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Capitulo 7: Amanhecer

As leves batidas na porta fizeram Saito despertar, ele se moveu contra a sua vontade sentando-se na beira da cama, ele olhou o relógio na mesa do canto, “05H03M”. Saori dormia virada para o outro lado dando a visão de sua bunda carnuda e redonda, as pequenas linhas que marcavam o natural corpo da mulher, se disse que era homem que se importava com isso seria mentira. Preferia as mulheres mais naturais, ele tinha um fraco por mulheres como ela.

Novamente as batidas roubaram sua atenção, ele a contragosto levantou, pegou sua calça jogada no chão, vestiu com pressa, seus passos curtos até a porta, ele abriu vendo nada menos que seu irmão parado ali com uma cara de mau-humor.

— Sabe que ainda são cinco horas da manhã?

Nosaka olhou por cima do ombro quase enfiando a cabeça dentro do quarto, Saito puxou a porta para evitar a visão da mulher nua em sua cama, recebeu um olhar reprovador do irmão mais velho.

— O que você acha que está fazendo?

Saito o encarou com um sorriso irônico, porém, antes que soltasse uma piada, foi impedido pelo seu irmão.

— Sabe que estavam seguindo você ontem?

Saito assentiu com a cabeça, descrição não era o forte daqueles idiotas, ele pensou enquanto fechava a porta. Caso acordasse Saori, ela não podia ouvir o teor da conversa dos dois.

— Sabe que pode ter colocado essa garota no meio da sua vida sem querer?

Nosaka era um homem que temia que inocentes se envolvesse no meio dos negócios da família, era perigoso demais, quem não sabia no que estava se metendo morria sem nem saber o porquê, eles aprenderam que nunca deveria trazer uma mulher para sua casa, o que para ele poderia ser apenas mais uma transa, para o inimigo poderia ser a chance de se vingar dos Yoshida, uma morte que não iria lhe abalar em nada se acontecesse, mas a família que perdeu seu familiar sim.

— Foi só sexo e não vai acontecer de novo, eu acho?

Ele lembrou da noite, ela era uma mulher que poderia curtir por toda a noite e dia, mas sabia que seu irmão estava certo, isso havia sido um erro, que ele iria tentar corrigir.

— Saito, você vai se responsabilizar pela vida dessa mulher?

Saito olhou em seus olhos, ponderou alguns segundos, nunca havia tido qualquer problema quanto a isso, porque logo agora teria, porque justo com Saori?

— O que você veio fazer aqui? Não veio aqui para vigiar minha transa.

Nosaka revirou os olhos, ele encarou o irmão mais novo, a verdade que haviam tido problemas em um dos seus muitos negócios, teria que avisá-lo de qualquer modo, ele era o líder daquela casa.

— Houve problemas com os carregamentos nas docas.

Saito achou melhor não discutir tal assunto naquele corredor, havia notado que a jovem mulher que estava em seu quarto era um tanto curiosa, ele entrou no quarto apenas para pegar uma camiseta, ele andou silenciosamente até o closet, pegou a camiseta. Mas antes de sair, Saito andou até a cama, seu quarto era extremamente gelado, ele gostava dessa maneira, mas podia ver que ela não era da mesma maneira, já que seu corpo estava encolhido e tremulo, ele puxou a edredom que ficava ao pé da cama, ele colocou sobre a mulher nua, esperava que pudessem repetir o sexo assim que terminasse de se resolver os assuntos com Nosaka, até porque depois que ela fosse embora nunca mais a veria.

Ele seguiu para fora do quarto, indo para o escritório no primeiro andar, seu irmão o seguia de perto, as escadas pareciam mais longas do que realmente eram, o cansaço por passar a madrugada transando se fez presente, não poderia negar Saori havia acabado com ele, talvez por isso quisesse ainda mais.

Eles seguiram o longo corredor ao lado da escadaria, pararam na porta de madeira esculpida a mão que ficava no final do corredor, clima ali dentro era totalmente diferente do resto da casa, era tão frio e escuro que às vezes nem parecia que era dia, as paredes eram feitas pedras, colocadas de maneiras alinhadas e organizadas, as estantes de livros enfeitava aquele local, entre as estantes havia uma grande lareira onde o fogo crepitava.

Saito se sentou na poltrona atrás da grande mesa, ele pegou o controle dentro da gaveta ligando as luzes, Nosaka se sentou à sua frente, o homem de cabelos negros suspirou antes de falar, ele passou os dedos pelo cabelo arrumando para trás, com certeza seu irmão mais novo ficaria irritado, ele teria que aguentar seu mau-humor irônico.

— Houve um problema nas docas.

Nosaka falou manso, vendo o olhar irritado do seu irmão, ele sabia que Saito não gostava de enrolações, ele era um homem direto.

— Que problema?

Saito falou direto como sempre, odiava rodeios, se algo aconteceu que falasse logo para resolver sem demoras, mas todos gostavam de pisar em ovos antes de falar com ele, isso o irritava profundamente.

— Creio que alguém está nos traindo, ele está entregando a localização da sua mercadoria para o Hebi.

Hebi era o principal inimigo territorial de Saito, A família Yoshida era quem comandava o tráfico, o contrabando, entre outras atividades criminosas em quase todo o Japão, eles eram seguidos por outras casas ou máfias se preferir, menos o Hebi que lutava com frequência para conseguir a liderança do país, estava começando a ficar irritante para Saito.

— Eu realmente queria que você me contasse uma novidade.

Saito revirou os olhos irritados, ele melhor do que ninguém sabia que alguém estava o traindo, logo saberia quem era idiota o suficiente para fazer isso. Enquanto sua mente maquinava sobre quem poderia estar o traindo, podia ouvir as fracas batidas na porta.

— Entre.

Ele falou, vendo a porta ser aberta pela sua empregada, a mulher de cabelos pretos adentrou o local, as xícaras sobre a bandeja de prata, grudadas sobre os seios, Saito suspirou entediado, mas sua mente lhe traiu, levando até a mulher em sua cama.

— Bom dia senhores... Trouxe o café.

A voz saiu melodiosa, tudo o que ela queria era impressionar Saito, ela havia se apaixonado por ele assim que o viu a mais de 6 anos atrás, no seu primeiro dia ali, desde então já tentou de tudo para chamar atenção dele, mas não parece adiantar.

— Bom dia. Mirai.

Saito respondeu um tanto sem ânimo, levando um olhar de repreensão de seu irmão mais velho, Mirai era uma boa funcionária não tinha como negar, mas suas investidas contra o Yoshida enchiam a sua curta paciência, não tinha a ver com ela ser sua empregada, tinha a ver com ela estar apaixonada, ficar com ela, só alimentaria uma história que não existe.

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