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Capítulo 4 - Tudo ou nada

Fiquei ali na recepção esperando mais uns 5 min, até que me chamaram pra entrevista que foi simples e rápida

- Gostei muito de você Laís, porém tenho mais 2 pessoas para entrevistar, qualquer novidade entro em contato com você

Agradeci e fui embora, percebi que ela havia gostado de mim mesmo. Tentei mais uma vez ligar pra o Marcelo e não consegui. Eram cerca de 1 da tarde e eu decidi parar pra almoçar, parei em um restaurante próximo da empresa que fui entrevistada, como era próximo a hora do almoço, o restaurante estava cheio. Mesmo assim decidi ficar, estava com fome, não comi nada pela manhã com medo de passar mal no ônibus e ainda bem que não comi mesmo, porque depois do transtorno que passei dificilmente eu não passaria mal. Falando em transtorno pensei na volta. Fiquei tentada a voltar pra casa de Uber, mas desisti, iria gastar um dinheiro desnecessário e as minhas economias estavam quase no fim. Não era horário de pico então eu voltaria de ônibus.

Esvaziou uma mesa no restaurante e eu me sentei, peguei o cardápio e comecei a escolher o prato.

- Oi.. posso sentar aqui? Ei eu conheço você, vc não era a moça que estava na recepção d@ editora de manhã?

Fiquei com vontade de falar “ e vc não era o rapaz que estava agarrando a mocinha no banheiro?”

- Sim era eu, pode se sentar

- Tá muito cheio e eu tenho que comer “Rapidão”

Eu ri do jeito que ele falou

Pedi a comida, e ele um lanche

- E aí ? A Sra vai trabalhar lá na editora?

- Ainda não sei, fui apenas fazer uma entrevista. E obrigada pelo senhora, mas eu não sou tão velha assim

- Respeito né, não quis te ofender, tomara que dê certo. Eu gosto de trabalhar lá, as pessoas são bem legais

“ Eu imagino” pensei novamente em falar, mas achei melhor não.

- Também gostei do ambiente.

- Tô indo senho... Desculpa... Moça

- Laís

- Desculpa Laís, prazer meu nome é Rodrigo, tenho que ir embora. Tchau

Acenei com a cabeça e ele se foi, terminei o almoço, paguei e sai.

Mais uma vez tentei ligar pra o Marcelo e nada.

Resolvi ir caminhando até o metrô não era longe de onde eu estava. No caminho encontrei o Rodrigo novamente meio escondido fumando maconha. Ele não me viu e eu preferi assim. Poderíamos ser colegas de empresa e não queria constrange-lo e também o que ele faz da empresa pra fora não diz respeito a ninguém desde que não afete o seu trabalho.

Peguei o metrô e fui pra casa, passei no mercado, comprei umas coisinhas pra fazer uma janta especial pro Marcelo, a noite anterior tinha sido maravilhosa com meu marido. E ele merecia comer algo gostoso

Estava confiante referente a entrevista, e tomara que desse certo. Eu tinha alguns planos que só seriam possíveis realiza-los trabalhando. Como comprar um carro e fazer uma lipoaspiração na barriga... Mas acho que depois de tanto engordar eu iria inverter a ordem e andar um pouco mais de ônibus

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