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Capitulo 2

- Gu.. tô indo não vai perder a hora da escola da Bela e da creche viu deixei umas moedas pro pão

- Tá...

Camila saiu, as 3:30 da manhã ainda escuro o dia , caminhava por quase uma hora pra economizar o valor da passagem. Na lanchonete ela podia tomar um café e as vezes se sentia mal por poder comer e beliscar enquanto seus irmãos pouco comiam, muitas vezes pegou escondido comida pra eles. Todos os dias no caminho ela ia pensando onde a sua mãe estava? Se lembra do dia que ela foi embora já ia fazer 2 anos, mas se lembrava como hoje, sua mãe como sempre indo dormir bêbada depois de tê-la agredido por tentar proteger o Gustavo da surra. Acordou com o Otávio chorando procurou sua mãe na casa eram 6 da manhã e não a encontrou pensou que ela havia saído pra comprar bebida mas ela nunca mais voltou. Mais tarde um tio chegou e falou que ia levar a Isabela embora que a mãe havia vendido sua irmã por uma garrafinha de "Corote" aquelas cachaças destiladas que custam 2,00 reais. Camila não deixou ele levar a menina e ameaçou chamar a polícia, seu tio era outro bêbado e Deus sabe o que ele iria fazer com a criança, ela foi pedir ajuda na casa da avó, mãe de sua mãe. Em vão! A avó era ruim expulsou a mãe de casa ainda quando ela estava grávida de Camila depois aceitou ela de volta mas batia na mãe de Camila e nela também ainda bebê, Camila tinha marcas de cicatrizes no corpo de tanto que apanhou quando era criança da avó e da mãe.

- Eu não quero vocês aqui não, se nem a sua mãe quis, vai atrás do pai de vocês.

De que jeito ? Cada um era de um pai, e Camila não conhecia o seu. Os outros foram relacionamentos rápidos de sua mãe e duraram só o tempo dela ficar grávida.

Desde os 12 anos Camila trabalhava, sempre pra ajudar e sustentar os irmãos, não se lembrava da sua mãe sóbria um dia sequer.

Chegou no trabalho já cansada da caminhada, tomou um café colocou o avental e a touca e começou o expediente, servir cliente retirar e limpar a mesa... Tudo igual.

Não falava da sua vida pra ninguém, tinha vergonha, na lanchonete trabalhava ela e mais duas meninas, que não falaVam com ela direito, as meninas sempre falando de balada e mostrando o que compraram com seu salário. Camila nunca podia, usava sempre as mesmas roupas e tinha apenas um par de sapatos que já estavam gastos e rasgando. Às vezes sentia vontade de sumir e largar tudo. Mas pensava nos irmãos que só tinham ela.

E isso lhe dava força e coragem.

- Gu.. tô indo não vai perder a hora da escola da Bela e da creche viu deixei umas moedas pro pão

- Tá...

Camila saiu, as 3:30 da manhã ainda escuro o dia , caminhava por quase uma hora pra economizar o valor da passagem. Na lanchonete ela podia tomar um café e as vezes se sentia mal por poder comer e beliscar enquanto seus irmãos pouco comiam, muitas vezes pegou escondido comida pra eles. Todos os dias no caminho ela ia pensando onde a sua mãe estava? Se lembra do dia que ela foi embora já ia fazer 2 anos, mas se lembrava como hoje, sua mãe como sempre indo dormir bêbada depois de tê-la agredido por tentar proteger o Gustavo da surra. Acordou com o Otávio chorando procurou sua mãe na casa eram 6 da manhã e não a encontrou pensou que ela havia saído pra comprar bebida mas ela nunca mais voltou. Mais tarde um tio chegou e falou que ia levar a Isabela embora que a mãe havia vendido sua irmã por uma garrafinha de "Corote" aquelas cachaças destiladas que custam 2,00 reais. Camila não deixou ele levar a menina e ameaçou chamar a polícia, seu tio era outro bêbado e Deus sabe o que ele iria fazer com a criança, ela foi pedir ajuda na casa da avó, mãe de sua mãe. Em vão! A avó era ruim expulsou a mãe de casa ainda quando ela estava grávida de Camila depois aceitou ela de volta mas batia na mãe de Camila e nela também ainda bebê, Camila tinha marcas de cicatrizes no corpo de tanto que apanhou quando era criança da avó e da mãe.

- Eu não quero vocês aqui não, se nem a sua mãe quis, vai atrás do pai de vocês.

De que jeito ? Cada um era de um pai, e Camila não conhecia o seu. Os outros foram relacionamentos rápidos de sua mãe e duraram só o tempo dela ficar grávida.

Desde os 12 anos Camila trabalhava, sempre pra ajudar e sustentar os irmãos, não se lembrava da sua mãe sóbria um dia sequer.

Chegou no trabalho já cansada da caminhada, tomou um café colocou o avental e a touca e começou o expediente, servir cliente retirar e limpar a mesa... Tudo igual.

Não falava da sua vida pra ninguém, tinha vergonha, na lanchonete trabalhava ela e mais duas meninas, que não falaVam com ela direito, as meninas sempre falando de balada e mostrando o que compraram com seu salário. Camila nunca podia, usava sempre as mesmas roupas e tinha apenas um par de sapatos que já estavam gastos e rasgando. Às vezes sentia vontade de sumir e largar tudo. Mas pensava nos irmãos que só tinham ela.

E isso lhe dava força e coragem.

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