Biblioteca
Português

O Milionário e a Empregada

21.0K · Em serialização
Anna Braun
14
Capítulos
22
Visualizações
9.0
Notas

Resumo

Após a morte trágica de Leandro Lobo, a poderosa família Foster teme perder o apoio financeiro que mantinha sua fortuna de pé. Desesperados para esconder seus próprios segredos, os Foster criam uma mentira cruel: Anita Silva, uma humilde empregada da mansão, teria sido a mulher responsável por destruir o coração de Leandro. Quando Alexandre Lobo chega disposto a descobrir a verdade sobre a morte do irmão, encontra uma carta misteriosa e um testamento surpreendente. Leandro deixou um milhão de dólares para Anita, sua maior confidente nos últimos meses. Para Alexandre, aquela herança é a confirmação de que a empregada seduziu, enganou e traiu seu irmão. Mas Anita se recusa a aceitar o dinheiro e enfrenta o arrogante milionário sem medo. Ela pode ser pobre, mas não permitirá que ninguém destrua sua dignidade. Quanto mais Alexandre tenta fazê-la confessar um crime que não cometeu, mais se sente perturbado pela força, pela coragem e pela beleza da mulher que jurou odiar. Incriminada por testemunhas compradas e perseguida por uma família capaz de qualquer coisa, Anita precisa fugir e assumir uma nova identidade. O destino, porém, coloca os dois frente a frente novamente quando ela é contratada como empregada justamente na casa ligada à noiva de Alexandre. Agora, divididos entre o desejo e a desconfiança, o milionário e a empregada precisarão enfrentar mentiras, preconceitos e segredos capazes de destruir muitas vidas. Ele jurou se vingar dela. Ela jurou jamais se curvar diante dele. Mas, quando o ódio começa a se transformar em amor, Alexandre terá de decidir se continuará acreditando nas aparências ou se arriscará tudo para proteger a única mulher capaz de dominar o coração de um Lobo.

romanceAmor trágico / Romance angustianteFamília ricaamorCEObilionárioBilionário/CEOArrogante mas adorávelPoderosos juntos / Casal forte

CAPÍTULO 1 A Última Carta

“Meu nome é Leandro Lobo, e essa é a última carta que escrevo na minha vida, sei que não deveria fazer isso, e muito pensarão que sou um covarde, quem me dera ser um covarde, contudo não consigo conviver com isso…

Eu amei uma mulher, e por causa de suas mentiras e traições, sei que hoje não posso mais prosseguir com a minha vida, ela me destruiu em todos os sentidos, não posso mais suportar tamanho ultraje, não posso mais aguentar a dor da traição no meu peito.

Não faço isso por ressentimento, faço pela enorme dor que carrego dentro de mim, sei que em breve acharão meu corpo sem vida, e indagarão: ‘Por que Leandro fez isso?’ Só eu sei, esse segredo pertence apenas a mim.

Fui rico a minha vida inteira, sempre vive cercado pelo luxo, mas foi na simplicidade que aprendi o que era o amor, foi na simplicidade que aprendi o que era trocar um olhar de afeto puro e verdadeiro.

Agradeço a pessoa que mais me ouviu nos últimos dias, ela sabe que estou falando com ela, não pronunciarei sei nome, pois minha família é como abutres, que circunda a caniça antes do entardecer….

A quem se importar com a minha morte, digo que não tive uma morte tranquila, com a paz dentro do meu coração, muito pelo contrário, morri com o desespero dentro da minha alma, a dor de saber que jamais vou sentir novamente aquela emoção, que acalenta a alma e o coração.

Meus bens, aí meus bens, coisas materiais, se isso realmente trouxesse felicidade, não estaria eu aqui, desesperado, angustiado, procurando na morte, um subterfúgio para todas as minhas dores…

Me perdoe Alexandre, sei que nunca deveria ter feito isso com você, mas tente me compreender, eu já não posso mais viver assim, não posso, é mais forte do que eu...”

