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Capítulo 4

-Para começar devemos pensar em um título para o nosso projeto. O que queremos representar? - pergunto ao grupo. Eles olham em volta, pensando.

“Verde...” Leonardo arrisca, em voz baixa.

Olhamos para ele interrogativamente, tentando descobrir o que ele quis dizer.

-A professora disse que o tema é gratuito, então podemos escolher uma cor e tirar dez fotos que a contenham. Estamos em um parque e temos várias ideias, basta olhar ao nosso redor com atenção... - explica.

Inicialmente ele nos deixou atordoados com seu reflexo. Ele não fala muito, mas vai direto ao ponto quando você menos espera.

“É uma ideia perfeita!” exclamo, um pouco entusiasmado demais, enquanto os outros me olham confusos. Até eu quase chamei minha atenção, mas o trabalho em grupo sempre traz à tona a parte um pouco eufórica de mim.

-Então, como dividimos as tarefas? - continua Laura.

-Como são dez gêneros para escolher, eu avaliaria os que cada um gosta, depois decidimos juntos. Leonardo, já que você encontrou a ideia, eu diria que você pode cuidar das duas fotografias abstratas e de natureza morta, se quiser – diz Marco.

-Era o que eu queria.- Finalmente notei um leve sorriso em seu rosto.

Los cuatro, después de discutir nuestras preferencias fotográficas, hemos decidido que Marco se encargará de la fotografía de paisaje y macro, Ilaria de la fotografía callejera y, conociendo varios modelos, fotografiará a una de ellas, mientras que Laura se encargará de la urbana y a comida.

Com muito prazer tratarei de arquitetura e minimalismo, embora esteja um pouco preocupado: onde encontro um edifício ecológico? Espero não ter que arrancar os cabelos para encontrá-lo.

-Oi, Sofia! Tu sorris!-

Viro à direita e encontro Ilaria, sua câmera apontada para mim, determinada a tirar fotos minhas. Provavelmente terei expressões dignas de uma exibição de terror.

-Ilaria, não sou uma de suas modelos! Cuidado, você corre o risco de quebrar os óculos com a minha cara – brinco.

“Mas chega!” ele exclama, virando-se para o antigo castelo à nossa frente.

Depois de quatro horas andando pelo parque entre as tomadas, meu estômago começa a roncar.

-Pessoal, que tal irmos comer alguma coisa no McDonald's aqui? “Estou com fome!”, pergunto aos outros, que correm em minha direção como crianças. Vou tomar isso como um sim.

Não costumo comer no McDonald's, prefiro uma pizza saudável, mas porcaria é sempre boa, em qualquer lugar.

Meu amor por junk food é escandaloso. Se eu morasse na América, cheia de fast food, pesaria pelo menos cem quilos e só sairiam borboletas da minha carteira.

-Enquanto isso vou me sentar, os pedidos chegarão na sua mesa se você digitar o número trinta e seis na tela- digo indo em direção à mesa mais espaçosa que consigo encontrar.

Leonardo se aproxima, já com sua bandeja cheia de batatas fritas e frango na mão, e me pergunto qual ordem eles seguem no preparo da comida, já que fiz o pedido antes dele.

Ele senta na minha frente, isso se torna um hábito?

-Como é que você já tem tudo se pediu depois de mim? Não é bom...- digo com fome. Eu o vejo sorrir e ele olha para mim balançando a cabeça. Eu sei que pareço uma criança mimada, mas quando se trata de comida, é como falar ouro comigo.

-Você sabia que se você não pedir na mesa e esperar, eles vão te entregar quase que imediatamente?- ele contra-ataca.

-Não há outra explicação, mas minha ociosidade venceu o debate.-

-Você também poderia esperar a gente comer!- Ilaria troveja.

"Não tenho culpa se você tem preguiça de esperar dois minutos em pé", responde o moreno gentilmente, enquanto se concentra novamente em suas asas de frango.

Finalmente, depois de dez minutos de espera interminável, chegam nossas bandejas, com meu Grand Crispy Mc Bacon, companheiro dos meus mais lindos sonhos da última hora.

Enquanto comemos, tudo fica em silêncio e noto, de vez em quando, que Leonardo me olha de passagem, talvez convencido de que não o vejo. Talvez seja impressão minha e ele só esteja atraído pela maneira estranha como uma garota come demais como se não comesse há anos, mas por outro lado a gravadora nunca fez isso comigo. Claro que não nasci para impressionar com um jantar romântico a dois.

Quando o restaurante fast food começa a se encher de crianças gritando, todas vestidas como rappers sofisticados, decidimos que é hora de ir para casa. Quase sinto: pode ser a natureza de Ilaria ou piadas de mau gosto, mas a companhia dela é estranhamente agradável.

Não creio que haja melhor momento no mundo, depois de um dia inteiro fora de casa, do que aquele em que você fica deitado na cama acompanhado de um bom livro. Este simples hobby, para mim, equivale a atingir o Nirvana, pena que muitas vezes é interrompido pelo toque de um telemóvel.

-Preparar? Mãe? - Eu respondo.

-Olá carinho! Como vai? Tenho novidades, espero que não te incomode- diz ele.

-Está tudo bem aqui, certo? O que há de novo?-

-Estamos bem. Só queria te contar que seu pai tem uma apresentação na sexta em Milão, então pensamos em passar o fim de semana com você. Você está livre?”, ele pergunta com confiança.

-Claro! Ficaria feliz em recebê-lo, mas não tenho muito espaço aqui... - justifico-me. Mais do que tudo, eles notariam o caos no meu apartamento.

-Não querido, não se preocupe, já reservamos o hotel, só queria saber se você está livre no sábado.-

-Mãe, minha vida social é sempre a mesma, ou inexistente. Te espero no sábado, é só me avisar a hora.-

-Claro, escrevo para você através do Wassup.-

“Whatsapp, mãe, chama-se WhatsApp!” eu a corrijo, rindo.

-Sim, aquele ali!-

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