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Vendida Ao Demônio

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Bea Oliveira
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Resumo

Traumas, medos, inseguranças... Dezessete anos vivendo uma vida de sofrimento, com um pingo de esperança da dor um dia se tornar apenas uma lembrança ruim. Mas Rafaella Oliveira vê todas as suas esperanças se esvaindo quando é vendido pelo próprio pai para o maior traficante brasileiro. Sua vida da uma revira volta do nada, de uma hora para a outra sua vida muda do nada, a deixando completamente confusa... Na visão de alguns ela não passa de uma garotinha assustada e inocente, mas ninguém nem imagina tudo que essa garota já enfrentou na vida. Terror Vasconcelos, um homem considerado por muitos o diabo na terra, vê graça em matar, sempre matem a pose de durão mas na verdade não passa de um homem cheio de traumas, um garotinho assustado com o mundo, já se permitiu amar uma única vez, depois disso vê mulheres apenas como um objeto de diversão, tem como missão proteger sua irmã mais nova e cuidar do complexo da Rocinha, que lhe foi deixado de herança por seu pai, que foi morto num confronto com a policia. Uma história que envolve amor, ódio, superação e muito mais. História concluída no dia 19/09/2020

amormafiaromance

01º

Oiie, me chamo Rafaella e tenho 17 anos, moro com o meu pai no morro da Rocinha, minha mãe morreu quando eu tinha apenas 1 ano de idade, desde então as minhas vizinhas dizem que ele começou a se drogar, bom desde que eu me entendo por gente apanho dia e noite do meu pai sem motivo, estudo na escola aqui do morro mesmo no período manhã e de tarde trabalho no restaurante da dona Josefa para conseguir pelo menos um dinheirinho para pagar as contas de casa e as dúvidas do meu pai lá na boca.

Agora estou me arrumando pra ir pra escola, visto uma calça jeans escura, uma camiseta branca do uniforme e calço meu allstar branco, arrumo o meu cabelo em um rabo de cavalo, passo desodorante e perfume, pego a minha mochila que ganhei de uma vizinha e saio de casa descendo o morro pra escola, chego e já vou entrando, subo direto pra minha sala e graças a Deus é meu último dia aqui nessa escola, bom, eu estou no terceiro ano do ensino médio, e como a partir do meio do ano as coisas são voltadas pra formatura e eu não vou pagar a formatura, a diretora me dispensou.

Logo bate o sinal e todos os alunos entram, começa aquelas aulas chatas de sempre mas logo toca o último sinal, pego as minhas coisas e corro pro restaurante da dona Josefa, entro e já coloco as minhas coisas atrás do balcão, cumprimento ela e começo a atender o povo, logo entra o Terror acompanhado do Grego e do MT, eles se sentam e eu vou lhes atender, anoto os pedidos deles e volto pra trás do balcão, faço o pedido deles rápido e lhes entrego, volto pra de trás do balcão quase correndo, eu morro de medo deles, principalmente do o dono do morro, ele nunca sorri, e as velhas fofoqueiras dizem que ele mata sem dó nem piedade, cruz credo, da um arrepio na espinha só de pensar, Deus me dibre, logo eles pedem a conta e eu lhes entrego, o Terror paga a conta e eu volto pro balcão, continuo o meu trabalho até dar o meu horário, pego as minhas coisas e volto pra casa, assim que chego perto de casa vejo a porta arrombada, entro assustada e vejo o Terror apontando uma arma pro homem que diz ser meu pai, ele me olha igual o meu “pai” e eu me assusto

Jorge: aí, fica com a minha filha em troca da minha dívida, como você pode ver ela é muito bonita, deve servir pra alguma coisa- fala e eu sinto repulsa por ele no mesmo momento, tudo bem que ele não vai com a minha cara, nem eu vou com a dele, mas agora vender a própria filha pra um traficante que todos tem medo é demais

Grego: como você pode trocar a sua filha por uma dívida de drogas que ela não tem nada haver?- pergunta bravo olhando o meu pai

Jorge: essa menina não me serve pra nada, nem pagar as minhas drogas paga- fala seco e recebe um soco do MT

Terror: eu aceito ela como pagamento- fala me olhando com malícia e eu me arrepio toda, Deus me proteja por favor- vai arrumar as suas coisas que tu vai morar no meu barraco- fala e eu subo correndo pro meu quarto, pego um mochila colocando algumas roupas, e desço segurando as minhas lágrimas

Terror me puxa pro carro apertando o meu braço e eu entro, ele dá partida pra casa dele e eu entro com ele me guiando, ele me pega por um braço me levando até um quarto, onde ele me joga e me tranca, começo a arrumar as minhas coisas no guarda roupa e entro no banheiro que tem no quarto, vejo tudo que tem e pego a minha caixinha de lâminas escondendo em uma gaveta do gabinete da pia, volto pro quarto e me deito na cama afundando o meu rosto no travesseiro, choro tudo o que tinha que chorar, acabo pegando no sono durante o choro e não lembro de mais nada

[...]

Terror: acorda- fala e escuto um barulho na porta, levanto ainda sonolenta e me sento na cama passando a mão no rosto- vou passar as regras bonitinho pra tu- fala sério e eu confirmo com a cabeça passando a mão no rosto ainda sonolenta- eu não quero você batendo perna pela casa, quando você sair dessa casa que sempre será acompanhada por mim não quero você de Papinho com macho, me obedeça sempre, e quero tu bem longe do meu quarto, aliás nem saia do quarto sem minha permissão- fala e eu retiro os olhos confirmando com a cabeça

Eu: mais alguma coisa?- pergunto levantando indo em direção ao banheiro

Terror: não e baixa essa tua bola comigo, tiro essa tua marra rapidinho guria- fala e sai trancando a porta, oxe, fiz nada pra ele, credo

Escovo os meus dentes, faço um coque frouxo no meu cabelo e entro em baixo do chuveiro, passo sabonete no meu corpo e logo tiro com a água, saio enrolada na toalha e visto uma lingerie qualquer, um short jeans claro e um cropped preto de renda, faço um coque no meu cabelo e fico deitada na cama, depois de um tempo olhando o teto a porta se abre e eu levanto da cama vendo o Terror com cara marrada, ele vem até mim me olhando da cabeça aos pés e eu fico com medo, ele me puxa pelo braço me levando escada baixo, ele me leva pra.

Cozinha onde tem uma menina aparentemente da minha idade e quando ele me vê sorri, mas logo se assusta ao ver Terror segurando o meu braço que está doendo para caralho, esse homem não sabe ser mais carinhoso não? Credo, homem agressivo meu Deus

Xxx: Terror solta a guria, num tá vendo que você tá machucando ela filhote de demônio- fala brava e ele me solta me fazendo sentar em uma cadeira

Terror: cala a boca Eduarda, num se mete que o B.Ó num é com você não- fala bravo e ela revira os olhos

Xxx: olha como tu deixou o braço da menina, tu tá louco caralho?- levanta brava e ele cruza os braço