Biblioteca
Português

Sempre minha

65.0K · Finalizado
KARINE.D.S.S
33
Capítulos
919
Visualizações
9.0
Notas

Resumo

Maria Vitória Brandão, filha de Maria Cristina e Genaro é a única herdeira da fazenda Brandão Rodrigo Guimarães, mora em um sítio junto aos pais e trabalha como peão na fazenda Brandão, Rodrigo se desdobra entre cuidar do seu sítio e trabalhar na fazenda Brandão. Maria Vitória e Rodrigo sempre foram amigos desde de a infância, até o momento em que a menina vai para capital para estudar. Quando ela volta anos depois e ver Rodrigo ela o quer mais do que um amigo. oque pode acontecer quando um peão se apaixona pela a sua patroa? Será que os pais da menina vai permitir esse romance proibido?

amorbilionário

Prólogo

Passado)

10 anos atrás

Rodrigo

Vim trazer a marmita de comida para meu pai que trabalha aqui na fazenda Brandão e sempre que venho aqui fico admirado, esse lugar é tão grande que é fácim fácim se perde de vistas.

Avisto de longe meu pai sentado em meio aos outros peão debaixo de um grande ipê, quando ele me avista ele acena com a mão.

Me aproximo e cumprimento as peãozada toda.

__Ara, mas oque esse menino tá comendo, o menino tá milhor que eu.__ um deles comenta.

__O tanto que esse bichinho come também, tem que tá grande mesmo.

__E cê já tá com quanto anos?

__ hei de fazer quinze no final do ano.__ comento orgulhoso.

__Ta na hora de arruma um serviço já menino, eu com quinze anos já tava era casado. __ escuto uma voz desconhecida atrás de mim e vejo um homem alto e forte a me olhar.

Meu pai se levanta pomposo e me apresenta ao desconhecido.

__Esse é meu fi seu Genaro, e esse meu fi, é o dono da fazenda.

__Prazer senhor. __ cumprimento estendendo minha mão para o homem.

__O prazer é meu rapaz. __ seu aperto é forte na minha mão, porém não me deixo abalar.

E olho para o homi de igual pra igual.

__Ele se parece contigo Moacir.

__Ele é meu orgulho e da mãe dele. __ meu pai diz sorrindo igual bobo.

O senhor, que agora sei que se chama Genaro, me olha de cima abaixo, seu olhar me dá um pouco de medo mas isso não demonstro, meu pai me criou para ser homi e não um cagão.

__E você trabalha menino? __ balanço a cabeça em negativa__ Então estuda?

__Tambem não senhor.

Estudei até a sexta série e depois sair para ajudar meus pais lá em casa, minha mãe já não tem mais a mesma energia de quando era jovem, meu pai além de trabalhar aqui quando eu era menor, ele chegava e tinha que fazer o serviço de casa também, não estou falando de domésticos, mas sim de capinar o terreiro, limpar o chiqueiro, trata dos animais entre outras coisas.

E eu, bom, eu já sabia ler não é? Na verdade eu sempre fui um menino que gostava de aprender e olha que nem minha mãezinha e nem meu pai sabe ler. Sei que fiquei pouco tempo na escola mas naquele pouco tempo eu fiz de tudo para aprender alguma coisa. Não queira ficar burro, de jeito maneira.

__Uai menino, oque você faz? Você não estuda, não trabalha.

Com o maior orgulho do mundo olho para ele e digo:

__Eu ajudo minha mãe lá em casa. E também faço os trabalhos lá pá quando meu pai não chegar cansando ter de fazer nada.

O homem me analisa sério mas logo vejo o mesmo abri um sorriso.

__Pois bem. Já percebi que você não abaixa a cabeça não é mesmo? __ confirmo__ se quiser e seu pai deixar você pode começar a trabalhar aqui na fazenda.

Meus olhos brilham com a proposta. Trabalhar? Aqui? Eu?

Deus é bão demais

Só não saio pulando e gritando pois tem gente desconhecida perto. Com os olhos pidão olho para meu pai.

__Uai fi cê océ quiser por mim cê pode. __ comemoro internamente__ mas cê precisa óia eu com vossa mãe.

__Se o senhor deixou minha mãe também há de deixar.

Me viro para o senhor Genaro e espero suas palavras.

__Bom garoto, seja bem vindo. E não faça corpo mole hein! __ acabo sorrindo de sua fala.

Eu tenho um emprego!

Diacho! Não dá nem pá'credita!

O senhor Brandão se afasta e olho para meu pai que tem um sorriso no rosto.

