Biblioteca
Português
Capítulos
Configurações

5

Fechei os olhos quando ele olhou em minha direção, ele não podia me ver babando pelo corpo aparentemente delicioso dele, além do mais o homem me parecia ser um cretino e bem convencido. Não me esqueci que ele havia dito que eu não fazia o tipo dele. Idiota! Até parece que eu queria ser o tipo dele. Quem ele pensava que era? Um deus grego? Obviamente ele era quase isso na beleza, mas não importava. Eu era mais bonita do que ele.

Parei meus pensamentos ridículos quando me senti ser aquecida por mais uma camada de pano. O que? Aquele ser arrogante me cobriu com mais uma coberta? Um sentimento caloroso se apossou de mim após o gesto que para mim foi doce. Talvez ele não fosse tão arrogante assim.

Logo ouvi barulhos de lençóis sendo amassados e da cama rangendo levemente, indicando que ele havia deitado. Me concentrei apenas em dormir quando ouvi:

— Sei que não está dormindo. — a voz tão rouca que me causou arrepios por toda espinha.

Continuei em silêncio, muito envergonhada para dizer alguma coisa. E se ele me viu babando pelo corpo dele?

— Ou talvez esteja... Mas sua respiração está ofegante, será que está tendo um pesadelo? — a voz divertida me obrigou a soltar uma risadinha nasal.

Merda. Fui descoberta.

— Você me acordou. — o culpei.

— Você estava tremendo. Aqui a noite costuma chover gelo do céu, em forma metafórica, é claro. Presumo que saiba o que é uma metáfora.

— É óbvio que sei o que é uma metáfora. Mas de qualquer forma, eu agradeço. Foi muito gentil da sua parte me cobrir. — ele ficou em silêncio.

— Meu nome é Hugh. — disse de repente e eu sorri. Bonito nome, como o dono.

— Eu me chamo Diana.

— Diana... — repetiu meu nome um pouco ofegante num sussurro, parecendo gostar dele também.

Alguns minutos depois de silêncio, ele pareceu ter dormido. E meu sono ausente há pouco retornou com tudo. Hugh... Foi o que eu repeti mentalmente antes de apagar.

Até que fui acordada com meu celular tocando sem parar, porcaria! Eu estava em um sono tão bom.

— Porra! Atende essa merda! — ouvi o grunhido estressado de Hugh.

Parecia que na casa dele tinha sinal de celular.

Me levantei ainda enrolada nos cobertores, peguei meu celular em cima da mala e vi o nome de Jeremy aparecer, a raiva que senti não tinha explicação. Eu não queria falar com aquele desgraçado. Por isso coloquei o celular no silencioso e o deixei em cima do colchão enquanto caminhei em direção ao banheiro para fazer xixi.

Quando voltei para o quarto, encontrei Hugh sentado na cama com as mãos nos cabelos, ele olhou para mim com os olhos semicerrados.

— Não vai atender essa porcaria? Está me incomodando.

— Eu coloquei no silencioso. — me expliquei envergonhada.

— Está vibrando e está me estressando. — o telefone parou por alguns instantes e eu agradeci por isso.

Na verdade, eu não queria desligá-lo, queria dar o gosto a Jeremy de ir para minha caixa postal.

— Me desculpe. — sussurrei para Hugh.

Me deitei novamente ignorando o fato dele ainda estar sentado. Finalmente o canalha pareceu ter desistido de me importunar. Mas eu estava enganada, cinco minutos depois o celular voltou a vibrar e foi pego imediatamente por Hugh antes que eu pudesse impedí-lo.

— Jeremy. — disse em tom zombeteiro — Não vai atender o Jeremy?

— Me dá meu celular! Isso não é da sua conta. — me levantei as pressas tentando tomar dele.

— A noite é longa, Barbie. Você não sabia que não pode deixar esse merda ficar atrapalhando o sono das pessoas?

— Não vou deixar isso acontecer mais. Me dá, por favor. Eu vou desligar. — estendi a mão pedindo o aparelho.

Ele me entregou e eu voltei a me deitar, será que conseguiria dormir em paz aquela noite?

Quando estava prestes a colocar no "não perturbe" a droga do celular vibrou novamente, Hugh impaciente o tomou da minha mão com rapidez, só que desta vez ele apertou a tela e atendeu a chamada.

Baixe o aplicativo agora para receber a recompensa
Digitalize o código QR para baixar o aplicativo Hinovel.