Capítulo 5
Bernardo Fontana
Ainda consigo me lembrar da última vez que tive a briga com o meu pai aqui nessa casa!
As brigas sempre foram constantes, ele fazia questão de negar o meu pedido eu sempre fui fascinado por games, números era um lado que sempre me identifiquei, mas ele dizia que era perda de tempo! Por ele ser o meu pai era para fazer o que me fazia bem mais lá na casa do senhor Bruno ninguém podia ir contra as suas vontades!
E como eu era o único filho homem eu teria que ficar à frente da empresa porque ele tinha que manter o padrão, além do mais por eu ser o único herdeiro teria que continuar com a sua empresa fazendo o nome dele crescer ainda mais com passar do tempo!
Quando eu estava no último período da faculdade, não me sentia bem fazendo isso, foi quando entrei em uma aula que me chamou atenção, foi a ali que descobrir o quanto eu amava fazer isso!
Por um tempo fiquei frequentando a aula para saber se era isso que mesmo que eu queria, posso afirmar que nunca me senti em casa mexendo naquelas maquinas entrando em sistema eu me perdia fazendo aquilo, o professor estranhou por que eu tinha começado a pouco tempo mais conseguia dominar muito bem, foi quando ele disse que tinha muito talento para essa área e ele não estava mentindo, fui decidido contar para meu pai, o quanto eu me destacava nessa área mais ele não aceitou, as vezes que ele gritava que eu teria que fazer o que ele mandava me subia um ódio incomum eu nunca tinha me sentindo desse jeito eu me sentia um fantoche nas mãos do meu pai, eu nunca tive uma voz ativa, sempre tinha que dizer sim pai, ok pai. Mais dessa vez eu não podia me calar!
Ele me travava como um menino que tivesse apenas 10 anos, eu não podia mais admitir, foi quando ele me expulsou de casa por enfrenta ló, pensei que ele nunca pudesse fazer isso comigo, mais ele fez! Mesmo a minha mãe implorando ele estava irredutível naquele dia, com muita raiva apenas fui no meu quarto peguei uma bolsa e joguei umas roupas e meus equipamentos eletrônico, me doía ver a minha mãe chorando-me pedindo para fazer o que tanto meu pai queria, por que não me queria longe dela, mais eu não podia, e prometia a ela que um dia ela teria muito orgulho de mim e faria o que fosse preciso, mais não poderia manter naquela casa onde só era gritos, e ordens!
Sai da casa do meu pai sem olhar para trás, no começo não sabia o que fazer tinha apenas 17 anos, eu sabia que tinha dinheiro na conta mais tinha certeza de que meu pai faria questão de bloquear os meus cartões.
A minha sorte foi a prima da minha mãe, que eu a chamava de tia fui até a sua casa e ela me aceitou em sua casa, ela morava em um bairro simples, mas ela e seu marido me acolheram, expliquei o que tinha acontecido e eles me deixaram ficar lá, me sentia acolhido na casa deles, eu tinha mais dois primos mais eram bem mais novos que eu e eles não costumavam muito de ir até a casa da minha mãe por causa do meu pai, que não aceitava a classe social deles, o que pra mim, isso nunca importou e sim o caráter que eles tinham.
E assim foi passando os anos, a minha tia tinha ajudado a pagar a faculdade e eu trabalhava meio período em uma das empresas de tecnologia, comecei a juntar uma boa grana eu só estudava e trabalhava meio periodo, falava as vezes com a minha mãe para não deixar ela preocupada. Nessa época eu poderia ter falado com meu amigo para ficar na casa dele, mas não queria causar nenhuma briga, porque quando meu pai descobrisse que eu estivesse lá faria da minha vida um inferno e não queria trazer problemas para o Miguel e sua família que sempre foram legais comigo.
Foi quando descobri a o quanto gostava de tatuagem, fiz a primeira uma rosa com a primeira letra da minha mãe, ela sempre estaria comigo e a segunda tatuagem fiz para ela, aquela menina que sempre aquecia o meu coração, desde do primeiro dia que tinha a conhecido, eu sei que na época éramos muitos pequenos, eu tinha apenas 11 anos, mais sentia algo diferente quando eu estava perto dela, só quem sabia na época era a minha mãe, quando cheguei em casa contando da prima do Miguel minha mãe fez questão de conhecer ela pessoalmente!