Leandro Lobo.

Na Mansão Foster, todos ainda estão chocados com o suicídio de Leandro, obviamente que os sete integrantes da família Foster, vai até o escritório da casa, para tentar achar uma solução para aquele grande problema que havia se apresentado….

Murilo, ainda um pouco cambaleado, começa a fazer o pronunciamento:

- Isso tinha que ter acontecido logo aqui, como vamos explicar isso pra alguém?! E logo agora, é o fim, vamos declarar falência… Diz o filho mais novo dos Foster.

- Não diga uma coisa dessas, vamos conseguir reverter essa situação, agora que estávamos tão perto, não podemos retroceder! Diz Igor, o filho mais velho dos Foster.

- Leandro está morto, morto! Vocês conseguem conceber essa ideia?! Diz Eduardo. E óbvio que tudo é culpa da Ana Júlia.

- Minha?! Agora ele se mata, e a culpa é minha?! Eduardo, cresça. Ela já queria fazer isso, não coloque a culpa em mim! Se defende Ana Júlia.

Antônia também acusa a irmã:

- Se você não tivesse traído ele, nada disse estaria acontecendo agora! Mas veja só, ficamos sem herança, e temos um cadáver lá em cima! Eu não quero nem imaginar o que vai acontecer quando Alexandre Lobo chegar aqui! O que vamos falar?! Me desculpe, mas o seu irmão, bom… ele está morto, ou melhor, ele se matou!

Ana Júlia se pronuncia novamente:

- Não mostramos a carta para ele, que diferença irá fazer!

O pai dos Foster então interrompe toda aquela discussão:

- Vamos todos ficar calmos! O desespero é um péssimo conselheiro! E Ana Júlia, esqueça a ideia de não mostrar a carta, teremos que fazer isso! Vamos planejar alguma coisa, por que se não fizermos isso, a ira de Alexandre Lobo se direcionará a nós, temos que pensar e rápido! Todos aqui, sabemos que não podemos ficar sem o dinheiro dos Lobo, estamos falidos, e se isso não funcionar, bom… estamos perdido. Disse Henrique Foster…

A mãe dos Foster também decide falar:

- Pensem pelo lado bom, um Lobo já foi, agora só falta uma, sempre achei o Leandro o mais fraco, era muito fácil enganá-lo, tanto que Ana Júlia conseguiu rapidamente.

Porém o outro não, é mais esperto, e não podemos esquecer que também é o mais rico, rico não, bilionário, Alexandre Lobo, é a chave que vai abrir todas as portas para nós, os Foster.

Diz Aurora, a matriarca…

- Vamos chamar a polícia, sei lá, também a ambulância, não temos muito tempo, teremos que planejar tudo o mais rápido possível!

Diz Murilo…

- Na verdade eu já tenho um plano. Diz Aurora.

- Que plano mamãe?! Pergunta Eduardo…

- A empregada Anita, ela estava muito próxima de Leandro nos últimos dias, não será difícil fazer a mentira parecer uma verdade inquestionável. Quando Alexandre chagar, vai morrer de ódio da mulher que fez isso com o seu querido irmãozinho! Vamos ocultar que foi Ana Júlia que partiu o coração de Leandro, e colocaremos toda a culpa na empregada Anita.

Eduardo questiona a mãe:

- Mas mãe, a Anita não tem a ver com isso?!

- Quem mandou ela se tornar amiga de um homem rico, ela passou o limite do permitido, ela não deveria conversar com uma pessoa superior! Sinto muito, porém sobrou para ela.

Vamos votar, aqui é uma democracia, ou não?!

Quem acha que devemos colocar toda a culpa em Anita levante a mão?

Dos sete integrantes da família, seis levantaram a mão, e apenas Eduardo não concordou muito com a ideia de Aurora.

