Capítulo 4
Acordei cedo e me preparei pro trabalho, o hospital não era longe de casa tomei um café de qualquer jeito e fui
- Tchau amor até mais tarde
- Tchau... Jéssica cuidado
- Oxe! Vc nunca falou isso
- Tem um bandido perigoso no hospital onde vc trabalha, a polícia está fazendo escolta, mas mesmo assim como eu te falei ele também tem a escolta dele, todo cuidado é pouco
- Você me assusta assim Willian... Vc vai estar lá ?
- Não, a corporação achou melhor eu não escoltar já que eu foi eu quem apreendi, posso estar marcado
- Marcado? Vc está sendo perseguido Willian?
- Não Jéssica, fica calma
- Amor cuidado por favor vc também
- Vc tem que se preocupar com vc, e não comigo
- Bom estou indo se não me atraso
Me despedi e sai, cheguei rápido no hospital, encontrei Sônia lá
- Oi amiga, preparada pra mais um plantão? O Robson da noite disse que tá tenso o clima por aqui o hospital cheio de policiais
- Hum, vamos tá na hora de trocar o plantão
- Que Deus nos ajude
- amém!
A troca de plantão funcionava assim: o enfermeiro responsável pelo plantão da noite, ia com os técnicos em cada quarto aprensetar o paciente que o técnico novo ficaria responsável, normalmente ficavam dois pacientes em cada quarto, e eu e a Sônia sempre dávamos um jeito de cuidarmos dos pacientes que estavam no mesmo quarto, mas dessa vez foi diferente, chamaram só a mim
- Jéssica, hoje vc terá um trabalho especial, ficará responsável pelo paciente do leito 303, - olhei pra porta do 303, tomei um susto tinham 2 policiais na porta – esse paciente está sob escolta policial, chegou baleado na barriga na perna e no braço, passou por cirurgias e o quadro dele é estável, está sendo administrado antibiótico, analgésicos e soro, esses são os horários de cada um deles - me mostrou uma prancheta – ele não consegue levantar, ainda está muito debilitado devido aos ferimentos, não tem acesso a celular e nem a acompanhante, mas tem direito a visitas 15 min cada uma, eu sei que não é dever dos enfermeiros olharem isso, mas todo cuidado é pouco com as visitas também, esse homem é um bandido de alta periculosidade, qualquer sinal estranho acionem os policiais que estão na porta por favor.
- Tudo bem – eu disse com medo – eu tenho a opção de trocar de paciente?
- Infelizmente não, a menos que ele te ofereça um risco de vida
- Mas ele oferece!
- Ele oferece a todos nós, o que eu quis dizer é que se ele TE oferecer um perito, caso ele implique com vc ou vc se sinta ameaçada com provas
- Que absurdo
- Direitos humanos minha amiga, direitos que protege os bandidos no Brasil
Não respondi, me mantive quieta, na minha cabeça passava um monte de coisas, e se esse homem descobre que foi meu marido quem atirou nele? Se bem que não tem como ele saber ...
- Você “pegou” justo o bandido? – a Sônia disse entusiasmada – imagina quando vc disser pro seu marido
- Sônia pelo amor de Deus, eu te pedi tanto não toca nesse assunto aqui por favor, e em lugar nenhum
- Desculpa amiga só achei engraçado ,vc sendo mulher de um policial cuidar de um bandido aqui
Isso é porque ela nem sabia que aquele bandido que estava ali havia sido baleado pelo meu marido
