Biblioteca
Português

O sogro profano me possui

56.0K · Finalizado
Sra.Kaya
33
Capítulos
30.0K
Visualizações
9.0
Notas

Resumo

Sara é uma pobre garota que foi deixada no orfanato Raio de luz aos 2 anos. Sua infância foi difícil por ter vivido de caridade e depois trabalhado duro no orfanato. Mas, sua vida muda drasticamente ao completar 18 anos e saber que o benfeitor da instituição, Donatello Espinosa e a Diretora do orfanato, haviam negociado um contrato de casamento entre o filho dele Kael, e Sara, em troca de continuar com o patrocínio. Sem outra opção, Sara é arrastada para a luxuosa mansão da família Espinosa e se casa com Kael. Porém, após 1 ano de casamento, Sara e Kael sofrem um terrível atentado levando Kael a morte. Sara sobrevive graças a um milagre, mas, ainda corre risco sob a mira dos criminosos. É então que Donatello seu sogro, assume a responsabilidade de cuidar dela. Ele fará tudo por Sara, inclusive tomá-la para si de todas as formas existentes. Donatello é possessivo, dominante e pagará qualquer preço para possuir de corpo e alma sua "passione"(paixão) e protegê-la de tudo.

assassinatopossessivoromancesegredosamor dolorosadominantebilionárioCasamento arranjadovingançasuspense

Prólogo

PRÓLOGO

Aos dois anos de idade Sara foi deixada no orfanato por uma jovem moça que parecia uma adolescente de tão nova, sem expectativas de vida, ou recurso financeiros. Ela estava sozinha em um dia de chuva com pouca roupa e um par de sapatos desgastados. Em seu colo havia um pequeno bebê magricelo que chorava muito de fome, de frio, de medo, e era pálido como alguém que não comia há muitos dias. A mulher estava fraca, desnutrida e não tinha força nos braços para sustentar a criança que carregava. Com o coração partido e cheia de medo, mas, sem condições de continuar cuidando daquela pobre e inocente criança, ela simplesmente deixou a menininha enrolada em panos esfarrapados, rasgados, e sujos na porta do pobre orfanato daquela cidade no interior do estado.

A única coisa que foi deixada com a menina naquela data, uma noite chuvosa e fria, e a mais triste do ano, foi uma pequena corrente, um colar com um nome escrito... o nome era Sara, sem mais nada escrito ou deixado para trás como lembrança, identificação, ou qualquer outro sinal que indicasse a origem ou de onde aquela menina vinha. Ninguém sabia quem eram os seus pais, nem quem era a mulher que a havia deixado ali. O local era um pobre orfanato que não tinha muitos recursos ou pessoas para trabalharem ali, havia apenas duas mulheres que cuidavam de cerca de cem crianças, e uma diretora muito séria, ríspida, dura e nervosa, por causa do excessivo trabalho acumulado, e da falta de recursos e verbas para cuidar daquelas pobres almas desamparadas que viviam no orfanato.

Sara não teve muitos amigos enquanto crescia no orfanato Raio de luz, pois era tímida e sempre intimidada pelas crianças mais velhas. Ela teve muitas dificuldades, passou fome, sede e frio, por ter sido acolhida naquela instituição que era muito pobre. A diretora e as duas funcionárias maltratavam as crianças que viviam ali, nem sempre tinha comida para todos, e quando tinha, havia sempre uma disputa entre os mais fortes, quem fosse mais esperto e mais forte conseguia comer, se alimentar bem e beber dos recursos que chegavam ali na instituição de caridade.

Então sua vida foi assim, cheia de dificuldades pois ela era uma menina muito fraca, ingênua e não sabia como fazer para sobreviver em meio as outras crianças que eram bem mais capazes e mais esperta do que ela. Sara não tinha nada na vida apenas um nome: Sara, sem sobrenome, sem identidade, sem carinho, sem amor, sem ninguém para ajudá-la nos momentos mais difíceis. Às vezes passava vários dias sem comer direito, e ainda por cima tinha que ajudar na limpeza do lugar, como também cuidar das outras crianças à medida que ia crescendo, para que pudesse ter um pouco de comida no prato e não morrer.