E Miguel desconfio da forma que eu tratava Elise, ele sempre soube que tinha uma paixonite pela prima dele, meu amigo que com o passar do tempo acabamos nos afastando, mas sempre tento manter contato, e a última vez que os vi foi em uma viagem que fizemos acabei os encontrando lá por acaso, eu tinha apenas 16 anos, quando a vi novamente meu coração parecia que sairia pela boca, fiquei ansioso queria falar com ela, mais fiquei sem ação nenhuma, ela estava linda, ela tinha apenas 14 anos, e eu sabia que não daria certo, ela nunca iria olhar para mim da forma que eu desejava.
Em homenagem a ela fiz um símbolo infinito com a primeira letra do nome dela em chinês, poucos saberiam a inicial, mas eu a teria comigo, depois da segunda foi um vício comecei a fazer uma trás da outra e por isso que hoje o meu corpo e contemplado cheia delas, cada uma dela tinha um significado para mim.
Com o passar do tempo finalizei a minha faculdade e me formei e comecei a fornecer os meus serviços, mas eu sempre estava aprimorando tudo que aprendi, e foi assim que comecei a pensar e montar a minha primeira equipe, eu sabia o quanto isso dava dinheiro e estava disposto a ajudar outras pessoas ao meu redor e foi isso que fiz!
A minha primeira equipe só continha apenas com seis pessoas no começo foi um pouco complicado, mas com o passar conseguimos manter um padrão de qualidade foi quando um deles me disse que precisava abrir uma pequena empresa, mas disse que não queria ficar à frente então deixei que Thiago ficasse a frente da empresa passei para cada um que entraram no começo, cada um tornou um socio, sendo justo para ambas já que sempre subimos a empresa juntos sendo reconhecidos!
Assim pude ajudar os meus tios que me acolheram, e fui para fora do país precisava aprimorar ainda mais o meu conhecimento, lá consegui deixar o nome da minha empresa em alta já que levamos tecnologia de primeira para empresas renomadas!
Já estava muito longe da minha mãe eu precisava visita ela novamente, o dia no seu aniversário estava chegando e o contrato que tinha feito com uma das empresas já estava finalizando. Eu faria uma surpresa para ela que merecia todo o meu esforço, dona Helena nunca desistiu de mim, mesmo contra vontade do seu marido sempre me apoio por isso admiro a mãe que tenho ela sempre acreditou em mim.
Quantas vezes ela me deu dinheiro contra minha vontade, eu sabia que ela estava muito preocupada, já que ela não sabia do meu paradeiro não deixei que a minha tia dissesse que eu estava lá, eles poderiam ser prejudicados pelo meu pai e isso eu não iria permitir na época.
Assim meu pai não poderia fazer nada contra eles se caso eles soubessem que eles me acolhiam em sua casa, não poderia arriscar.
Quando chegou o dia de rever a minha mãe eu estava feliz, iria fazer o convite a minha mãe para passamos o final de semanas juntos só eu e ela!
Esse seria o seu presente, eu estava muito mudado e ela ficaria muito surpresa ao me rever.
Quando o avião pousou me senti em casa, tinha se passados dois anos fora mandei uma mensagem para minha tia avisando que tinha chegado e seguia para o apartamento que tinha alugado antes de viajar.
Peguei um táxi e segui para lá só precisava de um banho para poder ir ver a minha mãe estava com muitas saudades da dona Helena, não me animava nada em ter que ir até aquela casa, mas eu queria fazer uma surpresa para minha mãe então seria isso que eu faria, e se fosse preciso enfrentaria o senhor Bruno só para estar com minha mãe por alguns instante!
Depois de banho tomado mesmo cansado coloquei apenas uma camisa folgada com uma calça e um tênis e peguei um carro para seguir para o condomínio que minha mãe morava, fazia muito tempo que não ia lá, acredito que esteja a mesma coisa de sempre. Solto um suspiro em ter de ir até lá, vem as lembranças do dia que ele me colou para fora de casa.
