CAPÍTULO 1 O Bilionário da Cidade do Pecado
O Início de Tudo
Reunião no Centro de comando da Companhia ‘M’M’T’…
Os lençóis cinzas de seda, parecem se perder diante da enorme cama de Bryan Mendes. O despertador tocava sem parar, já era hora. O quarto refletia a vida extravagante e desregrada que Bryan levava. Ele finalmente se ergueu, ao seu lado estava uma loira ainda sonolenta da noite anterior. Ele se levantou e seguiu para o banheiro, tentando se preparar para os compromissos do dia. De repente, quando menos esperava, a loira bateu no vidro do box, e o CEO abriu. A companhia da noite anterior tentou prolongar o encontro, mas Bryan logo encerrou a situação para não se atrasar ainda mais. Após a ducha, o compromisso o chamava. Até que a loira tentou pegar o número de Bryan para colocar nos seus contatos, mas o Mister Mendes não estava nem um pouco a fim de repetir aquele encontro. Ela foi embora, querendo mais, e o ego do CEO foi massageado pela manhã mesmo, era o melhor homem do mundo na cama, pelo menos era o que ele pensava. - Perco o amigo, mas não perco a mulher. - Pensou Mister Mendes. Era a hora de se arrumar, foi até o seu Closet, pegou mais um terno escuro de alta costura. Foi até a sua gaveta de relógios, e escolheu um dos mais caros, o que estava avaliado em mais de meio milhão de dólares. O status e a aparência contava demais para aquele homem, que sabia que era cobiçado em todas as partes, por todas. Pegou o elevador, foi até a garagem… - Com qual carro eu vou hoje? - Era uma dúvida difícil, já que apenas ali havia cerca de quinze conversíveis. Foi até o último carro que arrematou por dois milhões de dólares, o que não era lá muita coisa. Abriu a porta, olhando para os dois lados, parecia querer seduzir até mesmo quando não era visto por ninguém. Era impossível não olhar, nem que fosse apenas um segundo, não era uma imagem que poderia ser ignorada. Entrou em seu carro, e passou pelas estradas da pecaminosa Las Vegas, com certeza estava na cidade certa, já que a luxúria era quase um sobrenome. Depois de ouvir algumas músicas, finalmente chegou na ‘M’M’T’, foi rapidamente para o elevador platinado, exclusivo de grandes executivos. Quando chegou no último andar, tirou os óculos, e entrou no modo CEO. Sua secretária já trazia milhares de papéis para que ele assinasse, não podia perder de vista a sala de reuniões, Benjamin e Maxwell já estavam o esperando, mais um dia atrasado. Preciso focar no mais importante agora. James Carter também o esperava, era mais um para julgá-lo no momento de sua triunfante chegada. Toda a empresa era possível ser vista, graças ao panorama aberto, e com paredes de vidro. Não se podia esconder muita coisa. - Vamos, não temos tempo a perder. Todos já estão presentes?! Vamos falar da transição para as novas filiais, acho que esse é o assunto mais importante, devemos priorizar isso, mas do que qualquer coisa - Disse o CEO atrasado. James Carter: - Nós estamos focados nessa mesa faz pelo menos uma hora, aguardando a ilustríssima presença de um dos comandantes da empresa. - Maxwell: - Talvez ele tenha um motivo crível, para que possamos acreditar em sua falta. Benjamin: - Não tenho dúvidas disso. É obvio que algo aconteceu essa manhã. Deve ter sido desagradável e desolador. Bryan Mendes, não brinca em serviço. Bryan: - Estamos em Las Vegas, e tudo o que acontece aqui, fica por aqui mesmo. Maxwell: - Esse é o nosso ditado oficial, por aqui! Bryan: - Vamos as filiais que serão abertas na América Latina, sobretudo no mercado brasileiro, que é o mais forte da região. Quero uma filial em São Paulo e no Rio de Janeiro, são as cidades polos, isso vai demandar um pouco mais de trabalho e persistência. Benjamin: - O mercado brasileiro está passando por uma crise, o desemprego chegou a índices altíssimos. Não sei se seria rentável apostar no Brasil agora? Bryan: - Eu quero o Brasil. Eu quero as duas cidades, não tenho dúvida que esse é o momento exato. É em uma grande crise, que se pode lucrar mais, e estamos aqui para lucrar. Maxwell: - Eu concordo com o Bryan, o Brasil é um gigante da América Latina. Seria burrice deixar esse mercado se perder agora. Benjamin: - Se vocês dois concordam, não posso fazer nada. A maioria ganhou, dois a um. James Carter: - Os contratos serão emitidos, e os senhores poderão assinar mais tarde. Não se esqueçam de averiguar o terreno antes, estamos falando de milhões de dólares. Bryan: - Estamos cientes disso. Mas não voltaremos atrás na nossa decisão. São Paulo e Rio de Janeiro serão nossas cidades. Maxwell: - Acho que essa reunião acabou. Só estávamos esperando o mister Mendes chegar para saber sobre o seu voto.