Com quinze anos Sara passou a ser como uma terceira funcionária do Orfanato Raio de Luz. Ela se tornou a cozinheira, a faxineira, e cuidadora das crianças menores que iam chegando ao longo dos anos. Ela tinha que aprender a se cuidar e a cuidar dos outros enquanto passava pela complicada fase da adolescência. Mas, alguns anos depois, um novo patrocinador surgiu no orfanato e as coisas começaram a melhorar de vez.

Agora as crianças não passavam mais frio, não ficavam no escuro em épocas de tempestade. Elas tinham um cobertor, comida, proteção, e a ajuda de um benfeitor muito bom, que as pessoas não conheciam, apenas a diretora do orfanato quem ele era. Nem Sara e nem ninguém sabia quem era o novo patrocinador e benfeitor do Orfanato Raio de Luz. Sara somente tinha visto o homem uma vez ou outra, a uma grande distância, quando ele foi até o local para falar com a diretora, porém, foi uma coisa muito rápida que ninguém conseguiu prestar atenção para identificá-lo com precisão.

Sara só conseguia se lembrar da aparência dele de longe, era um homem alto, de cabelos escuros, pele clara, de pescoço longo e braços fortes. Essa imagem nunca tinha saído da cabeça dela. Às vezes ela sonhava com essa mesma imagem repetindo em sua memória noite após noite... a imagem do seu benfeitor, a imagem do patrocinador do Raio de luz, que trouxe esperança para ela e para as outras crianças que viviam ali sem expectativas ou esperanças de que as coisas fossem melhorar um dia. Mas, melhoraram graças a bondade e a ajuda dele.

Agora a vida de Sara estava aparentemente melhorando e se estabilizando. Todos no orfanato Raio de Luz tinha comida, um abrigo para se proteger em dias de chuva de sol e de frio, e um pouco de esperança para seguir em frente até se tornarem adultos e conseguirem um bom emprego para saírem dali. A vida de Sara estava finalmente se estabilizando e ficando um pouco melhor, porém a tranquilidade que a cercava estava prestes a mudar drasticamente, da noite para o dia quando ela completasse 18 anos de idade.

O que sara não sabia é que com a chegada do benfeitor, o patrocinador do Orfanato, a diretora havia negociado um casamento por contrato, mas sem autorização ou pedir a opinião dela, sobre esse assunto. O patrocinador havia feito um acordo com a diretora. Um contrato de casamento entre seu filho Kael Espinosa com a jovem que ele tinha visto no primeiro dia quando tinha chegado ao orfanato, que era Sara. Quando Kael tivesse vinte e cinco anos e a menina estivesse na maioridade, ou seja, 18 anos, eles deveriam se casar em troca do patrocínio que Donatello Espinosa, o pai de Kael, estava arranjando para ele.

Donatello Espinosa era um homem sério, centrado, objetivo, e determinado a manter a linhagem de sua família. Ele desejava ter herdeiros, netos, filho do seu filho Kael para manter a sua linhagem, e ter seus herdeiros, os seus netos, filho de Kael, para serem seus sucessores na empresa, o grande império Espinosa, o qual ele havia construído com as próprias mãos desde novo. Donatello desejava que seu império não caísse em mãos erradas, e nem das pessoas gananciosas que estavam atrás de lhe dar um golpe, e usurpar tudo aquilo que era direito de seu filho Kael e dos seus próximos futuros herdeiros, sangue do seu sangue, sua linhagem direta, os quais deveriam herdar tudo o que a família Espinosa havia conquistado arduamente, através do trabalho duro que Donatella via feito desde novo.