O motorista avisa que chegamos vou até a portaria e aviso. No começo o porteiro não me reconhece informou de quem sou filho, ele abre um sorriso e libera a minha entrada. Pedi para o taxista segui o cominho e aviso onde deveria parar.
Agora estou eu aqui na frente da casa da minha mãe, a casa que eu tinha tanto orgulho de morar, que agora parecia mais desconhecida, eu só sinto raiva ao lembrar o meu pai!
Aperto a companhia e espero alguém vir atender a porta, assim que a porta é aberta se revela uma moça que fica me esperando dizer quem sou.
—Gostaria de falar com a senhora Helena!
—Quem desejaria?
—O filho dela, o Bernardo!
—Ah, sim! Pode entrar senhor, ela estar na sala! _ a moça me dá a passagem. solto um suspiro e sigo em direção a sala estou surpreendido com a sala com algumas pessoas conversando com a minha mãe, na hora que eu paro encontro a minha mãe que me abre um sorriso parece não acreditar que eu esteja ali! Ela vem em minha direção me dando um abraço forte!
—Meu filho, que saudade meu amor! _ ela diz me abraçando pegando no meu rosto para ver se é verdade mesmo de eu estar ali.
—Eu também mãe estou com muitas saudades, parabéns! _ falo e contínuo abraçado ao corpo da minha mãe, enquanto os outros ficam nos olhando e meu pai no canto da sala parado, cheio de raiva! O encaro mais sou desperto pela minha mãe que fala comigo.
—Filho quando você chegou? Como você está meu amor? _ ela me enche de pergunta.
—Eu estou bem mãe, cheguei agora pouco! Pensei que a senhora estivesse sozinha, é melhor voltar outra hora! _ falo me referendo as visitas eu não quero fazer nenhuma cena, minha mãe não merece isso.
—Não meu amor venha falar com nossos convidados! _ ela diz puxando a minha mão animada para ir até os convidados dela.
—Quem é esse belo jovem Helena? _ reconheço essa voz, quando olho em sua direção é a mãe do amor da minha vida! Bem na minha frente.
—Esse é o Bernardo, Maya! O meu bebê está lindo! Lembra dela filho? _ minha mãe pergunta, pois ela sempre soube que eu gostava da Elise!
—Boa noite! Como vai senhora Maya? Senhor Eduardo! _ falo cumprimentando os dois, mas ela solta um grito animada! Me fazendo rir. Ela parece animada em me ver de novo!
—Como vai Bernardo? Você sumiu menino não faça mais isso! _ ela pergunta animada, enquanto senhor Eduardo fica me encarando.
—Eu estava viajando a trabalho, acabei de chegar! Prometo que não farei mais.
—Você tem um tesouro Helena! _ senhora Maya diz para minha mãe que concorda!
—Mande lembranças para todos, mãe eu preciso ir! _ falo e minha mãe fica triste.
—Fica mais um pouco filho!
—Amanhã eu venho para buscar a senhora vamos fazer um programa só de mãe e filho! Está bem! _ falo para deixar animada. —Tenha um boa noite! Mais preciso ir!
Falo já me despedindo da minha mãe já indo em direção a porta, ainda consigo ouvir quando uma das mulheres pergunta o que faço, e minha diz que sou cantor. Não fico para ver o que iria acontecer apenas, saio daquela casa que me faz tão mal. Vou caminhando até chegar na frente do condômino e fico pensando em tudo que passei até aqui! Chamo um táxi e sigo para o meu apartamento vou o caminho todo refletindo em tudo que eu fiz, em rever a minha mãe animada em ver pessoas que sempre tiveram na minha infância me bate um vazio....
Depois da visita a minha mãe a pedi que me encontrasse no meu apartamento e fiz o convite de passamos o dia juntos e ela aceitou, ela não tocou sobre o assunto da noite anterior apenas aproveitou e dia só nos dois...