We keep this love in a photograph/ We made these memories for ourselves
Nós guardamos esse amor em uma fotografia. Fizemos essas memórias para nós mesmos.
Bryan Mendes – Narração
Foi em um dia chuvoso, tudo estava parado, as ruas pareciam desertas, e era algo difícil de imaginar em Las Vegas. Estava vagando sem rumo, não queria voltar para casa nem tão cedo. Minha cobertura estava lá, me esperando, tal como a deixei, mas não queria voltar, era um sentimento incompatível, porém naquele dia parecia que foi premeditado, tinha que conhecê-la. Estava com frio e queria tomar um café forte para me aquecer, vi um lugar aberto, não era algo que eu fazia naturalmente, afinal poucas vezes frequentei lanchonetes de beira de estrada, mas naquele dia tudo era diferente. Quando abri a porta daquela Lanchonete e que nem me lembro o nome, entrei em um universo paralelo. A primeira pessoa que vi, foi ela, estava lavando os copos, e fazendo aquilo com a maior atenção do mundo, seu foco era tão perturbador, que ninguém tinha vontade de pedir absolutamente nada para ela. Sua beleza chamou minha atenção imediatamente. Logo alguém veio me atender, e foi aí que pedi um café, e disse que queria ser servido especialmente por aquela garçonete do balcão, o cara estranhou o meu pedido, mas já era tarde, e não havia quase ninguém naquele lugar. Eu gostava de tudo nela, da sua boca, da sua pele, do jeito que ela respirava, do jeito que transpirava. Seus cabelos negros eram encantadores, caiam sobre os ombros, e seus olhos escuros pareciam hipnotizar. Me senti nervoso com aquela situação, algo novo para mim. Sou o homem que já ficou com várias mulheres, e estava ali aguardando ansioso uma garçonete me servir uma xícara de café, parecia uma grande loucura, e ainda por cima não podia demostrar o meu nervosismo. Minhas reações me causavam espanto, estava com medo de mim mesmo, não sabia o que estava acontecendo, só sei que era novo, era uma nova sensação, e cada vez que se fica mais velho, as novas sensações vão se tornando mais raras. O tal cara para quem fez o pedido, fez questão de dizer que eu queria aquela viesse me servir, notei na hora que ela me olhou de cima até embaixo, e acho que meus sapatos italianos não a impressionaram muito. Ela não deu um sorriso, nem sequer um olhar mais atencioso, não entendia como uma mulher não sentia atração por mim de imediato, eu era um homem forte e bonito, era chegar em um lugar, e atrair todos os olhares femininos, mas não foi assim com aquela garçonete, tudo já começou de uma maneira peculiar. Ela trazia o café, enquanto estava em minha mira, ela serviu o café, e só me fez uma pergunta… Vitória: - O senhor quer comer alguma coisa?! Seca, sem nenhuma expressão, por um momento eu fiquei mudo, as palavras sumiram, não conseguia mover a língua, parecia paralisada. Ela simplesmente me olhou novamente, com aqueles olhos misteriosos, e acho que percebeu meu pequeno AVC, e me fez a segunda pergunta: Vitória: - O senhor está se sentindo bem?! Gelei, e com a cabeça disse que estava tudo bem, sua voz parecia um veludo, era bem marcante. Depois de mais alguns segundos constrangedores, tive que começar a falar, não queria que a garçonete me achasse um louco, que estava talvez brincando com ela. - Estou bem. Acho que não quero nada para comer, mas adoraria que a senhorita me fizesse companhia. Não sei como fui tão direto, mas eu era um rei na arte da conquista, não era a primeira vez que fazia aquilo. A moça primeiramente fez cara de interrogação, estava espantada, e com razão, afinal não sabia quem eu era. Não sabia que eu era rico e dono da maior empresa de Las Vegas, para ela até aquele momento, era só um louco com um café na mão, mendigando companhia. Vitória: - Senhor, estou trabalhando. Não posso me sentar agora. A olhei diretamente e disse: - Não vejo ninguém por aqui, essa chuva deve ter espantado todos os clientes da lanchonete?!
