Biblioteca
Português
Capítulos
Configurações

Capítulo 6 - O Homem com a tatuagem do Falcão

Derek despertou assustado e suando aos litros, com uma sensação mista de calor e frio. Um tanto perturbado com o sonho que tivera que mais se assemelhava a um terrível pesadelo. Espíritos de homens e crianças sofrendo. Sem contar com o local onde estivera que lembrava o inferno. Sangue. Enxofre. Fogo. Era um sonho tinha certeza. Mas uma certeza incrédula. Tinha sido bastante real. Ainda tinha as sensações de dor e sofrimento de tais almas condenadas com quem esteve presente.

As palavras da entidade que se apresentou a ele como um anjo não lhe saiam da cabeça.— muito menos a sensação extasiante que teve ao tocar seus seios. Era um ninfomaníaco e se orgulhava disso —. Mas era incrédulo acima de tudo e gostaria de esquecer aquele pesadelo o quanto antes, sem ao menos se importar com situação de que realmente era verdadeira. Os assassinatos e estupros das menores eram verdadeiros e que ele havia sido convocado para ajudar a dar um basta.

Sem se dar conta, percebeu que estava em seu quarto e não onde tivera de fato desmaiado. Olhou em volta, apertos os olhos com força e teve a certeza de que não estava mais sonhando ou delirando. Estava mesmo em seus aposentos.

Derek estava hospedado em um apartamento simples. Composto por apenas três cômodos. Um quarto que decorou a se assemelhar também como uma sala de estar. Uma pequena cozinha um tanto desarrumada. Com louças amontoadas na pequena pia de mármore claro, sujas com resto de comidas sabe se la desde quando. E um pequeno banheiro que mostrava um contraste considerável, por estar limpo e bem arrumado.

Seu quarto – sala estava com roupas jogadas em tudo que era canto. Latas de cerveja e preservativos usados tomavam conta do lugar. Sua cama box ficava abaixo de uma janela grande decorada com uma cortina branca com estampas de pássaros e flores de cor vermelha.

Derek se espreguiçou, pegou seu maço de cigarro azul encima do criado mudo. Com uma mão acendia seu tabaco e com a outra pegava o controle remoto de sua televisão de 27 polegadas de tela plana. Ao ligar seu aparelho televisivo teve uma desagradável visão. A reportagem local anunciava que o corpo de bombeiro achara mais dois corpos de duas meninas. Reconhecida como Clara e Amanda. 13 e 12 anos respectivamente, Brutalmente assassinadas. Costelas quebradas. Bocas rasgadas. Diversos hematomas sinalizavam golpes de algum equipamento solido. E o pior. Suas genitálias amostra estavam manchadas de sangue seco.- sua visão conseguia entender mesmo com a censura da edição - Foram violentadas. — Cicatriz — Ele pensou.

Inconformado e bastante irritado com tal fato. Desligou a televisão e arremessou o controle contra a parede sem se importar com o dano recebido. Três tapas foram desferidos com força moderada contra sua face, afim de se restabelecer do choque de tal ocorrência e um grito de raiva, muita raiva, foi proferido ao ar com toda a força que podia soltar de seus pulmões e pregas vocais.

— CICATRIIIIIIZZZZ. EU TE MATO. SEU DESGRAÇADO DESPRESÍVEL.

Respirou fundo por três vezes seguidas e se acalmou um pouco. Ao se levantar teve mais uma surpresa ao se olhar no espelho. Completamente despido, se espantou com uma enorme tatuagem em seu tórax. Um grande falcão em tinta preta estava tatuado em seu peito com as asas abertas em formato de cruz com as costas voltadas para frente. E ele tinha certeza que nunca havia tatuado tal coisa. E se lembrou do sonho. Tal entidade o chamara de falcão enquanto tateava seu tórax. Mas isso só mostrava que pudesse estar ficando louco e decidiu então acreditar que tivesse feito essa tatuagem em algum momento em que estivera alcoolizado – que era a maioria das vezes. — Nunca mais eu vou beber. — Pensava consigo mesmo enquanto tragava seu cigarro já no final.

Derek Pegou seu aparelho celular encima do rack, e pressionou o botão de chamada automática. Chamando assim, a ultima pessoa que o ligara na noite anterior. O detetive.

— Aqui é o Derek. Aceito o caso. — Sua voz soava firme e decidida.

— Sabia que iria aceitar. Me encontre as dez da noite na mesma lanchonete de ontem. Lhe passarei todos os detalhes. Desta vez, estou lhe entregando informações confidenciais. Nem a policia e nem o governo, sabem que você estará envolvido. Estou contanto com você, porque quero aquele desgraçado preso. E toda a aquela quadrilha miserável. Terá as armas que precisar, mas estará sozinho. Aguarde meu contato quando estiver lá dentro para pegar o armamento.

Mas Derek disse querer apenas sua espada. Tudo confirmado.

Estava contente o detetive. Mas sua voz não demonstrava muito entusiasmo, como se não acreditasse na bem aventurança dessa empreitada.

— Não se preocupe. Não terá nada e nem ninguém que possa me impedir. Aquele desgraçado ira pagar com a própria vida. Assim como todos que forem cúmplices dessa barbárie. Tem a minha palavra.

— Não Derek. Precisamos dele vivo, para que possa ser interrogado. Precisamos capturar todos que estão envolvido nesses crimes. Principalmente o responsável. Não é para mata - lo. Entendeu?

— Já não posso prometer isso. Para que? Para ser sentenciado a vinte, trinta anos apenas? NÃO. Isso não vai acontecer. Vou manda – lo para o lugar que merece. O inferno. — Protestava em voz alta e com muita indignação. Aquela besta não iria para cadeia. Seria bom demais para ele e nada justo para com as vitimas que padeceram em suas mãos demoníacas.

Antes mesmo que o policial protestasse, Derek desligou o aparelho. De certa forma estava animado. Feliz que iria vingar a morte daquelas pessoas. Daquelas crianças. Abriu seu guarda roupa e la estava sua enorme arma de combate. Uma enorme espada quase do seu tamanho. Sua lamina chegava a mais de um palmo de largura e dois centímetro de espessura. Teria gosto em usa -la contra aquele monstro. Nunca pensou que pudesse usa – la novamente. Mas desta vez teria muita utilidade.

Precisava descansar um pouco mais e caminhou em direção a sua cama. La viu algo que o chamou bastante a atenção. Uma pena. Alva como a neve. Seu tamanho era peculiar e grande demais para pertencer a um pássaro comum. Talvez pelo seu comprimento de quase vinte centímetros e de um branco sem igual. Havia nela também um brilho. Como se tivesse luz própria.

Mais uma vez a imagem do anjo de seu sonho lhe viera a mente. E Decidiu mesmo que só um pouco – quase nada – acreditar em seu sonho e em sua missão divina. Pegou aquela pena e deixou debaixo de seu travesseiro. Antes de adormecer novamente sentiu uma presença bastante agradável como se alguém lhe observasse. Olhou em volta mas não viu ninguém. Mas la estava aquela mesma entidade que aparecera em seu sonho, sentada na beira da janela a lhe observar. E um sorriso meio que tímido surgira em sua face, emocionada ao perceber que Derek começara a acreditar — mesmo que pouco — em sua missão. E mais próxima estaria para saber se ele realmente era um dos Escolhidos que procurava.

Suas pálpebras pesaram.

Enfim adormeceu.

Baixe o aplicativo agora para receber a recompensa
Digitalize o código QR para baixar o aplicativo Hinovel.