capitulo 3
- O que pensa que está fazendo?- rugiu o homem muito perto de seu rosto,podia ver o ódio no negro de seus olhos.- eu disse o que pensa que está fazendo?- repetiu ele sem solta-la.- o cheiro que vinha da pele morena invadiu suas narinas,um misto de ervas amadeirada e fumaça, tentando recompor-se disse a primeira coisa que lhe veio a mente.
- Estou aqui para dar ao seu povo conhecimento.- ele riu,depois de solta-la de seus braços,sem o risco de quebrar o pescoço ela continuou firme olhando para o homem a sua frente,ele riu sem humor e parou para dizer-lhe.
- Não precisamos de seu conheçimento,o que chama de sabedoria para meu povo é tolice.- ele sabia que tinha atingido-a em cheio,respirando fundo tirou do fundo de sua alma uma determinação ferrenha, deixou claro a ele com suas palavras,se ele havia lhe ferido, devolveria o peso das mesmas em dobro.
- Isto é o que você diz!são palavras de um homem tolo,tolo a ponto de negar o conheçimento as crianças de seu povo, você não precisa vir a minha escola,mas não ouse impedir que as crianças assim o façam,ou verá que não sou como os outros.- infatizando cada palavra ele se aproximou mas dele,olhando-o nos olhos negros o desafiou silenciosamente a tentar para-la. ele não disse nada, apenas antes de ir viu em seus olhos o desafio aceito,aliviada e com o coração batendo acelerado, sentou-se em uma cadeira de madeira,teria de ser forte o suficiente para resistir seja la o que ele tivesse em mente.
Miguelito não voltou naquele dia,ela voltou com sua cesta de biscoitos intacta mas não desanimada,no outro dia tao o menino não apareceu,mesmo assim não desanimava,será que teria de ir ate eles busca-los?pensava em conseguir uma montaria e iria ao encontro das crianças quando miguelito voltou correndo.
- Desculpe senhorita!Bedziil não permite que as crianças venham.- foi o que o menino disse ao sentar-se ao seu lado no degrau da escada,aquele homem era sem duvidas uma praga,pensava que iria lhe deter por não permitir que as crianças a chegassem ate sua escola,mas o que não saía de sua cabeça era o que ele teria feito ou dito para que tivessem receio de chegar ate ali,foi quando indagou ao menino.
- O que eles as disse para que não viessem?- entregou uma fatia de bolo ao menino enquanto aguardava sua resposta.
- Que a senhorita e uma bilagáana má,que quer comprar as crianças com seus biscoitos para depois faze-los pensar como os bilagáana.- Ela gargalhou, nunca antes havia ouvido tanta asneira em sua vida,com certeza as crianças famintas precisavam de alimento,e ele não traria isto a elas apenas com palavras sobre ficarem no lugar onde estavam, não teria outra escolha,seu desafio fora aceito e ela teria que dar o segundo passo naquele jogo,precisava ir até as crianças,mas como as faria sem nem mesmo fazia ideia de onde viviam naquele árido deserto.
- Onde vivem as crianças?- perguntou ao menino.- fica distante?
- Não senhorita! não é uma boa ideia.- afirmou o menino já sabendo o que ela pretendia fazer.
- Você sabe sabe onde fica?peço que me leve lá,tenho que ir até as crianças.- pediu ao menino.
- senhorita ele não ficará...
- Ele não o ficará!e se ficar o problema será dele,me ajude levar algum alimento aquelas pobres crianças,pense que assim como também tem fome,seu povo também tem e neste momento estão lá fora sem ter o que comer.- refletindo o menino levantou-se após ter comido as quatro fatias de bolo,ele tinha alguns traços navajo,mas sua pele era mas clara,tinha certeza que era mestiço,talvez em um outro momento lhe perguntasse sobre seus pais,isso explicaria o domínio do inglês que o menino tinha tão bem,e o orgulhoso navajo também falava muito bem,a curiosidade a respeito daquele homem aumentou ainda mas,o que teria acontecido anos atrás.
