abro um sorriso e sigo meu caminho.

— Seja bem-vindo, senhor Hawks! — uma garçonete me abordou. — Precisa de alguma coisa?

— Só que me leve até o prefeito!

Que voz! Nossa, agora foi que meu nervoso mesmo. Não sei porque, mas sempre que eu fico tenso, me dá um tesão tremendo. Disfarço como posso, tem muita coisa rolando na minha cabeça e eu não posso me dar ao luxo de ficar excitado, não aqui. Por mesmo é que procuro logo sair de perto dessa moça e sigo até onde o velho gordo está, cercado por bajuladores e prostitutas disfarçadas de damas da sociedade. Como são patéticos. Francamente eu não sei como o meu pai aguentava tudo isso!

— Ah, se é o nosso garoto prodígio? — o prefeito comenta, ao me enxergar. — Junte-se a nós, Brandon!

— Vou sim, afinal, foi para isso que eu vim, senhor Thompson!

Nesse momento o meu celular toca, dou um sorriso disfarçado e olho ligeiramente a tela do celular. Trata-se do Steve. Será que ele conseguiu?

— “Você pode falar agora?”

— Claro, só deixa eu me afastar um pouco — digo, pedindo licença. — Diga!

— “Você e essa sua mania de ficar se metendo em confusão sempre que fica tenso.” — ele sorriu. — “Mas pode ficar tranquilo agora, fizemos o serviço e o safado do Kane nunca mais irá nos atormentar outra vez!”

— E quanto às crianças? Au! — bem na hora, uma mulher pisa no meu pé com um salto que parecia pesar toneladas.

— “Tudo conforme você orientou. É um menino e uma menina e ambos já estão sendo encaminhados para o CATO!”

— Um casal? Que maravilha. Devo chegar em casa por volta da meia noite, enquanto isso, vou continuar me deliciando com essa festa maravilhosa... — comentei revirando os olhos — mais tarde a gente volta a se falar.

— “Tudo bem, divirta-se!”

Sem mais o que fazer, o jeito foi eu me embrenhar naquela festa horrível, mas nem me dava conta de que o pior ainda estava por vir. Pelo menos com uma coisa eu estava despreocupado, os filhos do Kane estavam seguros e eu cuidaria pessoalmente para que não lhes faltasse absolutamente nada. Se existe uma fraqueza em mim, essa se limita a maus tratos a crianças.

***

Pouco depois da meia noite eu já estava pronto para retornar ao conforto do meu lar. Eu nunca havia participado de algo tão inútil quanto aquela festa, mas pelo menos eu poderia continuar com meus negócios obscuros sem medo de errar, ou ser descoberto pelos federas. Também dei um jeito de me livrar da dona que me perseguiu durante toda a festa, não estava afim de me divertir sexualmente, não naquela noite. Depois de me despedir do mandatário da cidade, fui para o meu carro.

— Quero você no meu gabinete, na segunda! — disse ele, com aquele sorriso falsificado.

— Pode deixar que eu estarei lá!

Por mais que eu achasse aquele velho pífio, eu precisava que ele entregasse a licitação para a construção de uma nova praça da cidade, ara a minha empresa. Seriam alguns milhões a mais para o patrimônio que já não é tão pequeno.

Entro no meu helicóptero e peço ao piloto que vá direto para a minha mansão, ele assente e decola. É quando entra uma ligação e eu atendo pelo headset...

— Isso é piada, não é, Gordon? — pergunto ao meu mordomo, que está mais para uma babá.

— Não, menino Brandon. A senhorita McKenzie nesse exato momento está cegando em Atlanta e trazendo consigo uma leva de criados e criadas.

— Era só que me faltava. Mas tudo bem, — procuro levar na normalidade — em breve ela vai ficar naquela casa pelo resto da vida mesmo. Melhor eu me acostumar desde já! — respondo e suspiro logo em seguida.