Então, no dia que era considerado o aniversário de Sara, dia primeiro de dezembro, quando ela completou a maioridade, dezoito anos de idade, Donatello foi buscá-la para concretizar o casamento por contrato com seu filho único. Sara não sabia o que esperar e nem o que estava acontecendo com a sua vida, mas como cresceu aprendendo a nunca questionar e nem perguntar nada, ela simplesmente obedeceu a ordem da diretora, que a mandou seguir aquele homem, o qual tinha ido buscá-la no orfanato. Sem muitas coisas, sem objetos pessoais ou lembranças para levar consigo, apenas o colar que continha o seu nome: Sara sem sobrenome, ela seguiu aquela pessoa, mesmo sem nunca a ter conhecido antes.

Ela entrou em um grande e luxuoso carro preto, uma limosine, algo que nunca tinha visto antes na vida, e se surpreendeu que pudesse existir uma coisa como aquelas, a qual seus olhos jamais tiveram a oportunidade de ver. Sara foi levada para uma casa que mais se parecia como um verdadeiro filme, algo que ela jamais esperaria ver nem nos seus sonhos mais distantes de menina. Então foi direcionada para uma propriedade privada, onde uma velha senhorinha trajando um uniforme impecavelmente perfeito, passado a ferro, extremamente limpo, e que parecia bastante caro, que a levou para se arrumar para algo que ela nem sabia o que era.

Dessa forma, ela foi perfeitamente arrumada, tomou um banho, colocou roupas novas, e calçou os sapatos mais macios, os quais ela nunca tinha experimentado na vida, como também os mais confortáveis. Logo em seguida alguém veio para produzi-la: uma grande equipe de profissionais, que fez uma maquiagem em seu rosto pela primeira vez, o que foi uma experiência única. Não era nada muito elaborado, era simples, mas algo bonito, ela tinha gostado de toda a produção que fizeram nela, e que levou apenas três horas.

Então ela foi conduzida para o andar de baixo daquela casa, um lugar novo que ainda não tinha pisado antes, e foi conduzida até uma sala privativa onde um jovem rapaz a esperava, como também um oficial de justiça, e o seu benfeitor Donatello Espinosa, o patrocinador do Orfanato Raio de Luz. Em seguida o oficial explicou o que iria acontecer naquela cerimônia, esclarecendo tudo a Sara de maneira simples, para que ela compreendesse que estava se casando sobre um contrato da lei, e que a partir daquele momento ela seria a nova senhora Espinosa, a esposa de Kael Espinosa. Sara não sabia muito bem o que aconteceria dali para frente, mas pela primeira vez na vida não tinha medo, pois teria um nome e um sobrenome, pertenceria a uma família depois que assinasse os papéis e dissesse sim para aquele homem desconhecido.

Então, ela seguiu adiante, aceitou seu destino, se tornou Sara Espinosa, uma pessoa, uma mulher com o nome e sobrenome, pertencente a um lugar pertencente a alguém pertencente é uma família. Esse foi o dia mais estranho, porém que parecia ser uma benção, um presente vindo diretamente dos céus. Ela tinha ao que se agarrar dali para frente. Talvez uma nova esperança para o futuro. Depois da cerimônia Sara agora tinha um documento que registrava sua presença no mundo. Kael Espinosa parecia ser uma boa pessoa, um homem decente, que a respeitava. Ele havia falado poucas palavras com elas, mas todas foram muito respeitosas, cordiais e gentis.

Então tudo parecia muito bom para ela.

Após sair dali Kael a levou para a nova casa onde iriam morar. A casa dos recém-casados ficava a uma pequena distância de onde havia acontecido o casamento, a cerimônia que havia sido muito rápida, simples e sem mais complicações. E assim que chegaram no local, Sara sentiu um frio na barriga, pois não sabia o que esperar de um homem, principalmente uma pessoa como Kael Espinosa, logo após o casamento. Ela não entendia nada sobre essas coisas, pois nunca tinha sido orientada e não sabia como se portar naquele instante, e nem o que Kael também faria, pois ele não havia dito nada até então. Até o momento ela não imaginava como proceder ou o que falar, porém, seu esposo, a pessoa mais próxima e a mais nova que havia entra na sua vida, era um homem muito gentil, paciente e bondoso. Kael a havia tranquilizado dizendo que não faria nada que Sara não quisesse.