- Tudo bem senhorita!a esperarei do lado de fora do Fort.- como combinado ela se foi,teria de apanhar algumas coisas na cozinha e deixar um bilhete dizendo estar na pequena capela naquele dia,tiraria algumas horas para se consagrar,Deus a perdoasse pediu mentalmente,estava mentido por uma boa causa,agradecia a Deus pos a maioria dos soldados haviam ido a santa fé buscar suprementos,o que significava que teria a chance perfeita para escapar sem ser notada,tinha algumas horas de vantagem antes que estivessem de volta.
Entrou sorrateiramente pela cozinha, não havia ninguém,apenas as vozes próximas reconheceu como dos Jones e Miranda a esposa do major,o mas rápido que pode apanhou alguns pães,alguns doces e saiu dali com a cesta abastecida,bom seria uma montaria naquele momento assim chegariam mas rápido,a ideia estava fora de cogitação, seria arriscado de mas,teria de ser a pé, apanhou o chapéu dentro da escola e se dirigiu aos portões,ainda era muito cedo da manhã então os portões por um milagre estavam sem soldado o guardando,saiu para a névoa que cobria o chão,ao longe no horizonte o sol vinha começava a surgir,assim seguiu o menino por uma estrada invisível aos seus olhos, caminhou por um bom tempo,o menino sempre lhe ajudando com peso da cesta,seus braços pareciam que a qualquer momento iriam cair do lugar pelo peso que vinha carregando já a um certo tempo, quando avistaram um pequeno vale.
- Chegamos!-disse o menino.
- Onde estão todos?- indagou sem saber onde estariam, não havia ninguém ali a não ser poeira,e paredões íngremes.
- Ali!- apontou o menino,pós as mãos fazendo sombra aos olhos,ao longe avistou alguns várias rostos morenos que os observavam de buracos nas paredes rochosas,com o coração saltitante pôs a cesta sobre uma pedra e disse;
- Vá!diga para que as crianças venham!lhes trouxe algo para que comam.- o menino correu para avisá-los,sorrindo aguardou,a primeira criança veio temerosa e acuada,seu semblante mudou quando viu nas mãos de elsie dois doces feitos de farinha de trigo e chocolate que ela havia preparado e agora ofertava a criança,assim foi uma apôs as outras,surgiam de vários lugares,até mesmo os adultos,alguns se aproximavam e recebiam pão,alguns doces,sabia não ser suficiente para todos mas pelo fato de ter feito a alegria de alguém,seu dia estaria ganho.- diga-lhes que enviem as crianças a escola,teremos aulas e depois alguma coisa para comam e tragam um pouco para casa.-miguelito fez como ela havia pedido,assim deixaram o lugar com o coração cheio de esperança,com certeza amanhã teriam aulas,quando estavam no meio do caminho,avistou um cavaleiro negro a distância,se aproximava cada vez mas rápido indo na direção do vale,quando estavama alguns metros próximos o reconheceu,neste momento o vento forte fez com que a fita de seu chapéu se desprendesse fazendo seu chapéu sair ao vento enquanto seus cabelos se desprendiam do penteado,ele parou a frente deles,quando o cavalo resfolegou um novo ângulo se revelou,ela notou os ângulos de seu rosto que não tinha visto da primeira vez, traços marcantes, olhar obstinado e longos cabelos negros presos por uma fita de couro,ele não disse nada,apenas a observou,seus olhos miraram a cesta e logo voltaram a seu rosto,ele parecia querer dizer algo mas não o fez,apenas conduziu o cavalo mas uma vez em disparada,respirou fundo,virasse que o animal também perecia por falta de alimento,estava magro o que era notório conforme seu movimento,mas nada disso tirou o porte e a beleza do homem montado sobre ele,naquele momento ela soube que logo, logo receberia um visita dele pelo que havia feito.
