Capítulo 3- Alícia
Alícia
Hoje eu irei participar da aula de campo, pois preciso espairecer e conhecer mas gente, que não seja a coordenadora Marília, tem poucas pessoas e de onde estou quando viro meu rosto encontro ele de novo ! Será que ele lembra de mim? Acho que não! Eu estava tão impressionada que acabei tropeçando em uma menina que por visto deve ter uns 9 anos ela é muito bonita!
— Desculpas qual é o seu nome? — pergunto
— Sou Gabriele, tenho 9 anos, e você como se chama? Você chegou quando aqui? E por que eu não te vi antes? Você é muito bonita... rsrsrsrs!! — responde Gabi.
— Calma uma pergunta por vez! Eu me chamo Alícia, cheguei aqui já faz um tempo, não sou muito de sair, obrigada você também é muito bonita!!
— Olha gostei de você, pode me chamar de Gabi! Eu vi... você estava olhando o Nick!!
— Eu não! Nem sei quem é esse, você conhece ele? Pergunto tentando disfarçar, essa menina é muito esperta pra idade dela.
— Hum! Sim, eu conheço, é legal! Mas só apronta por isso que a tia Marília vive colocando ele de castigo.
— Mas faz tempo que ele está por aqui? Digo no orfanato? Não posso demonstra minha curiosidade de cara assim.
— Sim faz tempo, ele é assim porque a única família que teve foi avó que faleceu., a mãe dele morreu quando nasceu, mas vou chamar ele pra passear com agente! Nick! Nick! Nick!
— Oi Gabizinha calma, o que foi? Por que tanta pressa?
— Foi nada não, estou te chamando pra fazer companhia pra eu e minha nova amiga, você a conhece?
— Não, eu não conheço! Qual é seu nome?
— Meu nome é Alícia. — sinto minhas bochechas ficarem vermelha só a Gabi mesmo.
— Ela é legal Nick, ela estava triste por isso te chameii!!"
— Gabii não é pra tanto!!!
— Gabizinha é assim mesmo, vamos passear?
— Sim ! — No meu subconsciente meu Deus, que menino... mas até que ele é legal espero não causar problemas!
— Ela é linda, mas é tímida acho que eu encontrei mas uma amiga até porque não falo com todos tão fácil assim do orfanato que só sabe me julgar. Gostei dela! – pensa Nick.
— Nick leva a Alícia pra ver as plantinhas que eu vou falar com a tia e já volto!— diz Gabi
— Você que ir ver as plantas?
— Claro!!! Falo rápido demais.
— Você não é muito de falar não né? Você é tímida! — gostei, ela é tão delicada.
— Sim sou! Mas esses dias eu vi você chegar no orfanato com os polícias? Porquê? O que você aprontou? Não que seja da minha conta.
— Como? — Quem ela pensa que é pra me questionar, já vi que não vai dar certo essa nossa amizade, odeio gente que me julga.
— Desculpa não queria ser intrometida.
— Não tem problema nenhum... não sabia que você também era curiosa, digamos que não me dou muito bem aqui no orfanato, eu tentei fugir mas não consegui, os vizinhos da frente chamaram a polícia, mas se você quiser pode ficar longe de mim! Não sou uma boa companhia pra você e para ninguém desse orfanato.
— Eu não quis te julgar, só fiquei curiosa... e não vejo problema em ser sua amiga..
— Acho que já deu, vamos voltar pra perto da turma de todos.
— Que Chato!!!— estava tão bom mas vejo que é melhor manter distância.
— Que menininha besta viu já vi que me enganei! — eu penso
— Eu vou ali falar com a monitora!
Que saco!! A onde estou com a cabeça pra conversar com essa sem noção. — pensa Nick
Se não fosse tão chato, até ficaria conversando mas com ele! Mas o olhar dele continua frio! O que será que aconteceu de tão grave pra ele ser assim? — pensa Alícia
Estou precisando é descansar, chegar de tentar entender Nicolas. Aff..