Seu gentil marido prometeu esperar o tempo dela e quando estivesse preparada, eles poderiam viver uma vida como um casal de verdade, depois de ter firmado um matrimônio por contrato. Então os dias ao lado de Kael passaram a ser a coisa mais agradável que tinha acontecido na vida de Sara. Ele sempre era muito paciente com ela e a ensinava sobre as coisas da vida que Sara ainda não sabia. Ele a ajudou nos seus estudos, e também como deveria se portar diante da alta sociedade, e na presença das pessoas que ela ainda não conhecia, devido ao fato de que Sara não tinha convivido com outras pessoas além das que estavam no Orfanato Raio de Luz, e por isso não sabia como deveria interagir com elas. Mas Kael a auxiliou em tudo isso, como um verdadeiro príncipe.

Sara, apesar de ser uma garota tanto tímida e sem considerar que tinha muitos talentos, aos poucos foi crescendo e evoluindo como pessoa e como mulher ao lado de Kael Espinosa, o seu marido muito paciente e gentil, que fazia de tudo para estar próximo a ela e para a ajudar em todas as coisas possíveis. E assim os meses foram se passando rapidamente, como num piscar de olhos... e então um ano se passou enquanto ambos fortaleceram uma grande amizade que construíram aos poucos um com o outro. Porém, nada de diferente tinha acontecido entre eles, como deveria ser com um casal.

Kael era um homem muito especial que estava aguardando o momento certo para dizer a Sara como se sentia, pois apesar de só aparentar na superfície ser um bom amigo, um companheiro, um grande ajudador que estava a incentivando a se tornar uma pessoa confiante e independente... Ele que queria ser mais do que isso. Kael havia se apaixonado por sua tímida e delicada esposa.

A relação que havia entre eles, Sara e Kael, era agradável e boa. Kael a levava depois do trabalho para vários lugares para que ela pudesse conhecer coisas que ainda não conhecia, e foi num desses dias, que a levando de carro para o museu no centro da cidade, que algo terrível aconteceu: um grande acidente.

Alguma coisa estava errada com o carro de Kael Espinosa enquanto tentava controlar o veículo que estava sem freio. Então, de repente ele perdeu completamente o controle do veículo e acabou batendo em um caminhão, que o fez ser jogado em alta velocidade para fora da pista. A pancada tinha sido tão forte, que o carro ficou completamente destruído e tão amassado, que os bombeiros tiveram muita dificuldade para retirar as vítimas de dentro do veículo antes que ele explodisse, por causa das chamas e do combustível espalhados na pista.

Kael e Sara foram socorridos pela Unidade de urgência, que correu com eles às pressas para o hospital mais próximo, o melhor, que era particular e o mais conceituado de toda a cidade, e de toda região. Contudo, não adiantou muita coisa, ambos estavam muito feridos. Porém, apesar de terem sido socorridos de imediato, apenas um deles conseguiu sobreviver. Kael morreu a caminho do hospital. Ele teve uma parada cardíaca, e após várias tentativas de ressuscitação, a vítima foi declarada com morte cerebral. Ele não chegou com vida ao hospital. Kael morreu ainda dentro da ambulância, no meio do caminho. Já Sara, mesmo estando em estado gravíssimo, foi encaminhada para unidade de tratamento intensivo assim que deu entrada na instituição de saúde, e passou por uma cirurgia de longas horas. Mas, mesmo em estado crítico, ainda permanecia viva.

Depois disso ela foi encaminhada para o quarto de terapia intensiva, ainda inconsciente, e com vários ferimentos espalhados ao longo do corpo. Os médicos não tinham muita esperança para ela também, achavam que Sara iria morrer ainda naquela madrugada, por não apresentar nenhuma melhora no seu quadro de saúde.