Fomos passear no shopping comprei o seu presente, eu não poderia deixar de mimar a minha mãe, depois fomos almoçar e decidimos ir para beira da praia quando eu era mais novo ela sempre me trazia quando eu brigava com algum colega, ela dizia que a ondas do mar tinha o poder em acalmar a fera dentro da gente.
E foi isso que ela fez! Caminhamos, conversamos sobre tudo, foi quando quis estender anoite e ela tinha aceitado ir até um barzinho que tinha na beira da praia e tinha um som ao vivo, eu estava gostando dessa versão da minha mãe bem animada, solta descontraída, eu sabia que é ela queria passar o máximo de tempo comigo e eu também estava da mesma forma!
Ela me fez cantar com ela, foi o vergonhoso, mas ela não tinha desistido até eu tentar, e que conseguir contar bem e as pessoas pedindo bis! Fiquei rindo até conhecer o Caio que se aproximar a mim e me pergunta se eu não tinha interesse de cantar, eu já tinha tomado algumas cervejas e disse que depois veria isso, ele pegou meu número e foi assim que descobri que tinha talento para cantar no ramo de rapper...
No começo fiquei estranhando a forma que eu cantava mais com alguns ensaios e tópico de música que ele separou, eu consegui me sair bem foi quando o rapper Tyler nasceu! Deixei os meus cabelos crescerem ficando com outro visual, fazendo outro estilo de vida, se eu já tinha tatuagem fiquei com algumas a mais.
Foram os três meses mais louco da minha vida vivendo por fio! Em meio a esse mundo, eu não conseguia me identificar eu estava fazendo sucesso mais eu não gostava, não me reconheci quando entrava no palco ou quando alguém me chamava de Tyler era como se eu tivesse uma dupla personalidade, era agressivo, cheguei até usar drogas para fugir da minha realidade, mais logo cai em sí, eu sabia que se eu entrasse nessa vida sai era difícil foi preciso eu ser detido para a realidade cair em mim.
Sai com várias mulheres em algumas noites, Caio dizia que isso era curtição, mas eu não me via nessa curtição! Mas nenhuma delas chegaram aos pés da Elise, como amar tanto uma pessoa que você nunca chegou a beijar ou a tocar? Só em ouvir sua voz ou ver ela sorrindo mesmo que o dono do seu sorriso era outro, para mim era muito bom. Era o que eu sentia por ela, amor, admiração, sempre quando eu estava para baixo sempre me lembrava dos seus sorrisos algo nela me trazia de volta para casa, chegava ser reconfortante pensar nela.
Eu já estava esgotado dessa vida, eu já tinha pensado em parar estava em uma turnê curta para o mundo conhecer a minhas músicas, já até tinha dito para Caio de como eu me sentia, parece que toda vez que eu falava que ia parar ele inventava mais trabalho que assinou e eu teria que cumprir e isso estava me irritando. Era como se ele controlasse o Tyler da forma que ele achava melhor, cheguei a duvidar se ele era mesmo o meu amigo ou só queria saber da grana que estava ganhando.
Foi quando eu estava em um dos shows recebi uma mensagem da minha mãe dizendo que estava doente e que precisava me ver, e foi aí que vi que precisava volta.
Tentei ligar mais nada, só dava desligado ou caixa postal, apenas mandei uma mensagem dizendo que estava retornando o quanto antes.
Eu já estava a mais de três meses fora, precisava volta, avisei ao Caio que não assinasse mais nenhum contrato, pois iria voltar para o Brasil para ver como a minha mãe estava.
Ele ficou com raiva dizendo que eu estava perdendo muito dinheiro e que logo a minha mãe ficaria boa, já que o meu pai era cheio da grana e ele daria a ela o melhor tratamento e não precisava de mim lá.
Quase não o reconheci indo para cima dele, como ele pode pensar em falar em dinheiro agora? Eu só quero ver a minha mãe bem e que se danasse o resto e se ele tentasse me impedir eu faria questão de acabar com a vida dele!
Eu não iria mais deixá-lo me dominar dessa forma, não agora com a minha mãe precisando de mim.
Acredito que essa doença da minha seria só um motivo para sair dessa vida que entrei sem pensar. Eu tentaria voltar com a minha vida e tentar acertar dessa vez!
