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Capítulo 3

- Seu bebê está perfeito e com muita saúde, como seu parto foi normal e sem complicações, amanhã você terá alta

- Você sabe me dizer se a minha bolsa com as minhas coisas estão aqui?

- Estão sim, a mulher que trouxe você deixou lá na recepção, inclusive ela está aí disse que queria te ver

- sério?

- sim

- pode mandar subir

Mônica não se lembrava de nada após o desmaio, e estava curiosa em saber quem havia levado ela pra o hospital

- Oi – uma mulher de mais ou menos 30 anos apareceu na porta do quarto- que bom reve-la Mônica, meu nome e Suzy, foi eu quem te trouxe pra o hospital

- Obrigada Suzy, eu realmente não sei o que seria de mim se não fosse você

- Eu achei você desmaiada na calçada chamei um carro pelo aplicativo e trouxemos você pra cá, que bom que deu tudo certo, e esse meninão lindo... – Mônica foi se aproximando do bercinho que André estava ao lado da cama – meu Deus como ele é lindo... Posso pegar?

- Pode...

Suzy pegou o bebê no colo e começou a acariciar, dançou com ele pelo quarto, Mônica olhava, achou estranha a atitude da mulher, mas não disse nada, ela aparentava ser uma “boa pessoa”, falava nem, estava perfumada e com uma roupa legal, a bolsa dela pelo que Mônica conhecia era uma bolsa cara, seus grandes olhos azuis a estavam cheios de lágrimas, quando pegou André no colo

- Parabéns pelo bebê Mônica

- Obrigada

- ele é um príncipe... Que dia você terá alta?

- Amanhã pela manhã...

- Que bacana – Oi neném... Como vc é lindo – Suzy brincava com André, enquanto falava com Mônica

- obrigada mais uma vez pelo que fez pela gente Suzy

- Por nada, eu amo crianças

- Eu percebi

As duas riram e Suzy se despediu, deixando André adormecido no bercinho ao lado de Monica

Mônica, ficou olhando André dormir, Deus como era lindo, como era perfeito, tinha os cabelos pretos como os dela, mas os olhos eram inegavelmente do pai

" Desgraçado" - Mônica pensou

Se lembrou do dia em que Tiago descobriu que ela era prostituta, ele chegou no apartamento dela, mais cedo do que costumava, Mônica estava deitada, tinha chegado cansada da noite, havia atendido 9 clientes naquele dia

- Que surpresa boa, Você aqui mais cedo

- eu estava com saudades

- eu também meu amor - Mônica se levantou e deu um abraço em Tiago, o beijou e começou a descer o beijo pelo pescoço, já tirando a camiseta dele, ele era um homem muito bonito, tinha 28 anos alto, um corpo magro e definido, na juventude dele havia sido modelo de passarela, mas desistiu quando teve que assumir a empresa se contabilidade do pai, que estava com parkinson, ele tinha grandes olhos azuis e o cabelo castanho claro, e as mãos mais lindas que Mônica já havia visto.

- Vai querer que eu te pague quanto? - Tiago começou a afastar Mônica

- o que?

- Quer quanto pelo programa?

Mônica arregalou os olhos

- eu não tô entendendo

- Sua vagabunda! Eu descobri tudo - ele jogou ela na cama com força- como você pode ser tão suja? Eu tinha planos de casar com você ter filhos, ter uma família, e você é uma ... - Tiago suspirou com os olhos cheios de lágrimas - prostituta!

Mônica, não tinha o que falar, começou a chorar também

- Por isso que não posso vir aqui a noite, e eu acreditando no seu Papinho de que os vizinhos do prédio não iam gostar! Eu te apresentei pra minha família... Sabe como eu descobri? Você atendeu um amigo do meu pai, que me procurou discretamente pra falar, que havia pago um programa seu... - Tiago secava as lágrimas com as costas da mão - eu vou sair por aquela porta agora, e nunca mais na minha vida eu quero te ver. Eu quero esquecer que um dia te conheci, que um dia vc fez parte da minha vida. Eu tenho nojo de você!

Tiago saiu, deixando Mônica arrasada, ela não tentou se defender e tampouco se justificar, ela sabia que estava errada, e nada do que ela falasse naquele momento poderia mudar

Naquela noite foi trabalhar, usou cocaína novamente e atendeu 12 clientes.

- Trabalhou bem hoje heim? - Lúcia disse entregando o dinheiro pra ela

Mônica pegou o dinheiro, e comprou mais algumas cápsulas de cocaína, cheirou durante o dia também, tomando cerveja e chorando jogada no chão do apartamento, se conformando e aceitando a sua condição de vida, que nunca ninguém iria amar ela, porque todo mundo que tinha pelo menos um pouco de amor, ela perdia

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