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Capítulo 4

Na manhã seguinte acordei cedo, levei meus pais pra tomar café em uma padaria próxima, foi ótimo! Na volta passamos no supermercado, compramos os ingredientes para o almoço, e casa ajudei a minha mãe nos preparativos. Como nos velhos tempos

Meu irmão veio almoçar com a gente, trouxe a nova namorada, e um dos filhos. Discutimos!

- Você deveria dar um pouco mais de atenção pra mãe e pro pai Antônio

- olha quem fala, a rica que comprou um apartamento no interior e acha que porque paga um plano de saúde pra eles tá tudo bem

- Olha aqui..

- Olha aqui o que?

Antes que a discussão se estendesse minha mãe se intrometeu, fui pra o quarto, mandei mensagem pra uma das minhas amigas da época da faculdade

- amiga tô em São Paulo, vamos sair?

- Amiga eu ia adorar, mas hoje vou conhecer os meus sogros

Tentei outras, uma estava viajando, a outra tinha acabado de ganhar neném, outra no exterior, outra sequer respondeu

Rolei os contatos e vi uma mensagem de bom dia que eu havia ignorado.

- Boa noite Vítor

- Pensei que não iria me responder

- Correria. Tá bem?

- Tô sim e vc?

- Tô também, um tédio aqui, chamei algumas amigas pra sair, mas nenhuma delas pôde

- Me chama que eu vou

- Sério?

- Sim, 100% disponível

- Pra onde?

- Onde você quiser?

- tô há muito tempo, morando no interior tô por fora da noite paulistana?

- Hum... Pode ser um barzinho? Conheço um ótimo

- Pode sim?

- Nos encontramos onde? Posso ir te buscar

- Prefiro ir de encontro

- Tranquilo

Combinamos o lugar, não era muito longe, tomei um banho e me arrumei

- Vai sair?

- Vou sim, vou encontrar algumas amigos - Menti pra não preocupar a minha mãe

- Cuidado, São Paulo, tá um perigo

Dei um beijo nos meus pais e sai

Cheguei com 15 minutos de atraso, Vitor já estava me esperando no bar. Abriu um sorriso quando me viu

- Pra você - Me estendeu um botão de rosa

- Obrigada, desculpe o atraso, não estou mais acostumada com o trânsito daqui

- Imagina, 15 minutos ainda está na tolerância. Vai beber o que?

- Quero uma caipirinha de saquê

- Duas - Vitor pediu para o garçom

- Que louco isso né? Quem diria que uma esbarrada em um posto de gasolina daria em um encontro

- Encontro? Isso é um encontro? - eu perguntei

- Sim, se estamos nos encontrando, é um encontro, me fala de você dentista linda

Fiz um resumão da minha vida, a bebida chegou e pedimos uma porção de fritas, bem botequeira mesmo

- Vinhedo... Que legal, uma das cidades com a melhor qualidade de vida

- Conhece?

- De ouvir falar

- Hum, e vc me fala sobre você

- Ah... Eu não tenho muito o que falar, tenho 33 anos, um filho de 11

- você é casado?

- não, eu sou solteiro, meu filho foi fruto de um relacionamento que eu tive, não cheguei a me casar com a mãe dele.

- Entendi

- Sou professor de artes marciais, karatê, judô, jiu jitsu

- Bacana, um esportista fumante

- Nem tudo é perfeito. Quer dançar?

- Eu não danço nada

- Sério? Tem cara de dançarina

- Nunca gostei de e nunca tive interesse em aprender

- Ah eu gosto, vem cá que eu te ensino

Fomos pra um canto do bar que tinham algumas pessoas dançando, Vitor era um homem extremamente bonito, cheiroso, alto, forte, cabelo curto, como da maioria dos lutadores de artes marciais. A música que estava tocando era romântica, esses sertanejos universitários, ele segurou na minha cintura com calma e me puxou com delicadeza pra perto dele, começou a me conduzir suavemente no ritmo da música

- Tá indo super bem

- Tô me sentindo uma mula empacada

- a mula mais linda que eu já vi

E assim nos beijamos, com intensidade

- Vamos?

- Tão cedo, tem horas pra chegar em casa?

- Não, mas é que..

- Que..

- Eu não sei o que falar agora

- Fala que eu posso te levar pra onde eu quiser

- Você pode

Fomos em direção ao meu carro, ele com todo carinho e postura abriu a porta do carro pra mim

- Vou pegar o meu carro, e vc me segue

- Tá bom

E assim foi, eu já imagina onde ele iria me levar, e não estava errada, paramos em frente a um motel não muito longe do bar onde estávamos. Ele conversou algo rápido com a recepcionista e seguiu, fui seguindo atras, meu coração acelerado a todo momento eu nunca havia feito isso na minha toda. Sempre correta, centrada, decidida, dedicada, deixei de viver a minha juventude, não namorei, pra não perder o foco nos meus estudos. Tudo em função do meu futuro, me relacionei apenas com 2 homens na minha vida ao longo dos meus 28 anos, mas senti um desejo tão grande e tão inexplicável pelo vitor que eu mesma estava me desconhecendo.

- Você é linda

- Vitor eu... Eu não sei explicar o que eu tô fazendo aqui eu não quero que pense mal de mim

- Você quer ir embora? Se você quiser eu entendo e te respeito

- Não sei... Não

- Eu acho que também avancei um pouco o sinal, não quero que pense mal de mim também, mas você é tão linda, tão irresistível...

Nós beijamos novamente e ele foi me acariciando, beijou meu rosto meu corpo, meu cabelo, meu colo, sempre me elogiando até que deitou na cama com carinho

- Vitor apaga a luz por favor

- Seu desejo é uma ordem

E assim nos amamos durante toda a noite, ele foi perfeito comigo, com muito carinho e cuidado em tudo o que fazia, me fazendo sentir prazer a cada toque e a cada suspiro

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