__Ele gostou d'oce.

__O senhor acha? __ hoje foi a primeira vez que eu vi de perto o senhor Brandão.

__Claro meu fi, mas não faça nada para chatear o homi, viu?!

__Nao vou não pai, agora sua benção. Vou deixar o senhor almoçar sossegado e vou ir contar para minha mãe.

__Deus lhe abençoe meu fi, cuidado para não explodir de felicidade hein.

Saio de perto da peãozada e vou praticamente correndo ate alcançar a porteira.

No meio do caminho vejo uma menininha chorando perto do pé de moreira.

Penso em passar direto mas acabo parando perto dela.

__Ô menina. __ a chamo e ela me olha__ Por que tá chorando?

Vejo ela fazer beiço e as bochechas ficarem vermelhas, provavelmente segurando o choro.

__E-Eu machuquei o dedinho. __ diz e aponta para o pé com um espinho de Moreira.

__Me deixe ver.

__Vai doer! __ reclama.

__Prometo que não vai. __ me agacho e peço permissão com os olhos para tirar o espinho ela assente e com a pontinha da minha unha puxo o espinho que nem estava tão fundo.__ viu, nem doeu!

Ela olha o pé novamente e se levanta e bate a poeira.

__Obrigado moço. Eu não deveria ter saído sem a bota, agora mamãe vai ficar furiosa com eu.

Vejo que ela não deve ter mais de sete anos, é tão baixinha.

__É só não conta para ela.

Ela sorri cúmplice e timidamente pergunta meu nome;

__Como você chama?

__Rodrigo, e o cê?__ primeiro a menina balança a cabeça em negativa.

__Minha mãe não gosta que eu fale com estranhos.

Acabo contendo um sorriso.

__E sua mãe está certa menina...

__Maria vitória. Meu nome é Maria Vitória. __ me interrompe dizendo.

__Diacho de nome de rico.__ ela gargalha e eu acabo sorrindo com sua gargalhada.

__Bom Maria Vitória, eu preciso ir. __ aceno para ela e a mesma me dá tchau.

__Mais uma vez obrigado moço e não conte para meus pais.

__Nao tem de que moça. __ me despeço dela e piso ao dizer:__ Não vou contar moça, é segredo.

Me despeço da menina com o nome de rico e fico me perguntando de quem ela é filha, nunca tinha visto ela antes.

Vou correndo até minha casa que fica uma hora mais ou menos daqui da fazenda, vejo minha mãe no tanque, provavelmente lavando roupa.

__Mae! __ grito enquanto a abro a porteira.

Corro até ela e vejo que eu estava certo, ela realmente está lavando roupa.

__Todo mundo tem de saber que ocê chegou né minino!

Ela tenta me reprender mas seu sorriso não nega o quanto tá feliz em me ver.

Infelizmente eu sou filho único, minha mãe não pode ter mais filhos devido a idade dela, quando ela engravidou de eu, já estava com quase quarenta.

__Mae eu consegui um serviço! __digo e a vejo arregala os olhos.

__E posso saber donde cê arranjou? __ minha mãe sempre foi desconfiada, ainda mais de mim, ela sabe o fi que tem.

__Uai, mãe na fazenda. __ digo orgulhoso__ o próprio senhor Brandão falou comigo pessoalmente.

__ara, meu fi! Mas cê tá importante por demais.

__Num tô mãe? Pois o Homi chegou perto de eu e falou se océ quiser trabalha aqui cê pode.

Minha mãe escuta tudo com um sorriso no rosto.

__So tome cuidado com essa gente chique meu fi. __ me avisa.

__Eu irei apenas trabalhar mãe, não se preocupe. __ me aproximo dela e lhe dou um beijo na testa. __ eu amo océ.

__Eu também, agora vá almoçar se não há comida vai gelar. __ aceno com a cabeça e sinto minha barriga rodar de fome.

Deixo minha mãe terminado de lavar roupas e sigo para dentro de casa, de específico para a cozinha.

Vou até o fogão e me sirvo com uma grande quantidade de comida e me sento na mesa, saboreio o tempero de minha mãe com gosto.

Agora que eu também começarei a trabalhar provavelmente eu e meu pai iremos comer por lá mesmo, fica longe para minha mãe ir levar comida para nós dois.

Penso em como irei dividir meu tempo entre cuidar do sítio e trabalhar lá na fazenda. Não quero deixar minha mãe e nem meu pai sobrecarregado por isso darei meu máximo para lhes da orgulho.