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*Alguns dias depois!
Alícia
Hoje dona Marília pediu para eu ir até a sala dela, o que será?
Chego na porta ouço algumas vozes, já começa a bater um desespero eu não acredito que ela vai fazer isso comigo.
Bato na porta espero a autorização.
Quando entro tem um casal muito bonito, mas não me passa confiança, a mulher parece feliz em me ver, e logo sinto um calafrio em meu corpo..
— Alícia venha aqui!! Quero te apresentar esse casal, sr. Enzo Martins e sua esposa Megan! — diz dona Marília
MEU DEUS!! eu não quero ser adotada!! O homem tem uma cara de pessoa ruim, de olhar frio. — penso.
— Calma querida, nós estamos aqui pra conhecer você! Calma!! — diz Megan.
— Isso lá é modo de se comportar na frente das visitas Alícia? — diz dona Marília.
— A senhora sabe que não quero ser adotada, tem tantas crianças pequenas, precisando aqui, me desculpe mas eu não quero ser adotada.!!.... — respondo. — Quem sabe assim me livro dessa!!!! — penso.
— Mas eles querem uma jovem, e não uma criança! Eles querem conhecer você! Dependendo na próxima visita poderão te levar pra dar um passeio, para se conhecerem melhor.— diz dona Marília.
— Mas!! Não vou mesmo nem que pra isso me finja de doente — penso — Tá bom, vocês trabalham com o quê? Aonde vocês moram? — pergunto mostrando um falso interesse.
— Meu marido ele tem uma agência de modelo, e eu sou sua assistente, você já pensou em ser modelo?— responde Megan.
— Eu...eu não sei nem pra onde ir, prefiro não arriscar!! Mas vocês tem filhos?— respondo.
— Temos um casal, mas eles não moram conosco, eles moram nos Estado Unidos, por isso decidimos adotar uma jovem, para me fazer companhia, a mais velha Elisa tem 21 anos e Guilherme tem 20 anos eles são uns amores, eles vão adorar te conhecer. — responde Megan.
— Mas vocês vão ter tempo para me dar atenção? — quero ver eles sair dessa pergunto.
— Você acha que se não tivéssemos tempo estaríamos aqui? — responde Enzo rude com a voz alterada me passando medo..
— CALMA ENZO ELA SÓ ESTA ASSUSTADA É NORMAL !!! — Megan repreende o marido.
— Desculpa eu não quis estressar o senhor. nem morta vou ficar perto desses dois nem que pra isso eu fuja daqui.
— Peço desculpa pelo transtorno e isso não irá se repetir, não é Alícia?— diz dona Marília.
— Sim, não irá se repetir. Você que pensa, se depender de mim irei transformar a vida deles no inferno.
— Precisamos ir Marília! Obrigado por nos receber. — diz Enzo.
— Nós que agradecemos pela visita!! — responde dona Marília.
— Tchau Alícia!! Até a próxima, gostei muito de você! Espero que comece a se acostumar, pois iremos voltar em breve. — Megan se despede.
— Tchau até mais ! — respondo — Vai sonhando que eu vou me acostumar! — penso
— Alícia continue aqui na sala irei levar eles até o portão.— pede dona Marília
— Tá certo. — respondo.
Já se passaram alguns minutos dona Marília vem com uma expressão muito brava ai ferrou!!
— Alícia que modos são esses, esperei você ficar mas calma, já se passaram meses e toda vez que algum casal vem, você diz que não está preparada, mas achei o sr. e a sra. Martins pessoas muito boas e até irão fazer uma doação para o orfanato, então espero que na próxima visita se interesse mais, pois já está na hora de você começar de novo com uma nova família. Estamos entendidas? – diz dona Marília muito brava.
— Mas dona Marília eu não gostei nada deles, me olharam de um jeito estranho, eu sei que não consigo me adaptar aqui, imagina com eles mais irei tentar, tá certo irei fazer o que a senhora pede.— respondo.