- Viu Eduardo, é a vontade da maioria, temos que achar um bode expiatório, e será Anita, não posso fazer nada meu filho, temos que dar uma explicação para Alexandre, ele não irá se conformar com a morte do irmão!

Henrique se pronuncia:

- Murilo, Igor e Antônia, façam a história dos dois realmente parecer um romance, fale com os empregados, deixe rastros, porém não deixem que Anita desconfie de nada! Que Deus nos ajude, para que Alexandre engula essa história!

E você Ana Júlia, faça alguma coisa para encobertar essas merdas que andou fazendo!

- Sim senhor, pai! Diz Ana Júlia.

- Vocês estão loucos, isso não vai dar certo pai, e se a Anita desconfiar! Diz Eduardo.

- Ela não irá desconfiar de nada Eduardo, ela é só uma empregadinha! Diz Henrique.

- Mas pai… Tenta dizer algo Eduardo.

- Mas nada, vamos colocar isso em prática, é a única saída que temos. Diz Henrique.

- Depois do enterro, vamos abrir o testamento e descobrir o que o Leandro deixou para a Ana Júlia, afinal de contas eles eram namorados. Diz Aurora.

- Não vejo a hora de abrir esse testamento, vamos ver o que eu vou ganhar depois de tanto tempo aturando o Leandro.

Diz Ana Júlia.

- Vamos colocar o plano em prática, enquanto isso vou fazer o que deve ser feito, tenho que ligar para Alexandre, e dizer o que houve com o irmão dele. Diz Henrique.

- Boa sorte pai, pois todos nós aqui, sabemos que Lobo não vai ficar calmo com essa notícia. Disparou Antônia.

Depois da reunião dos Foster, o patriarca Henrique fica sozinho no escritório, terá que fazer a ligação, o chefe da família Foster dará a notícia para Alexandre…

Henrique pega o telefone, e disca o número, começa a chamar, do outro lado da linha, um homem com uma voz aveludada e firme responde:

- Alô, quem fala?!

- Alexandre Lobo?

- Sim, é ele.

- É Henrique Foster.

- Sim, como vai senhor Foster?!

- Estou te ligando para te dar uma notícia?!

- Já sei, Leandro aprontou de novo?! Mas antes de dizer isso, quero que saiba senhor Foster, que meu irmão já conversou comigo sobre um empréstimo para sua empresa, e quero que saiba que estou de acordo.

- Obrigado Alexandre, porém não estou ligando por esse motivo.

- E por que seria?!

- Como já havia dito, não tenho boas notícias para o senhor!

- Então vá direto ao ponto, não gosto nenhum pouco de suspense!

- Eu nem sei como dizer isso! Nessas horas, faltam as palavras certas.

- O senhor está me deixando mais nervoso com essas voltas!

- O seu irmão, o Leandro…

- O que tem o Leandro?!

- Ele faleceu…

Depois disso houve um silêncio profundo, que assustava a primeira vista…

- Faleceu?! Repetiu Alexandre.

- Sim, faleceu. Foi enfático Henrique.

- Como assim faleceu?! Quando?

- Na noite passada, estamos adiantando os trâmites do enterro, e esperamos a sua presença aqui.

- Como foi a morte?

- Suicídio…

A palavra suicídio espanta Alexandre, que é mais incisivo quando descobre a causa da morte do irmão mais novo…

- Ele se matou, Leandro, se matou?! Não pode ser, meu irmão jamais tiraria a própria vida…

- Quem somos nós para saber os motivos de cada um, o coração do homem é terra que ninguém conhece! Tenta consolar Henrique.

- Não senhor Foster, meu irmão nunca cometeria suicídio, você não conhece ele! Leandro era romântico, amava a vida, jamais faria uma coisa dessas consigo mesmo.

- Mas foi o que aconteceu, senhor Alexandre.

- Tudo nessa vida tem um motivo, e eu vou até aí para descobrir o que aconteceu com o Leandro de tão grave, para ele querer tirar a própria vida.