Capítulo 5
Mônica passou a noite em claro no meio das lembranças, agora era ela e seu filho, depois que descobriu que estava grávida, ficava vendo na internet, algumas coisas sobre a maternidade e se assustava, ficava com medo de não conseguir cuidar de André. Sabia que depois de um tempo teria de voltar a trabalhar, ele só tinha a ela na vida, mesmo tendo um pai, e ela sabendo quem ele era jamais iria procurar Tiago novamente. Se lembrou de quando descobriu a gravidez, Jairo a levou em casa aquele dia, deixou ela na porta do prédio, e disse que no que precisasse poderia contar com ele, ela agradeceu e entrou, olhou pra casa ainda com cápsulas de cocaína espalhada garrafas de cerveja e whisky, a casa estava uma bagunça. Analisou a sua vida, o sofrimento dos estupros da infância, mas se lembrou também do amor de Dalila por ela.
" Ah mãezinha como eu queria a senhora aqui agora"
Pensou em Dalila e chorou, sabia que Dalila seria a melhor avó do mundo pra o seu filho e se lembrou da promessa, respirou fundo e começou a arrumar a casa, ainda tinha drogas guardada, correu pro banheiro abriu as cápsulas e despejou no vaso sanitário... Enquanto dava descarga prometeu que não iria mais usar aquelas coisas.
Depois de arrumar a casa se sentou na cama, olhou na cabeceira e viu uma foto dela e de Tiago, se lembrou dos planos que ele fazia pra quando eles tivessem um filho.
- Se for meninos vai chamar Júlia, e se for menino eu deixo você colocar André já que é tão importante pra você, mas quero ter pelo menos uns 3
- 3??? - Mônica ria com os planos de Tiago - três é muito!
- não é não
Pegou o celular e resolveu ligar pra Tiago, mesmo ele tendo dito que não queria nunca mais saber dela, agora ela estava grávida e talvez ele mudasse de ideia, criou coragem e discou, antes colocou seu número restrito, sabia que se ela ligasse e ele visse que era ela não atenderia.
- Alô - Mônica tremeu ao ouvir a voz dele - quem tá falando?
- Tiago... Sou eu...- ele reconheceu a voz dela
- O que vc quer? Disse pra não me ligar, vou desligar...
- Não, calma é importante, não desliga
- Fala logo, não tenho tempo a perder com prostituta
- Tiago, eu ... Eu... Tô grávida.
- O que???? - ele gritou? - e o que eu tenho a ver com isso?
- O filho é seu
Ele começou a gargalhar no telefone, uma gargalhada de deboche, e nervoso
- Você tá com bastante senso de humor hoje heim, quer que eu acredite que literalmente um filho da p... É meu filho?
- Tiago, o filho é seu - nessa hora Mônica já estava chorando - eu posso não ser certa, mas eu te amo e eu só transava com você sem me prevenir
- Você se superou agora, eu não tenho filho com uma vadia - e desligou
Mônica caiu aos prantos, viu que Tiago seria irredutível, e agora? O que ela faria? Seu telefone tocou era Lúcia
- Tá melhor? -a voz dela era calma - o Jairo me falou autoriza minha entrada aí pra o porteiro
Mônica autorizou
- Oi menina... Que merda heim, grávida!
- Se você veio aqui me encher o saco melhor ir embora
- Calma garota, eu vim te ajudar- Lúcia sentou do lado dela na cama- eu já engravidei algumas vezes também, na mesma situação que você sozinha sem ninguém pra me ajudar, e uma mulher me ajudou assim como eu quero ajudar você
- Como?
- Eu conheço uma clínica, que aborta eles não cobram caro, e você sai de lá no mesmo dia, e em dois dias pode voltar a trabalhar
- Mas, eu não quero abortar...
- Não? E quem vai cuidar do seu filho? Melhor, quem vai pagar as suas contas pra você cuidar do seu filho? Onde vai morar?
- eu ainda não sei
- então ... Se você não quiser ir na clínica também conheço umas pessoas que vendem um remédios que são "tiro e queda", mas a clínica é mais certeza...
- Lúcia... Eu ainda não sei, preciso pensar...
- então pensa mas não demora, Jajá a sua barriga começa a crescer e os clientes não vão querer uma "buchuda" se bem que tem alguns que tem fetiche,mas são raros e você é a minha melhor garota.
Lúcia foi embora, deixando a cabeça de Monica mais cheia de dúvidas ainda