Quando Donatello Espinosa recebeu a notícia do acidente, o mundo todo parecia que havia sido explodido dentro de sua cabeça. Ele havia perdido completamente o rumo na mesma hora... perdido o chão sob seus pés, e achava que era mentira, que nada daquilo tinha acontecido mesmo de verdade, que era apenas um engano, que não era seu filho que estava no hospital, em uma sala de necrotério.

Não, não, não... ele não estava morto, ele não poderia estar morrendo. Não o seu amado filho Kael.

Então a primeira coisa que o pai de Kael fez foi correr para o hospital para saber o que estava acontecendo. Mas, quando tudo se confirmou e ele realmente viu o corpo de Kael Espinosa sem vida sobre aquela cama branca, cheio de cortes, pálido, e sem o espírito agradável e divertido que ele sempre teve durante toda a vida, diferentemente de como estava agora... o entendimento então finalmente tinha chegado a sua mente: Kael Espinosa, seu amado e querido filho, e muitas vezes ingênuo, estava morto.

Contudo, toda dor e sofrimento ainda não havia acabado... sua nora ainda estava em estado crítico, internada em um quarto de terapia intensiva, sem perspectivas, esperanças ou fé alguma de que fosse acordar algum dia. Os médicos lhe disseram, assim que o encontraram, que Sara provavelmente morreria ainda naquela noite também.

Donatello não podia acreditar que mais uma vida estava indo embora. Uma vida que mal havia começado a viver tudo que tinha pela frente ainda, uma jovem que havia acabado de completar dezenove anos de idade, uma vida que era completamente sua responsabilidade, pois tinha sido ele quem havia tirado ela do Orfanato para viver aquela vida em meio a sua família. A culpa, o medo e o assombro corroíam sua alma até o limite, pois ele sabia que as coisas não eram tão simples quanto pareciam ser, e que esse acidente, não tinha nada de apenas um acidente simples e comum de trânsito. Aquilo era obra de alguém muito perverso, que estava tentando destruir a sua família. Alguém estava tramando para destruir o sobrenome dos Espinosa da face da terra.

Tudo era culpa da ganância, da crueldade e do crime de alguém que estava por trás de tudo aquilo. Mas, um dia ele iria descobrir de quem era a autoria do crime mais bárbaro e cruel que já havia atingido toda sua vida. Um crime que tinha ceifado a vida do seu amado filho Kael, e que também estava levando embora agora a vida de uma jovem inocente, que nada tinha a ver com os problemas da empresa, e do império que eram o seu legado e sua responsabilidade.

Sara estava em risco por causa de pessoas que nem conhecia e que a usaram, assim juntamente como seu filho, para lhe atingir no ponto mais fraco. Mas Donatello Espinosa não era um homem fraco que deixaria essa situação ficar como estava. Ele buscaria vingança. Ele descobriria quem era os responsáveis por tudo aquilo está acontecendo com ele, com sua família, com pessoas inocentes que haviam sido destruídas e dilaceradas por um duro golpe. Donatello se vingaria de todos em nome de seu filho Kael Espinosa e de sua nora Sara Espinosa, a jovem garota que agora seria a sua protegida, a qual ele faria de tudo para que escapasse dessa terrível armadilha.

Donatello Espinosa faria de tudo para que Sara sobrevivesse, e assim tivesse a chance de poder viver muitos anos pela frente, e tudo aquilo ainda não tinha experimentado. Ele estava mais do que disposto a dar a própria vida para proteger quem ainda restava... Donatello faria de tudo para não deixar que um fio sequer de cabelo da cabeça dela caísse sem o seu consentimento, sem a sua permissão, nada poderia causar mal a ela ou lhe fazer dano, porque agora Sara era a sua responsabilidade, seu dever, seu compromisso e a sua garota para cuidar.

Sara Espinosa não era de mais ninguém a não ser sua, e não havia ninguém no mundo que pudesse mudar essa realidade. Mudar essa verdade não era uma opção que ele permitiria a qualquer um, independentemente de quem fosse. Ninguém ousaria tocar em algo que agora pertencia a ele. E ela era completamente e irrevogavelmente dele a partir daquele dia.